segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ZEN


Roshi nasceu em 1938 no extremo norte do Japão. Aos 22 anos concluiu seus estudos de filosofia em Tokyo e dois anos depois foi ordenado monge pela tradição Soto Zen. Passou 18 anos em retiro no Monte Fuji sem luz elétrica, água encanada, nem comunicação. Há mais de 30 anos, Moriyama vem oferecendo ensinamentos tanto para monges quanto para discípulos leigos

cartoon zen no site: http://zemapprentimaitrezen.wordpress.com/

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Neste ano o Losar será no dia 5 de Março,

Queridos Amigos,

Neste ano o Losar será no dia 5 de Março, Sábado, início do Ano da Lebre de Ferro. É uma grande oportunidade podermos usar o fim de semana para praticar com os nossos irmãos e irmãs de Dharma. Assim, colocamos à disposição o nosso centro de Dharma e convidamo-los para o fim de semana de Losar de pratica de Dharma juntos. O programa que propomos é de chegada na Sexta Feira à tarde à Quinta das Águias antes do jantar para uma pratica de abertura após o jantar. Seguir-se-ão outras práticas durante os dias de Sábado e Domingo até à hora de partida, à tarde.

A Quinta das Águias é um local de cerca de 6 hectares no meio da natureza na região de Paredes de Coura, no Minho, Norte de Portugal. Além de centro de retiros a Quinta das Águias oferece abrigo a cerca de 60 animais salvos de vida e morte de sofrimento - aqui vivem em liberdade e felizes até ao fim dos seus dias, de morte natural.

O número de lugares na guesthouse é limitado (16), assim as reservas são aceites por ordem de chegada. Para efectuar a reserva será necessário envio de email com nome e morada. Enviaremos depois a confirmação com informação  adicional. Por razões ecológicas estimulamos a partilha de transporte.

Com Amor,

Joep e Ivone


Dear Friends,

This year Losar is on a Saturday March 5th, the start of the Iron Hare Year. It is a great opportunity to use the weekend to practice together with our brothers and sisters of the Dharma. That is why we offer our Dharma retreat centre and invite you for a Losar weekend of Dharma practice together. The program we propose is arrival at Friday evening before dinner at Quinta das Águias to have an opening practice after dinner. On Saturday and Sunday practices until departure at Sunday afternoon.

Quinta das Águias is a 6 ha domain in the middle of nature near Paredes de Coura in Minho, Northern Portugal. Apart from being a retreat centre Quinta das Águias offers refuge to over 60 animals saved from a life and death of suffering - here they live happy and in freedom till the end of their lives from natural death.

The number of places in our guesthouse is limited (16 beds) so the reservations are accepted in the order they arrive. To make a reservation it is needed to send us an e-mail with your name and address. After you'll receive confirmation with pratical information.For ecological reasons we stimulate sharing transportation.

Love,

--
Ivone & Joep Ingen Housz

Changchub Chöling - Retreat Centre
Quinta das Águias
Blog : http://quintadasaguias.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Poesia do silêncio

Assim «de uma desaparecida a um desaparecido»
Com a mão de Buda,
Eu ofereço a flor por colher;
O solilóquio da rã,
Por entre a flor do loto; a boca húmida de leite,
Presa ao meu seio túrgido
E ofereço o amor e, como o céu sem nuvens,
Que torna possíveis as montanhas
E a Lua a pôr-se,
Este vazio que é o centro do amor
Esta poesia do silêncio.
- Susila

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

BUDISMO CHAN livro Hsing Yün


CONCEITOS FUNDAMENTAIS DO BUDISMO
Ven. Mestre Hsing Yün

OS ENSINAMENTOS ESPIRITUAIS DO BUDISMO APRESENTADOS POR UM DOS SEUS MAIORES IMPULSIONADORES NA ACTUALIDADE

O Venerável Mestre Hsing Yün utiliza a linguagem do quotidiano para que os ensinamentos profundos de Buda possam ser facilmente compreendidos por qualquer pessoa.

Utilizado como um guia para a prática do Budismo Humanista, permite conhecer os princípios fundamentais da doutrina, bem como consolidar os conhecimentos já adquiridos, rumo ao despertar da consciência.

«Na jornada pelo ciclo de nascimento e morte, a maioria percebe que certos pensamentos e comportamentos elevam a consciência, enquanto outros a rebaixam. Os ensinamentos do Buda, se forem seguidos, elevam-nos a novos níveis de consciência.»

