sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Kyabje Trulshik Rinpoche

Four lines of advice

Quatro linhas de aconselhamento

por kyabje Trulshik Rinpoche

Meditate upon love and compassion toward those who are suffering.
Meditem sobre o amor e a compaixão para com aqueles que estão sofrendo.

Rejoice for those who have peace and happiness.
Regozijem-se por aqueles que têm paz e felicidade.

Pray to the Lama – don`t get distracted by other things.
Orem ao Lama - não se distraiam com outras coisas.

Maintain clear awareness, the intrinsic nature of mind – observe your present mind.
Mantenham a atenção, a natureza intrínseca da mente – observe a sua mente presente.

Estas quatro linhas de aconselhamento foram escritas na Gruta de Maratika (Nepal) para seus amigos e discípulos por Kyabje Trulshik Rinpoche, a pedido de Tulku Pema Wangyal Rinpoche. 
 
foto:Kyabje Rinpoche com Tulku Pema Wangyal Rinpoche, em 2001 em Portugal

joan halifax sobre compaixão



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sábado, 23 de julho de 2011

livros ed.zéfiro: budismo chan






KARMA, MEDITAÇÃO E SABEDORIA e A ENGENHARIA DA VIDA
Venerável Mestre Hsin Ting
SABEDORIA BUDISTA PARA UMA PRÁTICA QUOTIDIANA

KARMA, MEDITAÇÃO E SABEDORIA
As nossas acções podem gerar karmas positivos, negativos ou neutros, dependendo do propósito das nossas acções. Através da prática da meditação podemos ter um domínio de nós próprios, procurando compreender com clareza as consequências das nossas emoções. Ao tomarmos consciência de que no universo nada surge ou se forma por si só, que tudo está em permanente transformação e muda a todo o instante, podemos então tranquilizar a nossa mente.

Praticar meditação tendo a sabedoria como aliada é perceber que o mundo surge em função de causas e condições, que os elementos se juntam e se separam, produzindo e cessando todos os fenómenos. Os ensinamentos do budismo mostram-nos o caminho para a felicidade, isto é, conhecer as causas e condições para o surgimento ou desaparecimento dos fenómenos no universo, sejam eles objectos, situações, pessoas, ou mesmo sentimentos. No processo meditativo, o praticante alcança serenidade, paz e tranquilidade, imprescindíveis à identificação do fluxo natural de todos os fenómenos.

PVP: 11,50 Eur |
Internet: 10,35 Eur (-10%) | Nº de Páginas: 104 | Formato: 14,80 x 21 cm | ISBN: 978-989-677-066-2


A ENGENHARIA DA VIDA
Os ensinamentos do Buda, o Dharma, dão-nos as directrizes de como construir a nossa vida futura. Porém, a esperança de uma vida futura melhor não será realizada enquanto estivermos de braços cruzados à espera que ela surja. É preciso que nos empenhemos com dedicação na nossa autocorrecção, o que nos trará benefícios no presente. Para isso, os primeiros passos implicam começar a controlar os nossos próprios actos.

Buda deixou os seus ensinamentos para nos guiar ao nirvana, mostrando-nos o caminho para a libertação do sofrimento por meio de um budismo para a vida, um Budismo Humanista. Seguir os preceitos e praticar a meditação são os primeiros passos para observarmos e identificarmos a mente iludida. A acção para o autocontrolo e o desapego necessitará da orientação da sabedoria, da mente desperta para tal. Agindo dessa forma, podemos beneficiar-nos e aos demais, cultivando méritos e sabedoria, colocando em acção a sábia compaixão.

PVP: 11,50 Eur |
Internet: 10,35 Eur (-10%) | Nº de Páginas: 104 | Formato: 14,80 x 21 cm | ISBN: 978-989-677-065-5

