quarta-feira, 30 de março de 2011

Zen e a experiência do chá

"ao beber o chá não há na realidade um chá bebido por um lado e, pelo outro, quem bebe o chá, mas há a "experiência do chá".............essa experiência- a de beber o chá, como qualquer outra- é vivida no estado "puro", ou seja, sem distracções, interferências, discriminações, preconceitos e ilusões, se há um tipo de consciência directa em que as coisas, mas também os estados de espírito, as palavras, os acontecimentos e as pessoas são sempre "distintos" entre si e do sujeito que os conhece, mas nunca resultam "separados", nem , por conseguinte, opostos."
Giangiorgio Pasqualotto

quinta-feira, 10 de março de 2011

fotos de budistas praticantes do Brasil

algumas fotos do centro Shambhala em S. Paulo. Brasil. Um pequeno templo parecido com a sede da UBP em Lisboa.

"‎9 Etapas de Shamatha -  jan 2011. Veja todas as fotos em: http://www.flickr.com/photos/shambhalasp/sets/72157626112445475/

sexta-feira, 4 de março de 2011

libertação de animais

Cerimónia a realizar-se nas primeiras semanas de Março
Por ocasião do LOSAR (a entrada do novo ano, segundo o calendário budista), vai-se realizar uma libertação de animais, juntamente com a celebração de um ritual budista. É importante fazer a prática de libertar animais da forma o mais eficiente. Quando assim é, esta revela-se um método prático e poderoso para prolongar a vida, não só evidentemente para os seres que são libertados, como para os seres envolvidos de alguma forma nessa atitude.
É uma prática corrente budista, em muitas partes do mundo, libertar animais que estão presos e destinados a uma morte violenta. Esta actividade, que coexiste com outras práticas caritativas destinadas a ajudar seres humanos em sofrimento, baseia-se nos ensinamentos do Buda sobre o amor e a compaixão universais e imparciais. Segundo estes ensinamentos, todos os seres vivos ou sensíveis desejam igualmente a felicidade e evitam o sofrimento. Dia e noite, mesmo em sonhos, instintivamente tentamos evitar mesmo até o menor sofrimento. Isso indica que apesar de não estarmos plenamente conscientes disso, o que procuramos de facto é a libertação permanente do sofrimento. Por outro lado, todos os seres vivos, seja qual for a sua forma actual, já estabeleceram connosco relações próximas, ao longo dos seus inumeráveis renascimentos e vidas no ciclo da existência (samsara). Os ensinamentos budistas consideram que todos os seres vivos já foram os nossos próprios parentes mais íntimos, pais, mães, filhos e filhas. Mediante esta tomada de consciência, visa-se tornar-nos sensíveis ao seu sofrimento actual, fazendo o que nos for possível para o diminuir e extinguir.
De todos os sofrimentos, a morte violenta é o maior, porque todos os seres estão acima de tudo apegados à vida. De todas as mortes, as mais dolorosas são as daqueles seres que são cozidos vivos, também devido ao tempo da cozedura, em função da dor e da sua diferente percepção do tempo, resultar para eles muito dilatado. É por isso que os budistas privilegiam a libertação de mariscos vivos – amêijoas, berbigão, santolas, lagostas, etc. -que se podem adquirir nos viveiros e libertar no alto mar ou em lugares fora do alcance ou da vista de quem possa querer apanhá-los. Também podem ser caracóis, minhocas para isco ou outros animais vendidos vivos nos mercados, como coelhos.
Normalmente escolhem-se os dias de lua nova ou lua cheia, bem como dias consagrados do calendário budista, em que por motivos astro-cosmológicos a energia vital está mais concentrada em nós e no mundo e os efeitos kármicos das acções, positivas ou negativas, se multiplicam imenso. Esta libertação será feita na 1º semana depois do Losar, pois, segundo os ensinamentos budistas os 15 primeiros dias do novo ano tibetano são dias consagrados a actividades especiais realizados pelo Sr.Buda e revestem-se de uma importância excepcional devido, entre outros, ao facto de que neste período de tempo Os efeitos cármicos das acções feitas são multiplicados por milhões de vezes. Fazem-se orações e repetem-se mantras pelos animais que se vão libertar e procede-se então à sua libertação. É importante fazer a prática de libertar animais da forma mais eficiente. No que se refere a isso, a prática de dar o Dharma, através da recitação de orações e mantras é extremamente importante. Se simplesmente compramos animais e os soltamos onde não existe perigo para a suas vidas não estamos lhes trazendo muito benefício. Visto que não tem a oportunidade ouvir o Dharma, a maioria, quando morre, continua a renascer em mundos inferiores. Claro que a nossa acção traz algum benefício aos animais porque estamos prolongando as suas vidas, mas o maior benefício vem de ouvir a recitação do Dharma. Recitar mantras, falar sobre o bodhicitta, etc., deixa marcas nas mentes dos animais e assegura que no futuro possam-se reunir as condições adequadas para que esses animais possam efectivar o caminho para a iluminação. Segundo os ensinamentos do Buda, a virtude e os méritos, o karma positivo, acumulado pela salvação de vidas é enorme, tem um grande poder purificador das nossas próprias acções negativas passadas e pode ser dedicado para ajudar outros seres que passam por situações de sofrimento e doença, que estão moribundos ou já morreram. O poder benéfico desta dedicatória será tanto maior quanto mais se estenda a todos os seres, incluindo naturalmente todos os homens que causam directa ou indirectamente a morte de outros seres vivos, pescando-os, caçando-os, comercializando-os e comendo-os, e criando assim as condições para virem a passar pelos mesmos sofrimentos no futuro. Esta prática visa pois beneficiar todos os seres sensíveis, independentemente da sua forma actual.