PVP: 13,90 € | Encomendas Internet: 13,41 € | Nº de Páginas: 192 | Formato: 16 x 23 cm | ISBN: 978-989-677-042-6

Mais informações em: www.zefiro.pt

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tulku Lobsang Rinpoche em Lisboa


Dia 22 de Fevereiro

*Clique na imagem para ampliar

Consulte também o site oficial:
Tulku Lobsang Rinpoche 

e dos patrocinadores:
Restaurante "Os Tibetanos" :  http://www.tibetanos.com
Instituto Changchup :  http://www.changchup.com

domingo, 23 de janeiro de 2011

"Ninguém tem necessidade de ir para qualquer outro lado. Todos nós já lá estamos; só falta sabermos que de facto assim é"



"Ninguém tem necessidade de ir para qualquer outro lado. Todos nós já lá estamos; só falta sabermos que de facto assim é. Se eu soubesse realmente quem sou, deixaria de proceder como a pessoa que julgo ser e, se eu deixasse de proceder como a pessoa que suponho ser, saberia quem sou. O que de facto sou - isto se o maniqueu que eu julgo ser me deixar descobrir o que realmente sou - a reconciliação do sim e do não, subsistindo em aceitação total e na abençoada experiêencia do Não-Dois. Em matéria de religião, todas as palavras são obscenas. Toda a criatura que discorre eloquentemente acerca de Buda, de Deus ou de Cristo, merecia que lhe desinfectassem a boca com fenol.

Em virtude da sua aspiração a perpetuar unicamente o sim em todos os pares de coisas antagónicas, o maniqueu que julgo ser não poderá jamais realizar-se na natureza das coisas; condena-se a si próprio a uma frustração incessantemente repetida; a conflitos incessantemente repetidos com outros maniqueus igualmente ambiciosos e frustrados.

Conflitos e frustrações - eis o tema de toda a história e de quase todas as biografias. "Mostrar-te-ei a tristeza" - eis uma frase realista do Buda. Mas ele mostrou igualmente o termo dessa tristeza - o autoconhecimento de cada um, a abençoada experiência do Não-Dois"

- Aldous Huxley, A Ilha, Lisboa, Livros do Brasdil, 1999, pp.48-49.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Detestado por um milhar de Budas no reino dos mil Budas,
Odiado pelos demónios entre os bandos de demónios,
Esta cabeça calva, cega e fedorenta,
Surge de novo sobre uma folha de papel.
Caramba!.

- Hakuin Ekaku

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A mente humana é uma mente que vagueia... e uma mente que vagueia é uma mente infeliz

Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert da Universidade de Harvard, concluiram que a felicidade surge quando estamos totalmente envolvidos na experiência dos nossos corpos no momento presente, quando a nossa atenção é totalmente absorvida por uma percepção real do nosso corpo. O estudo demonstra que quando estamos distraídos por pensamentos, dúvidas, julgamentos, sonhos e outros vagueios, estamos inevitavelmente menos felizes com a actividade que estivermos a desempenhar. De facto, quando nos perdemos nos nossos pensamentos, acabamos até por perder “a dobrar”, dado que não conseguimos estar disponíveis para aceder aquilo que sentimos e às sensações que o nosso corpo nos transmite.
(…)
Por esta ordenação de actividades, poderia pensar-se que as pessoas estavam mais felizes a fazerem actividades inerentemente mais agradáveis. Os dados demonstraram porém que os graus de felicidade ou bem estar eram mais altos quando as pessoas estavam completamente envolvidas no que faziam, independentemente da actividade – o tipo de actividade não interessava por isso tanto como o estarem focadas nessa mesma actividade, sem serem interrompidas por pensamentos que as distraíssem.


O artigo original, traduzido para português, está disponível em:
http://umcaminhoparaatransformacaodamente.wordpress.com/

domingo, 5 de dezembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

3ª feira, 23, 21.30, Clube Literário do Porto, "Descobrir Buda" e nº2 da revista Cultura Entre Culturas





Estarei no Clube Literário do Porto, na Rua da Alfândega, 22, na 3ª feira, dia 23, pelas 21.30, para uma conferência com o tema "Descobrir Buda" e para apresentar o meu último livro, com o mesmo título (Lisboa, Âncora, 2010), bem como o nº2 da revista Cultura ENTRE Culturas, dedicada ao tema "Encontro Ocidente-Oriente".