SOBRE O AUTOR
O Reverendo Mestre Hsin Ting foi Director-Chefe do Comité de Assuntos Religiosos e Abade Geral do Mosteiro Fo Guang Shan no período de 1997 a 2005; tendo ainda sido líder do Centro Internacional de Meditação Ch'an. Nasceu no Condado de Yunlin, Taiwan, em 1944. Conheceu o Venerável Mestre Hsing Yün – o 48º Patriarca do Budismo Ch'an e Fundador do Mosteiro Fo Guang Shan –, tornando-se seu discípulo leigo quando ainda era um jovem recruta nas Forças Armadas do seu país. Uma vez terminado o serviço militar, professou os votos monásticos, em 1968, como o terceiro bhikshu ("monge") de Fo Guang Shan. Deu continuidade aos seus estudos graduando-se pelo Eastern Buddhist College e pelo Instituto de Pesquisa Indiana da Universidade Cultural da República da China. Doutorou-se em Filosofia pela University of West de Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos. O Reverendo Mestre Hsin Ting, tem tido uma participação intensa e directa no desenvolvimento das diferentes áreas de Fo Guang Shan nos últimos 40 anos. Escreveu diversos artigos para as revistas Portal Universal e O Despertar do Mundo, publicadas pelo mesmo mosteiro. Foi ainda abade dos templos Hsi Lai nos Estados Unidos, Pu Men em Taipei, Pu Hsien em Kaohsiung, Ho-ming e Lung Hua na Malásia. Em 1994 ocupou o cargo de Vice-Presidente da Associação Internacional de Jovens Budistas e actualmente encontra-se no cargo de Presidente da Associação Internacional Luz de Buda – BLIA – da República da China. Devido à sua vasta experiência em meditação e ao seu vigoroso espírito de compaixão, o Reverendo Mestre Hsin Ting tem assumido e difundido por todo o mundo o ideal do Budismo Humanista preconizado pelo Venerável Mestre Hsing Yün. O Reverendo Mestre é um notável Mestre de Meditação Ch'an (Zen) e monge de múltiplos talentos, sendo versado em Darma, cântico budista e composição musical, entre tantas outras aptidões. É conferencista de temas como: Gênese Condicionada, Prajña ("Suprema Sabedoria") e ensinamentos budistas aplicáveis à vida do homem actual. Tem realizado inúmeras conferências em todo o mundo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pacificar e despertar a mente pelo bem de todos os seres - Retiro de meditação - 19/21 Agosto




Casa Grande – Paços da Serra (19 a 21 de Agosto 2011)

Programa:

Dia 19:

19.00- 22.00- Acolhimento e introdução ao Retiro / jantar frugal vegetariano

Dia 20:

7.00 – Sessão de Meditação
8.00- Pequeno almoço
9.00-13.00 (com intervalos) – Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Shamatha – estabilização da mente na atenção plena às sensações físicas, à respiração e ao fluxo das emoções e dos pensamentos.
13.30- Almoço vegetariano em restaurante de aldeia
15.00-19.00 (com intervalos) – Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Introdução a Vipassana – A visão profunda da natureza da mente e das percepções externas e internas.
19.30- Jantar vegetariano em restaurante de aldeia

Dia 21 (neste dia parte do Retiro decorrerá em silêncio)

7.00 – Sessão de meditação
8.00- Pequeno almoço
9.00-13.00 – Refúgio na liberdade, na via e na comunidade que segue a via para a liberdade. Troca/Tonglen – alquimia das emoções e abertura do coração a todos os seres.
13.30- Almoço vegetariano em restaurante de aldeia
15.00-18.00 – Os cinco treinos da atenção: viver para o bem de tudo e de todos. Introdução à meditação com mantras.

O retiro será facilitado por Paulo Borges, professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e presidente da União Budista Portuguesa e inspira-se na via não-sectária do mestre budista Tich Nhat Hanh, que pode ser praticada por crentes de todas as religiões assim como agnósticos e ateus .
Terá lugar na "Casa Grande", Turismo de Habitação em Paços da Serra, Serra da Estrela.

Preço por pessoa refeições incluídas
Quarto( 1 Pax) Quarto (2 Pax ) Cama extra/sala (2 pax)

2 Dias + 2 Noites 170€ 160€ 150€
Para outras situações contactar por e-mail ou telemóvel

- É necessário inscrever-se previamente por telefone ou e-mail até 12 de Agosto
- É importante trazer almofada e tapete de meditação
- O evento só se realizará com um mínimo de participantes

Para reservas contactar:
Margarida Vasconcelos
info@casagrande.com.pt

www.casagrande.com.pt
Tlm: 934297935 (excepto de 18 a 30 de Julho)

Para mais informações sobre o retiro :
Paulo Borges
pauloaeborges@gmail.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pacificar e despertar a mente pelo bem de todos os seres - Retiro de meditação - 19/21 Agosto

Casa Grande – Paços da Serra (19 a 21 de Agosto 2011)

Programa:

Dia 19:

