de Thich Nhat Hanh
Que o som deste sino penetre profundamente no cosmos.
Que mesmo nos lugares mais escuros os seres vivos o possam ouvir claramente
Por forma a que todo o seu sofrimento cesse, que a compreensão venha aos seus corações
E que eles transcendam o caminho da dor e da morte.
A porta universal do dharma está já aberta
O som da maré, subindo, ouve-se claramente
O milagre acontece.
Uma bela criança aparece no coração da flor de lotus.
Uma única gota desta água compassiva é suficiente para trazer de volta a primavera refrescante às nossas montanhas e rios.
Ao ouvir o sino eu sinto que as aflições, dentro de mim, começam a dissolver-se.
A minha mente calma, o meu corpo relaxado
Um sorriso nasce nos meus lábios.
Seguindo o som do sino, a minha respiração traz-me de volta à segura ilha da atenção plena.
No jardim do meu coração, as flores da paz florescem maravilhosamente.
***************************************************
Pode ouvir-se o texto, na voz do próprio Thich Nhat Hanh, no video abaixo:
sábado, 29 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Matthieu Ricard em Lisboa - dia 26 - 21 h - A não perder!

Reservas/ Informações: 707 234 234
Locais de venda: Bilheteira da sala, Fnac, Ag. ABREU, Worten,
C. C. Dolce Vita, Megarede, El Corte Inglês(Lisboa e Gaia)
www.ticketline.sapo.pt
Preços de 15€ (Plateia) e 10€ (Estudantes)
Matthieu Ricard é um monge budista francês, fotógrafo e autor. Vive e trabalha no mosteiro Shechen Tennyi Dargyeling no Nepal, Himalaias, há quarenta anos.
Nascido em França em 1946, filho do conhecido filósofo francês Jean-François Revel, cresceu no seio das ideias e personalidades dos círculos intelectuais franceses. Viajou para a Índia em 1967.
Doutorado em genética molecular no Instituto Pasteur de Paris em 1972, decidiu abandonar a sua carreira científica e concentrar-se na prática do budismo tibetano. Estudou com Kangyur Rinpoche e alguns outros grandes mestres dessa tradição e tornou-se estudante próximo e auxiliar de Dilgo Khyentse Rinpoche, até ao seu falecimento em 1991. Desde então, tem dedicado a sua actividade à realização da visão de Dilgo Khyentse Rinpoche.
As fotografias de Matthieu Ricard de mestres espirituais, das paisagens e das pessoas dos Himalaias têm aparecido em inúmeros livros e revistas. Henri Cartier-Bresson disse do seu trabalho, ”a vida espiritual de Matthieu e a sua câmara são um só, donde brotam estas imagens, fugazes e eternas“.
Ele é o autor e fotógrafo de “Tibet, An Inner Journey” e “Monk Dancers of Tibet” e, em colaboração, os fotolivros “Buddhist Himalayas”, “Journey to Enlightenment” e recentemente “Motionless Journey: From a Hermitage in the Himalayas”. Matthieu Ricard é o tradutor de diversos textos budistas, incluindo “The Life of Shabkar”.
O diálogo com seu pai, Jean-François Revel, em “O Monge e o Filósofo”, foi um best-seller na Europa e foi traduzido para 21 idiomas, e “The Quantum and the Lotus” (em co-autoria com Trinh Xuan Thuan) reflectem o seu interesse de longa data pela Ciência e o Budismo.
No seu livro de 2003 “Plaidoyer pour le Bonheur” (publicado em Inglês em 2006, como “Happiness: A Guide to Developing Life’s Most Important Skill”) explora o significado e plenitude da felicidade e foi um grande best-seller em França.
Matthieu Ricard foi apelidado de “a pessoa mais feliz do mundo” pelos media depois de ser voluntário para um estudo realizado na Universidade de Wisconsin-Madison sobre a felicidade, posicionando-se significativamente acima da média obtida após os testes de centenas de outros voluntários.