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Retiro "Como lidar com as emoções perturbadoras" - Quinta das Águias - 10-12 Dezembro



Retiro de meditação Budista: como lidar com as emoções perturbadoras
Paulo Borges
Quinta das Águias - 10-12 de Dezembro

Em busca da felicidade, somos confrontados com os obstáculos resultantes das emoções conflituosas. A tradição budista oferece-nos meios efectivos para reconhecer a natureza das nossas emoções, com vista a reduzir e por fim eliminar a sua influência destrutiva. Durante este retiro Paulo Borges ensinará a teoria e orientará práticas de meditação que ajudam a libertar a mente da prisão das emoções.

Programa:

SEXTA-FEIRA 10 DE DEZEMBRO:

19.00 – Chegada à Quinta das Águias e acomodação
19.30 – 20.30 Jantar
20.30 - 22.00 Introdução ao sentido e objectivos do retiro: “Como lidar com as emoções perturbadoras”.

SÁBADO 11 de Dezembro:

7.30 – 8.30 Meditação
8.30 - 9.30 Pequeno almoço
9.30 -13.00 (com intervalos) – As emoções perturbadoras: apego, orgulho, inveja e ciúme, avidez e avareza, ódio e cólera, torpor mental. Como transformá-las usando o método dos antídotos. As quatro meditações ilimitadas: amor, compaixão, alegria e imparcialidade. Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Shamatha – estabilização da mente na atenção às sensações físicas, à respiração e ao fluxo das emoções e dos pensamentos.
13.30- 14.30 Almoço
15.00-19.00 (com intervalos) – Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Vipassana. A auto-libertação das emoções perturbadoras.
19.30- 20.30 Jantar
21.00 – 22.00 Meditação

DOMINGO 12 de Dezembro

7.30 – 8.30 Meditação
8.30 - 9.30 Pequeno almoço
9.30-13.00 (com intervalos) – Revisão dos dois métodos de lidar com as emoções. Troca/Tonglen – abertura do coração a todos os seres.
13.30- 14.30 - Almoço
15.00-17.00 – Introdução à meditação com visualizações e mantras.

Paulo Borges

O retiro será facilitado por Paulo Borges, praticante budista desde 1983 e orientador, desde 1999, de seminários e cursos mensais teórico-práticos sobre budismo e meditação budista. Tradutor de livros budistas e tradutor-intérprete de mestres budistas incluido S.S. Dalai Lama. Autor, entre outros, de O Budismo e a Natureza da Mente (com Matthieu Ricard e Carlos João Correia), de O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa (com Duarte Braga) e de Descobrir Buda. Professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e Presidente da União Budista Portuguesa.

Quinta das Águias

Um local de retiros tranquilo no meio da natureza situado na área rural de Paredes de Coura no Norte de Portugal com bosque, campos e jardim. Esta antiga quinta de cerca de 6ha compreende casa de pedra antiga restaurada que funciona como guesthouse e uma sala de práticas.

Opções de alojamento:
- Na guesthouse com a capacidade de alojamento para 16 pessoas em quartos para 2, 4 e 6 pessoas.
- Contactos de outras possibilidades fora da Quinta são disponibilizados a pedido.

Depois da inscrição os participantes receberão um e-mail com descrição da melhor forma de chegar à Quinta das Águias.

Pede-se aos convidados durante a sua estadia para:
- Não trazerem produtos animais para consumo. Todas as refeições são vegetarianas.
- Não fumarem nem trazerem ou usarem ouros produtos intoxicantes dentro da Quinta.
- Respeitarem as normas da Quinta que receberão após a inscrição.

Custos e Inscrições:
- Custo do retiro (incluindo alojamento na guesthouse e refeições): € 140
- Pessoas que alojam no exterior (excluindo alojamento, incluindo refeições): €115

Para inscrições e pagamento contactar: quintadasaguias@gmail.com

Por razões de organização aplica-se o seguinte:
- Para participar é necessaria inscrição prévia;
- As reservas tornam-se efectivas apenas após pagamento;
- Não haverá reembolso das quantias pagas.

Apreciamos a vossa compreensão.

Por cada participante será doado o valor de 10 € à Associação Animais de Rua, com a motivação de contribuir para o bem de todos os seres sencientes.