19.00- 22.00- Acolhimento e introdução ao Retiro / jantar frugal vegetariano

Dia 20:

7.00 – Sessão de Meditação
8.00- Pequeno almoço
9.00-13.00 (com intervalos) – Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Shamatha – estabilização da mente na atenção plena às sensações físicas, à respiração e ao fluxo das emoções e dos pensamentos.
13.30- Almoço vegetariano em restaurante de aldeia
15.00-19.00 (com intervalos) – Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Introdução a Vipassana – A visão profunda da natureza da mente e das percepções externas e internas.
19.30- Jantar vegetariano em restaurante de aldeia

Dia 21 (neste dia o Retiro decorrerá parcialmente em silêncio)

7.00 – Sessão de meditação
8.00- Pequeno almoço
9.00-13.00 – Refúgio na liberdade, na via e na comunidade que segue a via para a liberdade. Troca/Tonglen – alquimia das emoções e abertura do coração a todos os seres.
13.30- Almoço vegetariano em restaurante de aldeia
15.00-18.00 – Os cinco treinos da atenção: viver para o bem de tudo e de todos. Introdução à meditação com mantras.

O retiro será facilitado por Paulo Borges, professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e presidente da União Budista Portuguesa e inspira-se na via não-sectária do mestre budista Tich Nhat Hanh, que pode ser praticada por crentes de todas as religiões, assim como agnósticos e ateus.

Terá lugar na "Casa Grande", Turismo de Habitação em Paços da Serra, Serra da Estrela.

Preço por pessoa com refeições incluídas: Quarto (1 Pax) 170 euros; Quarto (2 Pax) 160 euros; Cama extra/sala (2 pax) 150 euros

Para mais informações contactar por mail ou telefone.

- É necessário inscrever-se previamente por telefone ou e-mail até 12 de Agosto
- É importante trazer almofada e tapete de meditação
- O evento só se realizará com um mínimo de participantes

Para reservas contactar:
Margarida Vasconcelos
info@casagrande.com.pt

www.casagrande.com.pt
Tlm: 934297935 (excepto de 18 a 30 de Julho)

Para mais informações sobre o retiro :
Paulo Borges
pauloaeborges@gmail.com

quarta-feira, 6 de julho de 2011

aniversário do Dalai lama

July 6th, His Holiness the Dalai Lama's birthday

Prayers for the long life of H. H, the Dalai Lama:

Kangri rawé korwé shingkam su
In the celestial realm encircled by snow peaks,

Pen tang dewa malü jungwé né
You are the source of every happiness and benefit;

Chenrezi wong tendzin gyatso yi
Tenzin Gyatso, Avalokiteshvara himself,

Shappé kel gya bartu tengyur chik
May your lotus feet remain firm for a hundred eons!

Tongnyi nyingjé zungtu jukpai lam
Protector of the teaching and beings of Tibet, you who greatly elucidate

Chéchér sel dzé kangchen ten drö gön
The path combining emptiness and compassion—

Chana pémo tendzin gyatso la
Ocean of Teachings Tenzin Gyatso, Padmapani holding a lotus in your
hand,

Sölwa depso zhétön lhündrup shok
To you I pray, may all your wishes spontaneously be fulfilled.


-Written by His Holiness himself according to the wishes of Kyabjé Dilgo Khyentse Rinpoche-

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Peregrinação à Índia

Documentário transmitido na RTP2 sobre a viagem à Índia, com o tema "Nos passos de Buda""

Depois de entrar no site procure na barra inferior o dia 29-05-2011.

Espero que goste :)

RTP - CAMINHOS clique em cima para ver

segunda-feira, 27 de junho de 2011

meditação em grupo

Quaisquer que foram os motivos que nos trouxeram até a prática da meditação - sugestão de um amigo, um livro, acaso, moda - o primeiro passo é aprender e participar da meditação em grupo. 

A meditação em grupo é uma das actividades mais básicas e a mais importante das atividades em grupo. Cada sessão de meditação em grupo é uma oportunidade para experimentar a força e a alegria que há em nós, mesmo que não por muito tempo. 

A prática em grupo não apenas nos incentiva a praticar individualmente mas também é um apoio para os outros praticantes e ajuda a se fortalecer como um todo e a fortalecer a sua pratica individual. 