novo ano tibetano do coelho

nam lo sar tse la tsang mar tashi delek shu!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"... o estado natural do puro despertar"

“Quando os pensamentos passados cessaram e os pensamentos futuros ainda não surgiram, no intervalo, não há aí uma percepção do presente, uma frescura clara, desperta, nua, que jamais mudou, minimamente que fosse? Eis, isso é o estado natural do puro despertar"

- Dudjom Rinpoche, Extraire la Quintessence de la Réalisation, Laugeral, Éditions Padmakara, 2005, p.17.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Retiro "Como lidar com as emoções perturbadoras" - Quinta da Enxara - 4/6 de Março de 2011

Caros Amigos e Colegas,

Temos o prazer de vos anunciar o Retiro de Meditação "Como lidar com as emoções perturbadoras" com Paulo Borges que se vai realizar dias 5 e 6 de Março 2011, na Quinta da Enxara http://www.enxara.com/

Em busca da felicidade, somos confrontados com os obstáculos resultantes das emoções conflituosas. A tradição budista oferece-nos meios eficazes para reconhecer a natureza das nossas emoções, com vista a reduzir e por fim eliminar a sua influência destrutiva. Durante este Retiro, Paulo Borges conciliará teoria e prática na orientação de formas de meditação que permitem libertar a mente da prisão das emoções perturbadoras.

Seguem o programa e as informações gerais para a inscrição.

Investimento: 200€, dormida e todas as refeições incluídas.

Inscrições com CoShiatsu
e-mail: coshiatsu@gmail.com

Luísa de Sousa Martins 96 813 35 79
Margarida Sá Domingues 96 663 83 25
Ana Cristina Pereira 91 711 99 88


Os nossos cumprimentos, esperando rever-vos em breve

CoShiatsu

Programa:


Sexta Feira, 4 de Março:

19.00 – Chegada à Quinta da Enxara e acomodação
19.30 – 20.30 Jantar
20.30 - 22.00 Introdução ao sentido e objectivos do retiro: “Como lidar com as emoções perturbadoras”.


Sábado 5 de Março:

7.30 – 8.30 Meditação
8.30 - 9.30 Pequeno almoço
9.30 -13.00 (com intervalos) – As emoções perturbadoras: apego, orgulho, inveja e ciúme, avidez e avareza, ódio e cólera, torpor mental. Como transformá-las usando o método dos antídotos. As quatro meditações ilimitadas: amor, compaixão, alegria e imparcialidade. Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Shamatha – estabilização da mente na atenção às sensações físicas, à respiração e ao fluxo das emoções e dos pensamentos.
13.30- 14.30 Almoço
15.00-19.00 (com intervalos) – Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Vipassana – A auto-libertação das emoções perturbadoras.
19.30- 20.30 Jantar
21.00 – 22.00 Meditação


Domingo, 6 de Março:

7.30 – 8.30 Meditação
8.30 - 9.30 Pequeno almoço
9.30-13.00 (com intervalos) – Revisão dos dois métodos de lidar com as emoções. Troca/Tonglen – abertura do coração a todos os seres.
13.30- 14.30 - Almoço
15.00-17.00 – Introdução à meditação com visualizações e mantras.