Para mais informação:
Blog: www.quintadasaguias.blogspot.com
e-mail to quintadasaguias@gmail.com
Tel: Ivone Ingen Housz (+351)91 430 44 13

Filosofia: Mente, meditação e despertar da consciência

Filosofia: Mente, meditação e despertar da consciência: "O Ciclo de Conferências 'Consciência e Religião: perspectivas' prossegue no próximo dia 19, 6ª feira, pelas 21.30, no Auditório da Câmara Mu..."

domingo, 14 de novembro de 2010

monges tibetanos em Portugal 2010

Três almofadas dispostas no chão, à volta de uma mesa branca e baixa. A consultante de astrologia tibetana está sentada à esquerda, no meio a intérprete (de inglês para português), e à direita Pempa Namgyal, o monge tibetano que lê a carta astral tibetana, feita previamente por Lobsang Chodak - o mestre e o mais antigo membro do Mosteiro de Gaden Shartse - o maior do Sul da Índia. O ambiente está embrulhado numa luz de um amarelo quente e no cheiro forte a incenso. Começa a consulta de astrologia tibetana, que é dividida em três partes: primeiro a explicação da conjugação de energias para este, que é o ano tibetano; depois desmistificam-se os elementos - água, fogo, ferro, terra e madeira - e, por último, Ana (nome fictício) saberá qual foi a sua última reencarnação e a sua ligação à vida actual. "Se tiveres questões, chamamos o mestre e ele pergunta ao oráculo. As perguntas têm de ter ordem específica", explica Pempa à cliente. A consulta continua e nós saímos, para que seja feita com mais serenidade.

São cinco, estão há oito anos em digressão mundial e fazem parte do primeiro grupo de monges tibetanos abençoados pelo Dalai Lama. Depois de seis meses em Espanha e dois em Itália, no âmbito do Oitavo Tour Mundial pela Paz Interior, chegaram a Portugal para ficar até 3 de Dezembro. A intenção é divulgar o seu conhecimento sobre astrologia, medicina, cura psíquica e filosofia do Tibete. Realizam consultas, cerimónias, ateliês e workshops para promover a cultura tibetana em Portugal.

"Este intercâmbio serve para que as pessoas ocidentais possam ter acesso e ficar mais interligadas com a cultura budista", conta Margarida Castro, coordenadora da Inkarri Portugal, a associação multicultural responsável pela visita. 

Os monges são todos bem-dispostos por natureza. E bastante sorridentes. A seriedade chega no momento da puja Kangso - a cerimónia que o i escolheu para assistir. Os pés têm de entrar descalços e por isso tiramos os sapatos à entrada. Dentro da sala estão cerca de 20 participantes, que procuram eliminar obstáculos e ter protecção e apoio da deidade. Este é o objectivo desta cerimónia. O rito é, novamente, separado por três fases, onde são recitados mantras preparados para o propósito. Na primeira - "o Refúgio de Buda" - pretende-se desenvolver a dedicação. À segunda, pertence amotivação. No fim é momento de oferendas à divindade, através do canto e da música, produzida com tambores, sinos e os Tingsha (uma espécie de pratos de choque tibetanos). Entre outras simbologias, é chegada a hora de Pempa Namgyal levar para fora do espaço um bule vermelho, que representa a acumulação de energias negativas. Passada uma hora e meia o ritual termina e as negatividades já não pertencem àquele espaço, nem a quem lá se encontra. "Gostei muito desta puja. Quando estou com os monges sinto uma paz interior inexplicável. Adorava passar um mês na companhia deles, no mosteiro. Infelizmente é impossível", desabafa Sofia Ubach-Chaves, depois da cerimónia, num estado de tranquilidade evidente.