Participe, pertença, faça parte, faça laços.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Dhikr SUFI na União Budista Portuguesa, Sábado 25 de Junho às 21,30, participação livre e gratuita



O dhikr ('menção', 'recordação') é uma das técnicas utilizadas pelos Sufis. Trata-se da repetição salmodiada dos Nomes Divinos, que nutre o coração e acalma a mente, abrindo uma janela sobre o mundo invisível. O dhikr pode ser individual ou grupal, silencioso ou salmodiado e ainda acompanhado por instrumentos musicais e danças místicas.

Estarão presentes, além dos representantes de Mawlana Shaykh Nazim (Mestre da ordem Sufi Naqshbandi) em Portugal, dois importantes representantes internacionais do Sufismo:
Shaykh Ahmad Dedé, iniciado nas ordem Sufis Mevlevi e Naqshbandi, autorizado ao ensino da dança rodopiante Sufi por Mawlana Shaykh Nazim al-Haqqani ar-Rabbani de Chipre (Mestre da ordem Sufi Naqshbandi); de origem indonésia, vive com a família dele em Holanda; com doçura e humildade conduz seminários de meditação, cantos e dança Sufi onde o despertar espiritual é alcançado tocando as vibrantes cordas do coração;http://blip.tv/naqshbandi/episodio-10-taller-de-giro-derviche-sheikh-ahmed-dede-la-vera-5223234

Shaykh 'Umar Margarit, representante e responsável da ordem Sufi Naqshbandi e de Mawlana Shaykh Nazim na Espanha.

A comunidade Sufi Naqshbandi agradece a União Budista Portuguesa pela fraterna disponibilização do espaço onde realizarmos o dhikr.

Sejam bem-vindos/as!

-- السلام عليكم - as-Salâm 'alaykum!
A comunidade Sufi Naqshbandi portuguesa
http://oceanosdemisericordia.blogspot.com

sábado, 18 de junho de 2011

o caminho da grande perfeição



é um guia absolutamente inspirador e único para aqueles que desejam estudar e praticar o budismo. Esperei muito para ver estas palavras traduzidas para português ... ponham-nas em prática. "Pema Wangyal Rinpoche, In Prefácio à Edição Portuguesa, ed. ésquilo, 2007

Para realizar uma transferencia é preciso esperar o momento certo, senão arriscamo-nos a perder tudo disse Patrul Rinpoche (1808-1887- hoje é o seu aniversário) um grande mestre tibetano que passou grande parte de sua vida viajando de um lugar a outro como um iogue, meditando em cavernas isoladas e visitando locais sagrados."cão ou cachorro velho" era o seu nome esotérico que lhe tinha sido dado por um outro mestre. Patrül Rinpoche viu que as propriedades e as condições desejáveis — como ter uma abundância de comida, boas roupas, moradias confortáveis, cumprimentos e fama — são mais um obstáculo do que suporte no progresso espiritual.

um episódio da sua vida:
" Ele era uma pessoa de grande humildade e simplicidade, ainda assim era hábil para acomodar muitos eruditos nobres, ricos, poderosos e famosos como seus discípulos. Muitos discípulos em vestes de brocado, rodeados por hostes de séqüitos, vinham aos pés deste habitante solitário com roupas velhas, esfarrapadas e remendadas, que dificilmente tinha tsampa suficiente para comer ou combustível para aquecer chá. Até mesmo havia ocasiões em que sua humildade envergonhava as pessoas envoltas em brocado cavalgando cavalos, e Patrül Rinpoche expunha suas fraquezas.

Uma vez, Patrül Rinpoche viajou através de um campo nômade a pé, como de costume. Parou em uma família com uma grande tenda e perguntou se poderiam deixá-lo descansar durante alguns dias, pois estava exausto. A família perguntou, "Você pode ler preces?" Patrül Rinpoche respondeu, "Um pouco." Então, eles permitiram alegremente que Patrül Rinpoche entrasse e o deixaram se instalar no canto inferior da tenda. Muitas pessoas estavam ocupadas fazendo objetos rituais, colocando tendas, construindo assentos altos e cozinhando comida para um grande lama e sua comitiva, que estavam vindo para realizar uma cerimônia importante. Quando ouviram que o grande lama estava chegando e todos correram para recebê-lo. Patrül Rinpoche não saiu. As pessoas quase o arrastaram para que se apresentasse diante do lama.
O lama, vestido em brocado, saiu com toda pompa de quase quarenta cavaleiros em comitiva, segurando estandartes em suas mãos como se fosse em um jogo. Quando o grande lama viu Patrül Rinpoche, ele pulou do seu cavalo e caiu aos pés do mestre, envergonhado com sua pomposa exibição insignificante diante da presença significativa e humilde do grande Patrül Rinpoche. O lama era um discípulo de Patrül Rinpoche. A partir daquele dia, o lama renunciou ao seu modo de vida pomposo, tornou-se um eremita e nunca mais andou a cavalo novamente, mas sim caminhava quando viajava por aí. As pessoas acreditaram que Patrül Rinpoche tinha previsto este encontro através de sua clarividência, uma capacidade que tinha mostrado muitas vezes."