Membro do conselho do “Mind and Life Institute”, que é dedicado a encontros e pesquisa em colaboração entre cientistas e estudiosos budistas e praticantes de meditação, as suas contribuições foram publicadas em “Destructive Emotions” (editado por Daniel Goleman) e noutros livros de ensaios. Matthieu Ricard está também profundamente envolvido na investigação sobre o efeito do treino da mente sobre o cérebro, nas Universidades de Wisconsin-Madison, Princeton e Berkeley.
Matthieu Ricard foi condecorado com título de Cavaleiro da “Ordre National du Mérite” pelo presidente francês François Mitterrand pelos seus projectos humanitários e pelos seus esforços para preservar o património cultural dos Himalaias.
Nos últimos anos tem dedicado os seus esforços e doa todos os proventos do seu trabalho em favor de trinta projectos humanitários na Ásia, que incluem a manutenção e construção de clínicas, escolas e orfanatos na região: www.karuna-shechen.org
Desde 1989, actua como intérprete de Francês para S. S. o Dalai Lama.
domingo, 2 de maio de 2010
Amor e Compaixão
"Há alguma boas razões para os budistas usarem os termos "bondade" e "compaixão" em vez de um mais simples como "amor".
Amor, como palavra, está tão estritamente ligado ás respostas mentais, emocionais, e físicas associadas ao desejo que existe algum perigo em vincularmos este aspecto de abrir a mente ao reforço da ilusão essencialmente dualista de eu e o outro:"Eu gosto de ti" ou "Eu gosto daquilo." Há um sentido de dependência do objecto amado, e em ênfase no beneficio de amar e ser amado. É claro que há exemplos de amor, tais como as ligações entre um pai e um filho, que transcendem o beneficio pessoal para incluir desejo de beneficiar outrem. A maior parte dos pais concordaria provavelmente que o amor que sentem pelos seus filhos implica mais sacrificio do que gratidão pessoal.
No entanto, em termos globais, os termos "bondade" e "compaixão" funcionam como"sinais de paragem" linguisticos. Fazem-nos parar e pensar na nossa relação com os outros."
Yongey Mingyur Rinpoche
Amor, como palavra, está tão estritamente ligado ás respostas mentais, emocionais, e físicas associadas ao desejo que existe algum perigo em vincularmos este aspecto de abrir a mente ao reforço da ilusão essencialmente dualista de eu e o outro:"Eu gosto de ti" ou "Eu gosto daquilo." Há um sentido de dependência do objecto amado, e em ênfase no beneficio de amar e ser amado. É claro que há exemplos de amor, tais como as ligações entre um pai e um filho, que transcendem o beneficio pessoal para incluir desejo de beneficiar outrem. A maior parte dos pais concordaria provavelmente que o amor que sentem pelos seus filhos implica mais sacrificio do que gratidão pessoal.
No entanto, em termos globais, os termos "bondade" e "compaixão" funcionam como"sinais de paragem" linguisticos. Fazem-nos parar e pensar na nossa relação com os outros."
Yongey Mingyur Rinpoche
Para o bem de todos os seres
sábado, 1 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Diálogos entre um Cristão e um Budista: livro
O Dharma e o Espírito
Diálogos entre um Cristão e um Budista
Veja o Índice do Livro
Veja um Excerto do Livro
Sobre o livro
Este livro consiste numa conversa, rica de sugestões, entre um cristão e um budista, na qual não está em causa que o primeiro converta o segundo à fé em Jesus, nem que o budista consiga que o cristão se torne um seguidor do Buda, mas sim que ambos se transformem e ajudem mutuamente para converterem-se ao mistério do Espírito, que se manifesta em todo o lado. O cristão Masiá fala naturalmente do Espírito de Jesus e recorda a necessidade de deixar-se guiar por ele e respirar nele: «Nele vivemos, nos movemos e existimos» (Hch 17, 28). O budista Suzuki fala do Dharma como a expressão da verdade que iluminou Gautama Shakamuni - o Buda -, a Vida em toda a sua imensidão e fundura, mas sem forma, mais para lá de todo o espaço e tempo; uma Vida que preenche e embebe tudo, que não cessa de agir, que vivifica tudo.