Mal pisaram o país, os monges foram até uma esplanada de praia comer sardinhas, copiando o prato da mesa ao lado. Dizem que gostaram e, ao mesmo tempo que se riem efusivamente, transmitem calma. É quase impossível ficar indiferente. Pempa Namgyal é quem mais fala por ser o único a saber inglês. Quando criança, a mãe mandou-o para o Mosteiro Monástico de Gaden Shartse, como acontece com a maioria dos monges: "Agora estou bem. Quando era novo foi muito complicado porque tinha saudades de casa", conta. E no mosteiro não tem qualquer contacto com a família: "Além disso é muito longe do sítio onde a minha família vive." Ali, acorda sempre às 5h30 para orar com os restantes 1500 monges. (Com excepção dos fins-de-semana e feriados, onde o horário de sono pode ser estendido até às 7h30). Depois das orações e da puja matinal, é altura de tomar o pequeno-almoço, normalmente composto por pão tibetano, feito pelos próprios, e chá-manteiga (uma mistura de chá preto, leite, manteiga e sal). As aulas começam às 09h30 e dão lugar ao almoço, por volta das 11h00. A partir daí, o dia é preenchido com mais lições, mantras, jantar e orações antes da hora de dormir, às 23h30. Fica feliz por poder deixar uma mensagem aos leitores do i. Depois de um momento de pausa para pensar, diz finalmente: "Por vezes sentimo-nos felizes, noutras não. É a medida da vida. Gostem de vós e sejam mais satisfeitos. E conscientes. O mundo já perdeu muito com os conflitos. Assim como as religiões." No fim da conversa, que teve de terminar para dar lugar à puja, Pempa acrescenta: "Há sempre escolha. Ninguém obriga ninguém a nada. Nós não viemos aqui para sermos escravos - nem do dinheiro, nem de pessoas. Temos valor e qualidades que devem ser preservadas." Descruzou as pernas, antes em posição de lótus, levantou-se e cantou mantras.

http://www.ionline.pt/conteudo/86975-budismo-enviados-dalai-lama-purificar-portugal

http://www.facebook.com/pages/Monges-Tibetanos-em-Portugal/138633332841212
http://www.tourmundialpelapazinterior.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

XX Encontro Inter-Religioso de Meditação

A União Budista Portuguesa e a Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa convidam os membros de todas as confissões religiosas para o XX Encontro Inter - Religioso de Meditação, que decorrerá hoje, dia 8, das 19 ás 20h, na ESMTC, Rua D. Estefânia, 175
.
Este encontro está integrado no programa de actividades da Exposição das Relíquias do Buda e de Outros Grandes Mestres Budistas,que decorre neste espaço entre 6 e 14 de Novembro.

Este Encontro é dedicado ao objectivo da Exposição, a promoção do diálogo inter-religioso e a Paz no mundo. Como habitualmente,serão lidos curtos textos (1 a 2 m) de cada religião presente, seguidos de uma curta reflexão e de 25 minutos de meditação em silêncio, após a qual poderá haver diálogo e partilha de experiências.

Bem hajam pela vossa presença e divulgação destas iniciativas!

Façamos nossa a diferença e a Paz que desejamos no mundo !

domingo, 7 de novembro de 2010

Editorial do nº2 da Cultura ENTRE Culturas, apresentado no dia 11, Sala do Arquivo dos Paços do Concelho (Largo do Município), às 19h



Editorial

Após o primeiro número, cujo tema foi o diálogo intercultural, a Cultura ENTRE Culturas dedica este segundo número ao diálogo entre Ocidente e Oriente, na circunstância oportuna da comemoração dos 500 anos da chegada dos portugueses a Goa. O diálogo Ocidente-Oriente, esses dois grandes pulmões do planeta, tem sido e é cada vez mais a matriz do que de mais significativo surge na história planetária do homem e das manifestações do espírito que nele e em tudo sopra. A cultura portuguesa tem ocupado (para o melhor e o pior) um lugar central nessa interlocução e a nossa revista pretende renovar essa tradição.

Abrimos com uma homenagem a dois vultos que recentemente partiram: Raimon Panikkar, membro da Comissão de Honra da revista e insigne colaborador que nela provavelmente teve a sua última publicação em vida; António Telmo, figura maior do pensamento português contemporâneo, que nos enviou um texto sobre a espiritualidade persa em Luís de Camões e do qual nos honramos por publicar também o seu derradeiro escrito, sobre Raymond Abellio e a descoberta portuguesa do trans-histórico (os nossos agradecimentos a José Guilherme Abreu). Panikkar é um ícone do diálogo Ocidente-Oriente, em particular na vertente europeia-indiana (assumia-se como “cristão-hindu-budista-secular”). Telmo representa a osmose entre filosofia portuguesa e Cabala hebraica. Aos dois o nosso sentido “Até sempre!”.