No Tibet Oriental, Patrül Rinpoche talvez tenha sido o mais instrumental em fazer o Om Mani Padme Hum ser a respiração perpétua de muitas pessoas.


Este seu livro foi 1º traduzido em françês, depois em inglês e espanhol, e em 2007 em português e no brasil em 2008_A imagem da capa do livro no brasil é um detalhe do mural da capela Gheku, no Monastério de Samye, Tibete. Ela ilustra as Oito Substâncias Auspiciosas (o espelho, o iogurte, o medicamento, a grama durva , a fruta bilva , a concha branca, o cinabre em pó e a semente de mostrada branca) que foram oferecidas a Buda Śākyamuni e representam o Nobre Caminho Óctuplo (compreensão, pensamento, atenção plena, fala, ação, esforço, concentração e meio de vida corretos).



















domingo, 29 de maio de 2011

novo filme budista "My reincarnation"

http://myreincarnationfilm.com/film/trailer/
http://youtu.be/iZAkpCdrcpE

MY REINCARNATION is an epic father-son drama, spanning two decades and three generations, about spirituality, cultural survival, identity, inheritance, family, growing old, growing up, Buddhism, Dzogchen—and past and future lives. The film follows the renowned reincarnate Tibetan spiritual master, Chögyal Namkhai Norbu, as he struggles to save his spiritual tradition, and his Italian born son, Yeshi, who stubbornly refuses to follow in his father’s footsteps. Yeshi was recognized at birth as the reincarnation of his father’s uncle, a high spiritual master who died at the hands of the Chinese in Tibet. But while Yeshi longs for a normal life, he cannot escape his destiny... 

domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa - uma reflexão incómoda

Comemora-se hoje o Domingo de Páscoa, uma das grandes festas da Cristandade e da cultura ocidental. Religiosos ou não, milhões de seres humanos, em Portugal e no mundo, estão a reunir-se em família à volta dos mais diversos petiscos e iguarias, comungando e celebrando a alegria e o prazer de estarem juntos na maravilhosa aventura da vida.

É humano. Mas será também humano não terem consciência ou procurarem esquecer que, ao fazê-lo, estão na imensa maioria dos casos a usufruir de uma alegria e de um prazer obtidos à custa do sacrifício involuntário, forçado, violento e doloroso de muitos milhões de vidas de animais, indivíduos conscientes e sencientes que, tal como nós, têm um interesse fundamental em estar vivos, com liberdade e bem-estar?

Páscoa, do hebreu Pésah, deriva provavelmente do verbo pasah, “saltar por cima” e assumiu o sentido de passagem, correspondendo nos nossos calendários a um tempo de regeneração. O filósofo judeu Fílon de Alexandria, contemporâneo de Cristo, viu a Páscoa como a libertação do espírito do domínio das paixões obscuras. E Cristo foi assumido pelos cristãos como aquele que dá a vida e o sangue pelos outros, pondo fim a todo o sacrifício sangrento do outro, humano ou animal. É nessa mutação ética e espiritual que consiste a verdadeira Ressurreição, que nos evangelhos gnósticos, como o de Filipe, é algo a viver desde já, em vida, e não após a morte. Algo a viver a cada instante e não só num Domingo por ano.

Parece evidente não ser esse o exemplo que seguimos, quando nos banqueteamos com a carne dos animais (terrestres ou aquáticos). Parece evidente que na Páscoa que inconscientemente celebramos nada há de “saltar por cima”, de transcender, de ir além dos nossos apetites mais irracionais e dos nossos hábitos familiares e sociais mais enraizados. Parece evidente que nesta Páscoa nada há de pascal, como no Natal nada há de natalício, sempre que um homem novo não nasça no presépio da alma.