O retiro será facilitado por Paulo Borges, praticante budista desde 1983 e orientador, desde 1999, de seminários e cursos mensais teórico-práticos sobre budismo e meditação budista. Tradutor de livros budistas e tradutor-intérprete de mestres budistas, incluindo S.S. Dalai Lama. Autor, entre outros, de O Budismo e a Natureza da Mente (com Matthieu Ricard e Carlos João Correia), O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa (com Duarte Braga) e Descobrir Buda. Professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e Presidente da União Budista Portuguesa.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Tulku Lobsang Rinpoche em Portugal - Fevereiro

Maia - 15 Fevereiro
Consultas Medicina Tradicional Tibetana
Porto - 15 Fevereiro
Palestra
Porto - 16 Fevereiro
Consultas Medicina Tradicional Tibetana
Seminário
Porto - 17 Fevereiro
Consultas Medicina Tradicional Tibetana
Conferência
Aveiro - 18 a 20 Fevereiro
Retiro
Lisboa - 22 Fevereiro
Consultas Medicina Tradicional Tibetana
Ensinamento

veja detalhes abaixo:


15 Fevereiro


*Clique na imagem para ampliar

Informação mais detalhada em: 

16 Fevereiro


*Clique na imagem para ampliar

Informação detalhada no site: 

17 Fevereiro


*Clique na imagem para ampliar

Informação detalhada no site: 

22 Fevereiro


*Clique na imagem para ampliar

Consulte também os sites: 




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ZEN


Roshi nasceu em 1938 no extremo norte do Japão. Aos 22 anos concluiu seus estudos de filosofia em Tokyo e dois anos depois foi ordenado monge pela tradição Soto Zen. Passou 18 anos em retiro no Monte Fuji sem luz elétrica, água encanada, nem comunicação. Há mais de 30 anos, Moriyama vem oferecendo ensinamentos tanto para monges quanto para discípulos leigos

cartoon zen no site: http://zemapprentimaitrezen.wordpress.com/

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Neste ano o Losar será no dia 5 de Março,

Queridos Amigos,

Neste ano o Losar será no dia 5 de Março, Sábado, início do Ano da Lebre de Ferro. É uma grande oportunidade podermos usar o fim de semana para praticar com os nossos irmãos e irmãs de Dharma. Assim, colocamos à disposição o nosso centro de Dharma e convidamo-los para o fim de semana de Losar de pratica de Dharma juntos. O programa que propomos é de chegada na Sexta Feira à tarde à Quinta das Águias antes do jantar para uma pratica de abertura após o jantar. Seguir-se-ão outras práticas durante os dias de Sábado e Domingo até à hora de partida, à tarde.

A Quinta das Águias é um local de cerca de 6 hectares no meio da natureza na região de Paredes de Coura, no Minho, Norte de Portugal. Além de centro de retiros a Quinta das Águias oferece abrigo a cerca de 60 animais salvos de vida e morte de sofrimento - aqui vivem em liberdade e felizes até ao fim dos seus dias, de morte natural.

O número de lugares na guesthouse é limitado (16), assim as reservas são aceites por ordem de chegada. Para efectuar a reserva será necessário envio de email com nome e morada. Enviaremos depois a confirmação com informação  adicional. Por razões ecológicas estimulamos a partilha de transporte.

Com Amor,

Joep e Ivone


Dear Friends,

This year Losar is on a Saturday March 5th, the start of the Iron Hare Year. It is a great opportunity to use the weekend to practice together with our brothers and sisters of the Dharma. That is why we offer our Dharma retreat centre and invite you for a Losar weekend of Dharma practice together. The program we propose is arrival at Friday evening before dinner at Quinta das Águias to have an opening practice after dinner. On Saturday and Sunday practices until departure at Sunday afternoon.