15 euros
Diálogos entre um Cristão e um Budista
Veja o Índice do Livro
Veja um Excerto do Livro
Sobre o livro
Este livro consiste numa conversa, rica de sugestões, entre um cristão e um budista, na qual não está em causa que o primeiro converta o segundo à fé em Jesus, nem que o budista consiga que o cristão se torne um seguidor do Buda, mas sim que ambos se transformem e ajudem mutuamente para converterem-se ao mistério do Espírito, que se manifesta em todo o lado. O cristão Masiá fala naturalmente do Espírito de Jesus e recorda a necessidade de deixar-se guiar por ele e respirar nele: «Nele vivemos, nos movemos e existimos» (Hch 17, 28). O budista Suzuki fala do Dharma como a expressão da verdade que iluminou Gautama Shakamuni - o Buda -, a Vida em toda a sua imensidão e fundura, mas sem forma, mais para lá de todo o espaço e tempo; uma Vida que preenche e embebe tudo, que não cessa de agir, que vivifica tudo.
15 euros
terça-feira, 20 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Ensinamentos do mestre que nasceu do lótus - Testamento do Prego Precioso (trecho)
"Independente de quão profundos, vastos ou todo-abrangentes os ensinamentos da Grande Perfeição possam ser, todos eles estão inclusos no seguinte: não medite ou fabrique nem que seja um átomo e não se distraia nem que seja por um instante.
Há o perigo de pessoas que não compreendam essa instrução utilizarem-se do chavão: 'Tudo bem não meditar!'. A mente delas continua presa às distrações das actividades do samsara, sendo que, quando alguém vivencia a natureza da não meditação, deveria libertar o samsara e o nirvana na igualdade. Ao atingir a iluminação, deve-se estar definitivamente livre do samsara, de forma que as emoções perturbadoras cessem naturalmente e tornem-se estado desperto original. Que utilidade tem uma realização que falha em reduzir as emoções pertubadoras?"
Há o perigo de pessoas que não compreendam essa instrução utilizarem-se do chavão: 'Tudo bem não meditar!'. A mente delas continua presa às distrações das actividades do samsara, sendo que, quando alguém vivencia a natureza da não meditação, deveria libertar o samsara e o nirvana na igualdade. Ao atingir a iluminação, deve-se estar definitivamente livre do samsara, de forma que as emoções perturbadoras cessem naturalmente e tornem-se estado desperto original. Que utilidade tem uma realização que falha em reduzir as emoções pertubadoras?"
Para o bem de todos os seres
Não se apresse
"Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso disse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim! Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo."
(Siddartha Gautama, o Buddha, Kalama Sutra 17:49)
(Siddartha Gautama, o Buddha, Kalama Sutra 17:49)
Para o bem de todos os seres
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Apoio da UBP à Marcha-Protesto contra todos os maus-tratos aos animais
Tal como no passado apoiou outras manifestações em defesa de homens e animais, a União Budista Portuguesa apoia a Marcha-Protesto contra todos os maus-tratos aos animais que decorre no Sábado, 10 de Abril, a partir das 14h, no Campo Pequeno, em Lisboa.
Exortamos todos os praticantes e simpatizantes da via do Buda a juntarem-se a esta iniciativa cívica, num espírito não-violento, pelo bem das vítimas e dos agressores, que, segundo a lei da causalidade kármica, ao agredir estão a criar as condições para o seu sofrimento futuro. Recordamos que, segundo os ensinamentos do Buda, todos os seres são nossos íntimos parentes, tendo em comum a consciência e a sensibilidade, o desejo de bem-estar e o de não sofrer.
Saibamos unir sabedoria e compaixão na construção de um mundo melhor para todos os seres sencientes, humanos e não-humanos!