Mas se é humano ter hábitos, mais humano ainda é reflectir sobre eles e questioná-los. Apelo por isso a que hoje, quando nos debruçarmos sobre as mesas familiares adornadas e repletas dos mais apetecíveis manjares, sejamos capazes de contemplar nem que seja um minuto a crua realidade de estarem cheias dos corpos dilacerados de seres antes vivos como nós, a maioria deles criados em condições de holocausto e abatidos para nos proporcionarem uns brevíssimos minutos de prazer sensorial e fútil, que logo se desvanece para nos deixar com a mesma insatisfação de sempre. E então, se não somos ainda capazes de renunciar a esse alimento, levemo-lo à boca, mastiguemo-lo e engulamo-lo. Mas com um mínimo de consciência e compaixão pelo companheiro de existência a quem fazemos passar pelo que mais tememos e menos desejamos: a morte violenta, sem que a nossa vida disso dependa.

Será incómodo, decerto, mas valerá a pena. Tornará a nossa Páscoa menos cega e mais pascal, mais propícia a uma transformação da consciência, a uma passagem, a um ir para além da nossa ignorância e insensibilidade. Será um daqueles incómodos que nos tornam seres humanos melhores. Sobretudo se, na nossa tomada de consciência do sofrimento dos animais, não esquecermos o dos homens, o de todos os seres, abrindo o coração à infinita compaixão pela dor do mundo. É isso que nos pode abrir o caminho da grande e verdadeira Alegria, a de ver que é possível acabar com o sofrimento, começando por aquele de que somos directamente responsáveis.

24.04.2011 - Domingo de Páscoa

sábado, 23 de abril de 2011

"KUNDUN" - 25 de Abril, 12h 20m, Canal Hollywood




Este filme de Martin Scorsese, baseado na história da vida do Dalai Lama - desde a infância até à sua partida para o exílio, na India - será exibido na

próxima 2ª feira no Canal Hollywood, às 12h 20m.

Um filme certamente interessante, com a promessa de qualidade que o nome deste realizador nos oferece.
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Foto:Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, em criança

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tulku Lobsang Rinpoche em Portugal - 25 e 26 Abril

Palestra Pública
Com o Tema: "Liberte-se, dominando o medo e as expectativas"


Lançamento do novo DVD “Cutting Through”
Um documentário sobre TOG CHOD - A Espada da Sabedoria
O Tog Chod ou prática da Espada da Sabedoria, é uma combinação de posturas corporais, movimentos e visualizações. Esta prática meditativa fortalece-nos de modo a que possamos reduzir os nossos medos e expectativas.


Local, data e hora, em LISBOA:
25 de Abril às 19h00
HOTEL VILLA RICA - Av 5 de Outubro, 295 , em LISBOA 
(Junto da Estação de Entrecampos)


Contribuição sugerida: 5€
Inscrição: manuela.dalmeida@tibetanos.com


Local, data e hora no PORTO:
26 de Abril às 21h30,
HOTEL TUELA - Rua Arq. Marques da Silva, 200
(Junto ao Shopping Cidade do Porto)


Contribuição sugerida: 5€
Inscrição: nm.portugal@gmail.com

NOTA: Por razões logísticas agradecemos inscrição 

quarta-feira, 30 de março de 2011

Zen e a experiência do chá

"ao beber o chá não há na realidade um chá bebido por um lado e, pelo outro, quem bebe o chá, mas há a "experiência do chá".............essa experiência- a de beber o chá, como qualquer outra- é vivida no estado "puro", ou seja, sem distracções, interferências, discriminações, preconceitos e ilusões, se há um tipo de consciência directa em que as coisas, mas também os estados de espírito, as palavras, os acontecimentos e as pessoas são sempre "distintos" entre si e do sujeito que os conhece, mas nunca resultam "separados", nem , por conseguinte, opostos."
Giangiorgio Pasqualotto

quinta-feira, 10 de março de 2011

fotos de budistas praticantes do Brasil

algumas fotos do centro Shambhala em S. Paulo. Brasil. Um pequeno templo parecido com a sede da UBP em Lisboa.