No que respeita aos ensaios, Carlos João Correia mostra, com o habitual rigor e clareza, como a questão da identidade pessoal, central no Ocidente e no Oriente, se antecipa na filosofia indiana clássica, bramânica e budista. Rui Lopo apresenta uma promissora visão panorâmica da sua investigação sobre a recepção ocidental do budismo (também na cultura portuguesa). Amon Pinho mostra a evolução do pensamento de Agostinho da Silva sobre o budismo e o cristianismo, no contexto de um progressivo ecumenismo paraclético. Paulo Borges assinala a fecundidade do entre em Fernando Pessoa, interpretando o poema “King of Gaps”, bem como as figuras de D. Sebastião e do Quinto Império na Mensagem, a partir da noção tibetana de bar-do (entre-dois, estado intermédio).

Na secção “Éditos e inéditos” a revista continua a contar com a colaboração de figuras de renome internacional. O cientista e monge Matthieu Ricard faz uma estimulante síntese do diálogo entre as neurociências ocidentais e a tradição budista, sob a égide do Dalai Lama, bem como das descobertas científicas recentes acerca dos benefícios da prática regular da meditação para o desenvolvimento pessoal e social. Françoise Bonardel oferece-nos um inédito onde pondera o lugar de Deus, dos deuses e do divino no (mono)teísmo e no budismo, reflectindo sobre as vantagens e riscos do encontro das duas tradições no Ocidente contemporâneo. Dzongsar Khyentse Rinpoche, carismático mestre espiritual tibetano, realizador de cinema e autor de O que não faz de ti um budista, adverte num estilo incisivo para os problemas da transposição do budismo para o Ocidente. Giangiorgio Pasqualotto presenteia-nos com uma entrevista inédita sobre o lugar do Oriente na sua vasta obra e sobre a sua proposta de uma “filosofia intercultural”, equidistante de qualquer centrismo, ocidental ou oriental. Ricardo Ventura transcreve um trecho de um manuscrito português do século XVI, que mostra o lugar pioneiro dos missionários portugueses no conhecimento da cultura hindu no Ocidente. A introdução ao texto também mostra, todavia, os preconceitos religiosos e proselitistas que presidiram a este encontro de culturas, contribuindo por(des)ventura para a paradoxal inibição dos Estudos Orientais no país que mais demandou o Oriente.

Numa secção com textos vários, a visão de António Telmo de um Camões interiormente persa articula-se com a reflexão de Sam Cyrous sobre religião e política na Pérsia antiga e no Irão contemporâneo. O escritor intenso que é Miguel Gullander medita sobre o “cadáver” e a “silenciosa testemunha em tudo o que acontece”. Duarte Braga problematiza o “orientalismo” na poesia de Gil de Carvalho e Abdul Cadre inicia-nos no Caminho de Santiago e nos enigmas dos dois decapitados, Santo Iago e Prisciliano, que bem nota haverem sido dois heréticos, respectivamente entre judeus e cristãos.

Quanto aos poetas, a sua voz surge “entre-calada” pela dos sábios e dos santos homens: será assim doravante.

Abre-se, desde logo – pela mão de Rumi (i.e.“o Romano”) – , com a grandeza da alma sufi, que nos mostra que o Mesmo, o Único, o Insondável, está em todos os corações e lugares; e tão plena e intensamente o está, a ponto de parecer “embriagado, intoxicado e perturbado” aquele que lhe seja lugar, talqualmente os apóstolos do Cristo, no dia de Pentecostes, a quem alguns criam “cheios de vinho doce”(At. 2,13). O Sem Nome, na verdade, tal como vinho, com nada tolera coabitar no coração do homem. É único, e por isso é Único o Único, que em tudo é detectável nesse divino jogo de escondidas que por toda a parte se/nos verifica.

A palavra de Vicente Franz Cecim, primordial e incantatória, virgem como o pulsar amazónico, convoca as “aves profundas” que sobrevoam as “pedras dos dedos da oração”. Ethel Feldman, voz intimista que se nos oferece com o rigor da vibrante lâmina do sentir, enuncia “o voo e via[gem]” do presente, “tempo de sempre / tão tempo de ser”. O verbo de Maria Sarmento, por seu lado, de orvalhada pureza sempre, ressoa ecos do raro “canto mudo das rosas e dos veleiros”: nele “sobe aos lábios um canto, [e] sopram-se segredos”. Sussurrantemente.