Quinta das Águias is a 6 ha domain in the middle of nature near Paredes de Coura in Minho, Northern Portugal. Apart from being a retreat centre Quinta das Águias offers refuge to over 60 animals saved from a life and death of suffering - here they live happy and in freedom till the end of their lives from natural death.

The number of places in our guesthouse is limited (16 beds) so the reservations are accepted in the order they arrive. To make a reservation it is needed to send us an e-mail with your name and address. After you'll receive confirmation with pratical information.For ecological reasons we stimulate sharing transportation.

Love,

--
Ivone & Joep Ingen Housz

Changchub Chöling - Retreat Centre
Quinta das Águias
Blog : http://quintadasaguias.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Poesia do silêncio

Assim «de uma desaparecida a um desaparecido»
Com a mão de Buda,
Eu ofereço a flor por colher;
O solilóquio da rã,
Por entre a flor do loto; a boca húmida de leite,
Presa ao meu seio túrgido
E ofereço o amor e, como o céu sem nuvens,
Que torna possíveis as montanhas
E a Lua a pôr-se,
Este vazio que é o centro do amor
Esta poesia do silêncio.
- Susila

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

BUDISMO CHAN livro Hsing Yün


CONCEITOS FUNDAMENTAIS DO BUDISMO
Ven. Mestre Hsing Yün

OS ENSINAMENTOS ESPIRITUAIS DO BUDISMO APRESENTADOS POR UM DOS SEUS MAIORES IMPULSIONADORES NA ACTUALIDADE

O Venerável Mestre Hsing Yün utiliza a linguagem do quotidiano para que os ensinamentos profundos de Buda possam ser facilmente compreendidos por qualquer pessoa.

Utilizado como um guia para a prática do Budismo Humanista, permite conhecer os princípios fundamentais da doutrina, bem como consolidar os conhecimentos já adquiridos, rumo ao despertar da consciência.

«Na jornada pelo ciclo de nascimento e morte, a maioria percebe que certos pensamentos e comportamentos elevam a consciência, enquanto outros a rebaixam. Os ensinamentos do Buda, se forem seguidos, elevam-nos a novos níveis de consciência.»

PVP: 13,90 € | Encomendas Internet: 13,41 € | Nº de Páginas: 192 | Formato: 16 x 23 cm | ISBN: 978-989-677-042-6

Mais informações em: www.zefiro.pt

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tulku Lobsang Rinpoche em Lisboa


Dia 22 de Fevereiro

*Clique na imagem para ampliar

Consulte também o site oficial:
Tulku Lobsang Rinpoche 

e dos patrocinadores:
Restaurante "Os Tibetanos" :  http://www.tibetanos.com
Instituto Changchup :  http://www.changchup.com

domingo, 23 de janeiro de 2011

"Ninguém tem necessidade de ir para qualquer outro lado. Todos nós já lá estamos; só falta sabermos que de facto assim é"



"Ninguém tem necessidade de ir para qualquer outro lado. Todos nós já lá estamos; só falta sabermos que de facto assim é. Se eu soubesse realmente quem sou, deixaria de proceder como a pessoa que julgo ser e, se eu deixasse de proceder como a pessoa que suponho ser, saberia quem sou. O que de facto sou - isto se o maniqueu que eu julgo ser me deixar descobrir o que realmente sou - a reconciliação do sim e do não, subsistindo em aceitação total e na abençoada experiêencia do Não-Dois. Em matéria de religião, todas as palavras são obscenas. Toda a criatura que discorre eloquentemente acerca de Buda, de Deus ou de Cristo, merecia que lhe desinfectassem a boca com fenol.

Em virtude da sua aspiração a perpetuar unicamente o sim em todos os pares de coisas antagónicas, o maniqueu que julgo ser não poderá jamais realizar-se na natureza das coisas; condena-se a si próprio a uma frustração incessantemente repetida; a conflitos incessantemente repetidos com outros maniqueus igualmente ambiciosos e frustrados.