Lisboa, 8 de Abril de 2010
A Direcção da UBP
(Agradece-se divulgação)
Exortamos todos os praticantes e simpatizantes da via do Buda a juntarem-se a esta iniciativa cívica, num espírito não-violento, pelo bem das vítimas e dos agressores, que, segundo a lei da causalidade kármica, ao agredir estão a criar as condições para o seu sofrimento futuro. Recordamos que, segundo os ensinamentos do Buda, todos os seres são nossos íntimos parentes, tendo em comum a consciência e a sensibilidade, o desejo de bem-estar e o de não sofrer.
Saibamos unir sabedoria e compaixão na construção de um mundo melhor para todos os seres sencientes, humanos e não-humanos!
Lisboa, 8 de Abril de 2010
A Direcção da UBP
(Agradece-se divulgação)
terça-feira, 6 de abril de 2010
Keith Dowman em Portugal
7 DE ABRIL - 19h
SESSÃO DE VIDEO
O RISO DO HERUKA (12 VAJRA LAUGHS)
Apresentação: Vitor Pomar
UBP - Av. 5 de Outubro, 122, 8º esq. - Lisboa
TERÇA-FEIRA, 15 DE ABRIL - 18h30
O Dzogchen
Keith Dowman
Local: Anf. IV da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
SEMINÁRIO
Introdução ao Dzogchen Radical
16-18 Abril – 4 VENTOS (Tapada de Mafra)
INSCRIÇÕES seminário: www.4ventos.org
SESSÃO DE VIDEO
O RISO DO HERUKA (12 VAJRA LAUGHS)
Apresentação: Vitor Pomar
UBP - Av. 5 de Outubro, 122, 8º esq. - Lisboa
TERÇA-FEIRA, 15 DE ABRIL - 18h30
O Dzogchen
Keith Dowman
Local: Anf. IV da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
SEMINÁRIO
Introdução ao Dzogchen Radical
16-18 Abril – 4 VENTOS (Tapada de Mafra)
INSCRIÇÕES seminário: www.4ventos.org
terça-feira, 30 de março de 2010
Explicando a iluminação.
Na verdade a iluminação é bem simples. Pense nela em termos de habitualmente andar através de uma sala escura, esbarrando em mesas, cadeiras e outras peças de mobiliário. Um dia, por sorte ou acidente, nos encostamos no interruptor que liga a luz. De repente, vemos toda a sala, todo o mobiliário nela, as paredes, e os tapetes, e pensamos, "Veja todas essas coisas aqui! Não me admira que eu ficasse esbarrando nelas!" E enquanto olhamos para tudo talvez com um maravilhamento de ver as coisas pela primeira vez, percebemos que o interruptor de luz estava sempre ali. Apenas não sabíamos, ou talvez apenas não pensássemos sobre a possibilidade que a sala pudesse ser algo diferente de apenas escuro.
- Yongey Mingyur Rinpoche
- Yongey Mingyur Rinpoche
Para o bem de todos os seres
[...] Shantideva pergunta: "Qual o sentido da raiva?" (6 | 38).
Em qualquer caso, vendo objetivamente, só há dois tipos de inimigos. Ou eles são intrinsecamente hostis -- caso em que se magoar por seu comportamento é tão absurdo como ficar ressentido com o fogo por ele ser quente -- ou eles no fundo têm boa intenção mas sucumbiram temporariamente a uma crise devido aos venenos. Nesse caso também a inimizade não tem sentido: é tão tola quanto ficar ressentido com o céu quando ele está cheio de fumaça.
Além disso, quando alguém me ataca com um bastão, não fico bravo com o bastão, mas com a pessoa que me bate. Pela mesma razão não tem lógica odiar meus inimigos. Eles podem brandir suas armas, mas estão sob o domínio de seus venenos. Então são essas emoções, das quais eles são vítimas, que eu devo ressentir.