Longchenpa, um dos maiores vultos da tradição budista tibetana, fala-nos acerca daquela sabedoria não-dual que emerge da compreensão da natureza, originalmente pura, da mente: a ler como quem não lesse! Flávio Lopes da Silva, em poesia de frescura surpreendente, vai ao ponto de falar-nos de um, não menos surpreendente, “apostador que ao ler um poema dissesse: chega!”. Deixa-nos também um conjunto de vívidos aforismos a ler com todos os olhos.

Sylvia Beirute, que canta sob a luz mediterrânica os al-gharbs de ser viva voz, garante-nos “a certeza de não cabermos numa única possibilidade”; daí, talvez, a pertinência do seu “projecto de ser uma mulher de açúcar” e propor-se assim como “um exemplo de não exemplo”: voz a não perder. De Donis de Frol Guilhade nada se dirá, que sempre prefere nada se diga de quanto haja dizer. Simeão, cognominado “novo teólogo” pela tradição ortodoxa bizantina, exprime suas moções místicas mais abissais, perante o mistério paradoxal da proximidade e inacessibilidade do Divino. Como um selo lacrado a uma “voz já da cascata”, a palavra sábia e rigorosa de T. S. Eliot fala-nos do tempo, do não-tempo nele e do além-tempo em ambos, e em tais termos o faz, que mostra ser “[todo o] poema um epitáfio”. Onde a vida se celebra, a vida para sempre floresce e perdura: ali onde, num entrelaçar de “línguas de fogo” coroantes das crianças, “o fogo e a rosa [são de novo] uma só coisa.”

Raimon Panikkar mostra-nos, num curto mas belíssimo conjunto de nove aforismos (sutras), de que é feita a paz e de como é simples, ainda que não fácil, o fazê-la e o sê-la: texto de uma imensa sabedoria, que, estando a abrir um justo In Memoriam neste número, estaria aqui também no seu mais do que justo lugar. Rómulo Andrade, com a sua arte de primacial pureza, leva a cabo (nas palavras de Ruy Fabiano Rabello) uma “poética que desperta e sinaliza no rumo duma consciência mais clara e solidária entre as pessoas e a própria vida”: a ver, sempre. João Paulo Farkas, o fotógrafo convidado para este número, é senhor de um olhar sobre o homem e a Natureza que, dir-se-ia, nos faz sentir “desaparecidos”, lembrando aquela espantosa palavra de António Maria Lisboa, aliás algures citada na revista: “ver é desaparecer”. E é.

O diálogo entre as culturas e entre cada uma delas e o que a todas transcende e equipara é o grande desafio do nosso tempo. É dele que depende o universalismo autêntico, caminho do meio entre nacionalismo cultural e globalização homogeneizadora. É por essa via que seguimos, criando/descobrindo pontes, mediações, elos. No próximo número em companhia de Fernando Pessoa, comemorando ainda os 75 anos da passagem desse que é um dos expoentes maiores de um trans-Portugal armilar, cumprindo-se e superando-se na mediação de todos com tudo.


Paulo Borges
Luiz Pires dos Reys

arevistaentre.blogspot.com

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

traduções budistas de Berzin

"Os Arquivos de Berzin são uma coleção de traduções e ensinamentos do Dr. Alexander Berzin, principalmente sobre as tradições Mahayana e Vajrayana do budismo tibetano. Cobrindo as áreas de sutra, tantra, Kalachakra, dzogchen e meditação mahamudra, os arquivos apresentam materiais de todas as cinco tradições tibetanas: Nyingma, Sakya, Kagyu, Gelug e Bon, assim como comparações com o budismo Theravada e o islamismo. Os Arquivos incluem também material sobre astrologia e medicina tibetanas, Shambhala e história do budismo."


http://www.berzinarchives.com/web/pt/index.html

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

lisboa:30 de Outubro a 3 de Dezembro monges tibetanos


Gaden Shastre Monastery

De 30 de Outubro a 3 de Dezembro

Monges Tibetanos do Mosteiro Universitário Gaden Shastre



Com a apresentação do gabinete de S.S. o Dalai Lama, a Coordenação Mundial da Universidade PNEUMA e a co-coordenação de INKARRI Associação Multicultural, os Monges Tibetanos do Gaden Shartse Monastery University, realizarão na Europa e na América, o Oitavo Tour Mundial.
…para mais informação consulte os blogs da Tour Mundial Pela Paz Interior em Portugal

domingo, 24 de outubro de 2010

Conferência Dharma e Ecologia

Conferência com Lama Cheudroup | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 28.Out

Conferência | Dharma e Ecologia
28.Out às 18h30
Sala Mattos Romão - Departamento de Filosofia da FLUL

Lama Cheudroup é um jovem Lama ocidental. Depois de terminar os seus estudos, ele realizou o tradicional retiro três anos, três meses e três dias sob a orientação do Lama Denys Rinpoche.
Há vários anos, desde que terminou o seu retiro, que ensina e promove o desenvolvimento do Dharma no âmbito da Sangha Rimay.