Conflitos e frustrações - eis o tema de toda a história e de quase todas as biografias. "Mostrar-te-ei a tristeza" - eis uma frase realista do Buda. Mas ele mostrou igualmente o termo dessa tristeza - o autoconhecimento de cada um, a abençoada experiência do Não-Dois"

- Aldous Huxley, A Ilha, Lisboa, Livros do Brasdil, 1999, pp.48-49.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Detestado por um milhar de Budas no reino dos mil Budas,
Odiado pelos demónios entre os bandos de demónios,
Esta cabeça calva, cega e fedorenta,
Surge de novo sobre uma folha de papel.
Caramba!.

- Hakuin Ekaku

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A mente humana é uma mente que vagueia... e uma mente que vagueia é uma mente infeliz

Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert da Universidade de Harvard, concluiram que a felicidade surge quando estamos totalmente envolvidos na experiência dos nossos corpos no momento presente, quando a nossa atenção é totalmente absorvida por uma percepção real do nosso corpo. O estudo demonstra que quando estamos distraídos por pensamentos, dúvidas, julgamentos, sonhos e outros vagueios, estamos inevitavelmente menos felizes com a actividade que estivermos a desempenhar. De facto, quando nos perdemos nos nossos pensamentos, acabamos até por perder “a dobrar”, dado que não conseguimos estar disponíveis para aceder aquilo que sentimos e às sensações que o nosso corpo nos transmite.
(…)
Por esta ordenação de actividades, poderia pensar-se que as pessoas estavam mais felizes a fazerem actividades inerentemente mais agradáveis. Os dados demonstraram porém que os graus de felicidade ou bem estar eram mais altos quando as pessoas estavam completamente envolvidas no que faziam, independentemente da actividade – o tipo de actividade não interessava por isso tanto como o estarem focadas nessa mesma actividade, sem serem interrompidas por pensamentos que as distraíssem.


O artigo original, traduzido para português, está disponível em:
http://umcaminhoparaatransformacaodamente.wordpress.com/

domingo, 5 de dezembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

3ª feira, 23, 21.30, Clube Literário do Porto, "Descobrir Buda" e nº2 da revista Cultura Entre Culturas





Estarei no Clube Literário do Porto, na Rua da Alfândega, 22, na 3ª feira, dia 23, pelas 21.30, para uma conferência com o tema "Descobrir Buda" e para apresentar o meu último livro, com o mesmo título (Lisboa, Âncora, 2010), bem como o nº2 da revista Cultura ENTRE Culturas, dedicada ao tema "Encontro Ocidente-Oriente".

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Retiro "Como lidar com as emoções perturbadoras" - Quinta das Águias - 10-12 Dezembro



Retiro de meditação Budista: como lidar com as emoções perturbadoras
Paulo Borges
Quinta das Águias - 10-12 de Dezembro

Em busca da felicidade, somos confrontados com os obstáculos resultantes das emoções conflituosas. A tradição budista oferece-nos meios efectivos para reconhecer a natureza das nossas emoções, com vista a reduzir e por fim eliminar a sua influência destrutiva. Durante este retiro Paulo Borges ensinará a teoria e orientará práticas de meditação que ajudam a libertar a mente da prisão das emoções.

Programa:

SEXTA-FEIRA 10 DE DEZEMBRO:

19.00 – Chegada à Quinta das Águias e acomodação
19.30 – 20.30 Jantar
20.30 - 22.00 Introdução ao sentido e objectivos do retiro: “Como lidar com as emoções perturbadoras”.

SÁBADO 11 de Dezembro:

7.30 – 8.30 Meditação
8.30 - 9.30 Pequeno almoço
9.30 -13.00 (com intervalos) – As emoções perturbadoras: apego, orgulho, inveja e ciúme, avidez e avareza, ódio e cólera, torpor mental. Como transformá-las usando o método dos antídotos. As quatro meditações ilimitadas: amor, compaixão, alegria e imparcialidade. Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Shamatha – estabilização da mente na atenção às sensações físicas, à respiração e ao fluxo das emoções e dos pensamentos.
13.30- 14.30 Almoço
15.00-19.00 (com intervalos) – Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Vipassana. A auto-libertação das emoções perturbadoras.
19.30- 20.30 Jantar
21.00 – 22.00 Meditação

DOMINGO 12 de Dezembro

7.30 – 8.30 Meditação
8.30 - 9.30 Pequeno almoço
9.30-13.00 (com intervalos) – Revisão dos dois métodos de lidar com as emoções. Troca/Tonglen – abertura do coração a todos os seres.
13.30- 14.30 - Almoço
15.00-17.00 – Introdução à meditação com visualizações e mantras.