"‎9 Etapas de Shamatha -  jan 2011. Veja todas as fotos em: http://www.flickr.com/photos/shambhalasp/sets/72157626112445475/

sexta-feira, 4 de março de 2011

libertação de animais

Cerimónia a realizar-se nas primeiras semanas de Março
Por ocasião do LOSAR (a entrada do novo ano, segundo o calendário budista), vai-se realizar uma libertação de animais, juntamente com a celebração de um ritual budista. É importante fazer a prática de libertar animais da forma o mais eficiente. Quando assim é, esta revela-se um método prático e poderoso para prolongar a vida, não só evidentemente para os seres que são libertados, como para os seres envolvidos de alguma forma nessa atitude.
É uma prática corrente budista, em muitas partes do mundo, libertar animais que estão presos e destinados a uma morte violenta. Esta actividade, que coexiste com outras práticas caritativas destinadas a ajudar seres humanos em sofrimento, baseia-se nos ensinamentos do Buda sobre o amor e a compaixão universais e imparciais. Segundo estes ensinamentos, todos os seres vivos ou sensíveis desejam igualmente a felicidade e evitam o sofrimento. Dia e noite, mesmo em sonhos, instintivamente tentamos evitar mesmo até o menor sofrimento. Isso indica que apesar de não estarmos plenamente conscientes disso, o que procuramos de facto é a libertação permanente do sofrimento. Por outro lado, todos os seres vivos, seja qual for a sua forma actual, já estabeleceram connosco relações próximas, ao longo dos seus inumeráveis renascimentos e vidas no ciclo da existência (samsara). Os ensinamentos budistas consideram que todos os seres vivos já foram os nossos próprios parentes mais íntimos, pais, mães, filhos e filhas. Mediante esta tomada de consciência, visa-se tornar-nos sensíveis ao seu sofrimento actual, fazendo o que nos for possível para o diminuir e extinguir.
De todos os sofrimentos, a morte violenta é o maior, porque todos os seres estão acima de tudo apegados à vida. De todas as mortes, as mais dolorosas são as daqueles seres que são cozidos vivos, também devido ao tempo da cozedura, em função da dor e da sua diferente percepção do tempo, resultar para eles muito dilatado. É por isso que os budistas privilegiam a libertação de mariscos vivos – amêijoas, berbigão, santolas, lagostas, etc. -que se podem adquirir nos viveiros e libertar no alto mar ou em lugares fora do alcance ou da vista de quem possa querer apanhá-los. Também podem ser caracóis, minhocas para isco ou outros animais vendidos vivos nos mercados, como coelhos.
Normalmente escolhem-se os dias de lua nova ou lua cheia, bem como dias consagrados do calendário budista, em que por motivos astro-cosmológicos a energia vital está mais concentrada em nós e no mundo e os efeitos kármicos das acções, positivas ou negativas, se multiplicam imenso. Esta libertação será feita na 1º semana depois do Losar, pois, segundo os ensinamentos budistas os 15 primeiros dias do novo ano tibetano são dias consagrados a actividades especiais realizados pelo Sr.Buda e revestem-se de uma importância excepcional devido, entre outros, ao facto de que neste período de tempo Os efeitos cármicos das acções feitas são multiplicados por milhões de vezes. Fazem-se orações e repetem-se mantras pelos animais que se vão libertar e procede-se então à sua libertação. É importante fazer a prática de libertar animais da forma mais eficiente. No que se refere a isso, a prática de dar o Dharma, através da recitação de orações e mantras é extremamente importante. Se simplesmente compramos animais e os soltamos onde não existe perigo para a suas vidas não estamos lhes trazendo muito benefício. Visto que não tem a oportunidade ouvir o Dharma, a maioria, quando morre, continua a renascer em mundos inferiores. Claro que a nossa acção traz algum benefício aos animais porque estamos prolongando as suas vidas, mas o maior benefício vem de ouvir a recitação do Dharma. Recitar mantras, falar sobre o bodhicitta, etc., deixa marcas nas mentes dos animais e assegura que no futuro possam-se reunir as condições adequadas para que esses animais possam efectivar o caminho para a iluminação. Segundo os ensinamentos do Buda, a virtude e os méritos, o karma positivo, acumulado pela salvação de vidas é enorme, tem um grande poder purificador das nossas próprias acções negativas passadas e pode ser dedicado para ajudar outros seres que passam por situações de sofrimento e doença, que estão moribundos ou já morreram. O poder benéfico desta dedicatória será tanto maior quanto mais se estenda a todos os seres, incluindo naturalmente todos os homens que causam directa ou indirectamente a morte de outros seres vivos, pescando-os, caçando-os, comercializando-os e comendo-os, e criando assim as condições para virem a passar pelos mesmos sofrimentos no futuro. Esta prática visa pois beneficiar todos os seres sensíveis, independentemente da sua forma actual.