Grupo de tradução Padmakara
na introdução do livro "The Way of the Bodhisattva"
de Shantideva (Índia, séc. VII)
Em qualquer caso, vendo objetivamente, só há dois tipos de inimigos. Ou eles são intrinsecamente hostis -- caso em que se magoar por seu comportamento é tão absurdo como ficar ressentido com o fogo por ele ser quente -- ou eles no fundo têm boa intenção mas sucumbiram temporariamente a uma crise devido aos venenos. Nesse caso também a inimizade não tem sentido: é tão tola quanto ficar ressentido com o céu quando ele está cheio de fumaça.
Além disso, quando alguém me ataca com um bastão, não fico bravo com o bastão, mas com a pessoa que me bate. Pela mesma razão não tem lógica odiar meus inimigos. Eles podem brandir suas armas, mas estão sob o domínio de seus venenos. Então são essas emoções, das quais eles são vítimas, que eu devo ressentir.
Grupo de tradução Padmakara
na introdução do livro "The Way of the Bodhisattva"
de Shantideva (Índia, séc. VII)
Para o bem de todos os seres
domingo, 28 de março de 2010
O espelho das Aparências

Um dia,
um velho camponês tibetano dirige-se à cidade para vender a sua colheita.
Contente, porque fez bons negócios, ele passeia-se pelo mercado
pousando os olhos aqui e acolá.
Mas, então, que estranho objecto brilhante é este, que ele nunca viu...
É um espelho, mas ele não o sabe!
Ele coloca o espelho à sua frente e o que vê? O seu pai !
Comovido por já não estar só, ele compra o objecto brilhante e regressa a casa.
Num baú do seu quarto ele deposita o espelho,
para ver o rosto do seu pai quando a melancolia o invade.
Naturalmente, a sua mulher surpreende-o a abrir e fechar o baú, com os olhos brilhantes,
e muito intrigada, num dia em que ele está nos campos,
ela dirige-se ao quarto, abre o baú, inclina-se e o que vê?
... uma mulher cuja juventude já passou,
os olhos grande abertos de espanto, a boca aberta num grito!
Verde de ciúmes, ela mortifica o marido que, o infeliz,
invoca o seu pai quando ela lhe exige explicações quanto a esta desconhecida!
Uma monja passa por lá, ouve-os discutir e desejando ajudá-los
inclina-se, por sua vez, sobre o baú,
antes de o fechar e de dizer, muito serenamente:
“Não há, aqui, motivo nenhum para discutirem... é uma monja!”
Kalou Rinpoché
(Imagem: espelho tibetano, séc.XVII
um velho camponês tibetano dirige-se à cidade para vender a sua colheita.
Contente, porque fez bons negócios, ele passeia-se pelo mercado
pousando os olhos aqui e acolá.
Mas, então, que estranho objecto brilhante é este, que ele nunca viu...
É um espelho, mas ele não o sabe!
Ele coloca o espelho à sua frente e o que vê? O seu pai !
Comovido por já não estar só, ele compra o objecto brilhante e regressa a casa.
Num baú do seu quarto ele deposita o espelho,
para ver o rosto do seu pai quando a melancolia o invade.
Naturalmente, a sua mulher surpreende-o a abrir e fechar o baú, com os olhos brilhantes,
e muito intrigada, num dia em que ele está nos campos,
ela dirige-se ao quarto, abre o baú, inclina-se e o que vê?
... uma mulher cuja juventude já passou,
os olhos grande abertos de espanto, a boca aberta num grito!
Verde de ciúmes, ela mortifica o marido que, o infeliz,
invoca o seu pai quando ela lhe exige explicações quanto a esta desconhecida!
Uma monja passa por lá, ouve-os discutir e desejando ajudá-los
inclina-se, por sua vez, sobre o baú,
antes de o fechar e de dizer, muito serenamente:
“Não há, aqui, motivo nenhum para discutirem... é uma monja!”