Paulo Borges

O retiro será facilitado por Paulo Borges, praticante budista desde 1983 e orientador, desde 1999, de seminários e cursos mensais teórico-práticos sobre budismo e meditação budista. Tradutor de livros budistas e tradutor-intérprete de mestres budistas incluido S.S. Dalai Lama. Autor, entre outros, de O Budismo e a Natureza da Mente (com Matthieu Ricard e Carlos João Correia), de O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa (com Duarte Braga) e de Descobrir Buda. Professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e Presidente da União Budista Portuguesa.

Quinta das Águias

Um local de retiros tranquilo no meio da natureza situado na área rural de Paredes de Coura no Norte de Portugal com bosque, campos e jardim. Esta antiga quinta de cerca de 6ha compreende casa de pedra antiga restaurada que funciona como guesthouse e uma sala de práticas.

Opções de alojamento:
- Na guesthouse com a capacidade de alojamento para 16 pessoas em quartos para 2, 4 e 6 pessoas.
- Contactos de outras possibilidades fora da Quinta são disponibilizados a pedido.

Depois da inscrição os participantes receberão um e-mail com descrição da melhor forma de chegar à Quinta das Águias.

Pede-se aos convidados durante a sua estadia para:
- Não trazerem produtos animais para consumo. Todas as refeições são vegetarianas.
- Não fumarem nem trazerem ou usarem ouros produtos intoxicantes dentro da Quinta.
- Respeitarem as normas da Quinta que receberão após a inscrição.

Custos e Inscrições:
- Custo do retiro (incluindo alojamento na guesthouse e refeições): € 140
- Pessoas que alojam no exterior (excluindo alojamento, incluindo refeições): €115

Para inscrições e pagamento contactar: quintadasaguias@gmail.com

Por razões de organização aplica-se o seguinte:
- Para participar é necessaria inscrição prévia;
- As reservas tornam-se efectivas apenas após pagamento;
- Não haverá reembolso das quantias pagas.

Apreciamos a vossa compreensão.

Por cada participante será doado o valor de 10 € à Associação Animais de Rua, com a motivação de contribuir para o bem de todos os seres sencientes.

Para mais informação:
Blog: www.quintadasaguias.blogspot.com
e-mail to quintadasaguias@gmail.com
Tel: Ivone Ingen Housz (+351)91 430 44 13

Filosofia: Mente, meditação e despertar da consciência

Filosofia: Mente, meditação e despertar da consciência: "O Ciclo de Conferências 'Consciência e Religião: perspectivas' prossegue no próximo dia 19, 6ª feira, pelas 21.30, no Auditório da Câmara Mu..."

domingo, 14 de novembro de 2010

monges tibetanos em Portugal 2010

Três almofadas dispostas no chão, à volta de uma mesa branca e baixa. A consultante de astrologia tibetana está sentada à esquerda, no meio a intérprete (de inglês para português), e à direita Pempa Namgyal, o monge tibetano que lê a carta astral tibetana, feita previamente por Lobsang Chodak - o mestre e o mais antigo membro do Mosteiro de Gaden Shartse - o maior do Sul da Índia. O ambiente está embrulhado numa luz de um amarelo quente e no cheiro forte a incenso. Começa a consulta de astrologia tibetana, que é dividida em três partes: primeiro a explicação da conjugação de energias para este, que é o ano tibetano; depois desmistificam-se os elementos - água, fogo, ferro, terra e madeira - e, por último, Ana (nome fictício) saberá qual foi a sua última reencarnação e a sua ligação à vida actual. "Se tiveres questões, chamamos o mestre e ele pergunta ao oráculo. As perguntas têm de ter ordem específica", explica Pempa à cliente. A consulta continua e nós saímos, para que seja feita com mais serenidade.