Lama Cheudroup irá falar-nos de um dos temas mais atuais - a Ecologia - na perspetiva do Dharma, a filosofia budista.

Organização | Sangha Rimay Lusófona - www.SanghaRimayLusofona.net
Organização | Projeto Filosofia e Religião do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
Apoio | União Budista Portuguesa - www.centrofilosofia.org
Mais informação | tel 933 284 587 - sangharimaylusofona@gmail.com
Entrada livre

Retiro com Lama Cheudroup

Seminário Retiro com Lama Cheudroup | Lisboa, 29.Out - 1.Nov de 2010

Seminário-Retiro | Introdução à Meditação na tradição Tibetana
29.Out às 16h00 a 1.Nov às 16h00.
Sede da União Budista Portuguesa - Av. 5 de Outubro, nº122, 8º esq. Lisboa.
Custo: 30€/dia - Retiro completo: 80 €.


Lama Cheudroup é um jovem lama ocidental. Depois de terminar os seus estudos, ele realizou o tradicional retiro três anos três meses e três dias sob a orientação do Lama Denys Rinpoche.
Há vários anos, desde que terminou o seu retiro, que ensina e promove o desenvolvimento do Dharma no âmbito da Sangha Rimay.

O retiro irá abordar a prática no contexto do Grande Veículo - Mahayana, o Caminho do Bodhisatva - incidindo sobre a meditação Samatha - Vipassyana, as Quatro Ideias Fundamentais e o Sutra do Coração - Prajnaparamita.

Organização | Sangha Rimay Lusófona - www.SanghaRimayLusofona.net
Apoio | União Budista Portuguesa
Inscrições | tel 933 284 587 - sangharimaylusofona@gmail.com
Mais informação | www.SanghaRimayLusofona.net

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Retiro de Meditação na Cidade - 24 de Outubro - pelo bem de todos os seres e pela Paz no Mundo

Retiro de Meditação na Cidade – 24 de Outubro

Pelo bem de todos os seres e pela Paz no Mundo, na abertura do programa de actividades da Exposição de Relíquias do Buda e de outros grandes mestres budistas, que terá lugar de 6 a 14 de Novembro, no mesmo espaço.

Mais informações sobre esta Exposição:
http://maitreyaproject.org/en/relic/media-links.html

Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Palácio da Estefânia – Rua D. Estefânia, 175 - Lisboa

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Este Retiro é uma oportunidade de conhecer ou aprofundar a experiência meditativa, oferecendo-nos um espaço de encontro connosco próprios que permita a descoberta de quem realmente somos, para além de qualquer pressuposto moral, filosófico ou religioso. O Retiro inspira-se na via do Buda, enquanto via terapêutica e experimental que conduz ao despertar da consciência para o conhecimento de si e o amor-compaixão universal.

O retiro será facilitado por Paulo Borges, professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e Presidente da União Budista Portuguesa.

Programa

10-13 h (com intervalos de meditação em andamento)

Porque meditar e como meditar? A motivação amorosa-compassiva, a purificação dos canais energéticos e os sete pontos da postura.
Shamatha: estabilização da mente na atenção às sensações físicas, à respiração e ao fluxo das emoções e dos pensamentos.

13 h - Almoço

15-18 h (com intervalos de meditação em andamento)

Troca/Tonglen – Transformação das emoções e abertura do coração a todos os seres.
As quatro meditações ilimitadas: amor, compaixão, alegria e imparcialidade.
Meditação com mantras.

Contribuição: 40 euros

O Retiro abre o programa de actividades associado a RINGSEL – Exposição de Relíquias do Buda e de outros grandes mestres budistas, que terá lugar de 6-14 de Novembro no mesmo espaço. Parte das verbas são destinadas a custear as despesas deste evento.

Organização: União Budista Portuguesa / Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Apoio: revista Cultura ENTRE Culturas