Kalou Rinpoché
(Imagem: espelho tibetano, séc.XVII
Tradução do original francês in http://www.buddhachannel.tv/portail/spip.php?article9640 )
terça-feira, 23 de março de 2010
A Natureza da Natureza
"Há, no tempo, e haverá sempre, uma dimensão de degradação e dispersão. Nenhuma coisa organizada, nenhum ser organizado pode escapar à degradação, desorganização, dispersão. Nenhuma coisa viva pode escapar à morte. Os perfumes evaporam, os vinhos azedam, as montanhas achatam-se, as flores murcham, as coisas vivas e os sóis regressam a pó. Toda a criação, toda a geração, todo o desenvolvimento e, mesmo, toda a informação deve ser paga na entropia. Nenhum sistema, nenhum ser se pode regenerar isoladamente."
- Edgar Morin, La Nature de la Nature (1977)
- Edgar Morin, La Nature de la Nature (1977)
quarta-feira, 17 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
A Little Pinch
When you are practicing generosity, you should feel a little pinch when you give something away. That pinch is your stinginess protesting. If you give away your old, worn-out coat that you wouldn’t be caught dead wearing, that is not generosity. There is no pinch. You are doing nothing to overcome your stinginess; you’re just cleaning out your closet and calling it something else. Giving away your coat might keep someone warm, but it does not address the problem we face as spiritual practitioners: to free ourselves from self-cherishing and self-grasping.
— Gelek Rimpoche, "Generosity (and Greed)" (in Trycicle Spring 2010)
domingo, 14 de março de 2010
Padmasambava e Yeshe Tsogyal
"Não confunda meras palavras com o significado dos ensinamentos. Funda a prática com o seu ser e alcance já a libertação do samsara."Padmasambava
Padmasambava é o mestre fundamental do Vajrayana que são os ensinamentos para a nossa época. Por grande compaixão e sabedoria instruiu a sua discípula principal, Yeshe Tsogyal, que escondesse tesouros terma a seresm revelados em épocas predeterminadas para praticantes futuros. A profundidade dessas instruções é para ser aplicada individualmente por qualquer pessoa em qualquer circunstância. É uma obra clássica que contém verdades válidas para qualquer um que deseje seguir um caminho espiritual."A principal compiladora dos ensinamentos de Padmasambava foi Yeshe Tsogyal, uma emanação búdica feminina. Há, provavelmente, algumas pessoas que acreditam ser somente possível aos homens alcançar a iluminação, mas a vida de Yeshe Tsogyal é uma prova do contrário. O estado desperto da mente não é masculino nem feminino.
"Tulku Urgyen Rinpoche, do Ensinamento Introdutório.Yeshe Tsogyal foi a consorte mística e a maior discípula de Padmasambava. Ela o serviu perfeitamente e o ajudou a propagar seus ensinamentos, principalmente escondendo tesouros espirituais a serem descobertos posteriormente para o benefício de discípulos futuros.Padmasambava, também conhecido como o Professor Uddyana Nascido do Lótus e como Guru Rinpoche, durante o reinado do rei Trisong Detsen, subjugou as forças malignas hostis à propagação do budismo no Tibet, difundiu os ensinamentos vajrayana e escondeu inúmeros tesouros espirituais para o benefício de gerações futuras. Padmasambava é venerado como o Segundo Buda, cuja vinda para ensinar o Vajrayana foi profetizada pelo primeiro buda Shakiamuni.