São cinco, estão há oito anos em digressão mundial e fazem parte do primeiro grupo de monges tibetanos abençoados pelo Dalai Lama. Depois de seis meses em Espanha e dois em Itália, no âmbito do Oitavo Tour Mundial pela Paz Interior, chegaram a Portugal para ficar até 3 de Dezembro. A intenção é divulgar o seu conhecimento sobre astrologia, medicina, cura psíquica e filosofia do Tibete. Realizam consultas, cerimónias, ateliês e workshops para promover a cultura tibetana em Portugal.

"Este intercâmbio serve para que as pessoas ocidentais possam ter acesso e ficar mais interligadas com a cultura budista", conta Margarida Castro, coordenadora da Inkarri Portugal, a associação multicultural responsável pela visita. 

Os monges são todos bem-dispostos por natureza. E bastante sorridentes. A seriedade chega no momento da puja Kangso - a cerimónia que o i escolheu para assistir. Os pés têm de entrar descalços e por isso tiramos os sapatos à entrada. Dentro da sala estão cerca de 20 participantes, que procuram eliminar obstáculos e ter protecção e apoio da deidade. Este é o objectivo desta cerimónia. O rito é, novamente, separado por três fases, onde são recitados mantras preparados para o propósito. Na primeira - "o Refúgio de Buda" - pretende-se desenvolver a dedicação. À segunda, pertence amotivação. No fim é momento de oferendas à divindade, através do canto e da música, produzida com tambores, sinos e os Tingsha (uma espécie de pratos de choque tibetanos). Entre outras simbologias, é chegada a hora de Pempa Namgyal levar para fora do espaço um bule vermelho, que representa a acumulação de energias negativas. Passada uma hora e meia o ritual termina e as negatividades já não pertencem àquele espaço, nem a quem lá se encontra. "Gostei muito desta puja. Quando estou com os monges sinto uma paz interior inexplicável. Adorava passar um mês na companhia deles, no mosteiro. Infelizmente é impossível", desabafa Sofia Ubach-Chaves, depois da cerimónia, num estado de tranquilidade evidente.

Mal pisaram o país, os monges foram até uma esplanada de praia comer sardinhas, copiando o prato da mesa ao lado. Dizem que gostaram e, ao mesmo tempo que se riem efusivamente, transmitem calma. É quase impossível ficar indiferente. Pempa Namgyal é quem mais fala por ser o único a saber inglês. Quando criança, a mãe mandou-o para o Mosteiro Monástico de Gaden Shartse, como acontece com a maioria dos monges: "Agora estou bem. Quando era novo foi muito complicado porque tinha saudades de casa", conta. E no mosteiro não tem qualquer contacto com a família: "Além disso é muito longe do sítio onde a minha família vive." Ali, acorda sempre às 5h30 para orar com os restantes 1500 monges. (Com excepção dos fins-de-semana e feriados, onde o horário de sono pode ser estendido até às 7h30). Depois das orações e da puja matinal, é altura de tomar o pequeno-almoço, normalmente composto por pão tibetano, feito pelos próprios, e chá-manteiga (uma mistura de chá preto, leite, manteiga e sal). As aulas começam às 09h30 e dão lugar ao almoço, por volta das 11h00. A partir daí, o dia é preenchido com mais lições, mantras, jantar e orações antes da hora de dormir, às 23h30. Fica feliz por poder deixar uma mensagem aos leitores do i. Depois de um momento de pausa para pensar, diz finalmente: "Por vezes sentimo-nos felizes, noutras não. É a medida da vida. Gostem de vós e sejam mais satisfeitos. E conscientes. O mundo já perdeu muito com os conflitos. Assim como as religiões." No fim da conversa, que teve de terminar para dar lugar à puja, Pempa acrescenta: "Há sempre escolha. Ninguém obriga ninguém a nada. Nós não viemos aqui para sermos escravos - nem do dinheiro, nem de pessoas. Temos valor e qualidades que devem ser preservadas." Descruzou as pernas, antes em posição de lótus, levantou-se e cantou mantras.

http://www.ionline.pt/conteudo/86975-budismo-enviados-dalai-lama-purificar-portugal

http://www.facebook.com/pages/Monges-Tibetanos-em-Portugal/138633332841212
http://www.tourmundialpelapazinterior.blogspot.com/