Textos de contra-capa e orelhas do livro "Ensinamentos do mestre que nasceu do lótus", Editora Makara
(tradução de Clarita Maia de "Advice from the Lotus Born") 2009.
http://www.snowlionpub.com/data/img2/adlobo.jpg
http://makara.com.br/2008/06/25/livros/
Para o bem de todos os seres
Padmasambava é o mestre fundamental do Vajrayana que são os ensinamentos para a nossa época. Por grande compaixão e sabedoria instruiu a sua discípula principal, Yeshe Tsogyal, que escondesse tesouros terma a seresm revelados em épocas predeterminadas para praticantes futuros. A profundidade dessas instruções é para ser aplicada individualmente por qualquer pessoa em qualquer circunstância. É uma obra clássica que contém verdades válidas para qualquer um que deseje seguir um caminho espiritual."A principal compiladora dos ensinamentos de Padmasambava foi Yeshe Tsogyal, uma emanação búdica feminina. Há, provavelmente, algumas pessoas que acreditam ser somente possível aos homens alcançar a iluminação, mas a vida de Yeshe Tsogyal é uma prova do contrário. O estado desperto da mente não é masculino nem feminino.
"Tulku Urgyen Rinpoche, do Ensinamento Introdutório.Yeshe Tsogyal foi a consorte mística e a maior discípula de Padmasambava. Ela o serviu perfeitamente e o ajudou a propagar seus ensinamentos, principalmente escondendo tesouros espirituais a serem descobertos posteriormente para o benefício de discípulos futuros.Padmasambava, também conhecido como o Professor Uddyana Nascido do Lótus e como Guru Rinpoche, durante o reinado do rei Trisong Detsen, subjugou as forças malignas hostis à propagação do budismo no Tibet, difundiu os ensinamentos vajrayana e escondeu inúmeros tesouros espirituais para o benefício de gerações futuras. Padmasambava é venerado como o Segundo Buda, cuja vinda para ensinar o Vajrayana foi profetizada pelo primeiro buda Shakiamuni.
Textos de contra-capa e orelhas do livro "Ensinamentos do mestre que nasceu do lótus", Editora Makara
(tradução de Clarita Maia de "Advice from the Lotus Born") 2009.
http://www.snowlionpub.com/data/img2/adlobo.jpg
http://makara.com.br/2008/06/25/livros/
Para o bem de todos os seres
Oito Versos que Transformam a Mente (“Lojong Tsigyema”, escrito por Geshe Langri Tangba)
1.Com a determinação de alcançar o bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.
2.Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender a pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,e, com todo respeito, considerá-las supremas,do fundo do meu coração.
3.Em todos os meus actos, vou aprender a examinar a minha mente e, sempre que surgir uma emoção negativa,pondo em risco a mim mesmo e aos outros,vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.
4.Vou prezar os seres que têm natureza perversa e aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,muito difícil de achar.
5.Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,ou a insultarem e caluniarem,vou aprender a aceitar a derrota,e a eles oferecer a vitória.
6.Quando alguém a quem ajudei com grande esperança magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,vou aprender a ver essa outra pessoa como um excelente guia espiritual.
7.Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,E a tomar sobre mim, em sigilo,todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.
8.Vou aprender a manter estas práticasIsentas das máculas das oito preocupações mundanas,e, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,serei libertado da escravidão do apego.
(Extraído do livro "The Union of Blisss and Emptiness", de autoria de S.S.O Dalai Lama, com tradução de Manoel Vidal.)
Para o bem de todos os seres
2.Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender a pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,e, com todo respeito, considerá-las supremas,do fundo do meu coração.
3.Em todos os meus actos, vou aprender a examinar a minha mente e, sempre que surgir uma emoção negativa,pondo em risco a mim mesmo e aos outros,vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.
4.Vou prezar os seres que têm natureza perversa e aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,muito difícil de achar.
5.Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,ou a insultarem e caluniarem,vou aprender a aceitar a derrota,e a eles oferecer a vitória.
6.Quando alguém a quem ajudei com grande esperança magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,vou aprender a ver essa outra pessoa como um excelente guia espiritual.
7.Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,E a tomar sobre mim, em sigilo,todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.
8.Vou aprender a manter estas práticasIsentas das máculas das oito preocupações mundanas,e, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,serei libertado da escravidão do apego.
(Extraído do livro "The Union of Blisss and Emptiness", de autoria de S.S.O Dalai Lama, com tradução de Manoel Vidal.)
Para o bem de todos os seres
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