domingo, 14 de novembro de 2010

monges tibetanos em Portugal 2010

Três almofadas dispostas no chão, à volta de uma mesa branca e baixa. A consultante de astrologia tibetana está sentada à esquerda, no meio a intérprete (de inglês para português), e à direita Pempa Namgyal, o monge tibetano que lê a carta astral tibetana, feita previamente por Lobsang Chodak - o mestre e o mais antigo membro do Mosteiro de Gaden Shartse - o maior do Sul da Índia. O ambiente está embrulhado numa luz de um amarelo quente e no cheiro forte a incenso. Começa a consulta de astrologia tibetana, que é dividida em três partes: primeiro a explicação da conjugação de energias para este, que é o ano tibetano; depois desmistificam-se os elementos - água, fogo, ferro, terra e madeira - e, por último, Ana (nome fictício) saberá qual foi a sua última reencarnação e a sua ligação à vida actual. "Se tiveres questões, chamamos o mestre e ele pergunta ao oráculo. As perguntas têm de ter ordem específica", explica Pempa à cliente. A consulta continua e nós saímos, para que seja feita com mais serenidade.

São cinco, estão há oito anos em digressão mundial e fazem parte do primeiro grupo de monges tibetanos abençoados pelo Dalai Lama. Depois de seis meses em Espanha e dois em Itália, no âmbito do Oitavo Tour Mundial pela Paz Interior, chegaram a Portugal para ficar até 3 de Dezembro. A intenção é divulgar o seu conhecimento sobre astrologia, medicina, cura psíquica e filosofia do Tibete. Realizam consultas, cerimónias, ateliês e workshops para promover a cultura tibetana em Portugal.

"Este intercâmbio serve para que as pessoas ocidentais possam ter acesso e ficar mais interligadas com a cultura budista", conta Margarida Castro, coordenadora da Inkarri Portugal, a associação multicultural responsável pela visita. 

Os monges são todos bem-dispostos por natureza. E bastante sorridentes. A seriedade chega no momento da puja Kangso - a cerimónia que o i escolheu para assistir. Os pés têm de entrar descalços e por isso tiramos os sapatos à entrada. Dentro da sala estão cerca de 20 participantes, que procuram eliminar obstáculos e ter protecção e apoio da deidade. Este é o objectivo desta cerimónia. O rito é, novamente, separado por três fases, onde são recitados mantras preparados para o propósito. Na primeira - "o Refúgio de Buda" - pretende-se desenvolver a dedicação. À segunda, pertence amotivação. No fim é momento de oferendas à divindade, através do canto e da música, produzida com tambores, sinos e os Tingsha (uma espécie de pratos de choque tibetanos). Entre outras simbologias, é chegada a hora de Pempa Namgyal levar para fora do espaço um bule vermelho, que representa a acumulação de energias negativas. Passada uma hora e meia o ritual termina e as negatividades já não pertencem àquele espaço, nem a quem lá se encontra. "Gostei muito desta puja. Quando estou com os monges sinto uma paz interior inexplicável. Adorava passar um mês na companhia deles, no mosteiro. Infelizmente é impossível", desabafa Sofia Ubach-Chaves, depois da cerimónia, num estado de tranquilidade evidente.

Mal pisaram o país, os monges foram até uma esplanada de praia comer sardinhas, copiando o prato da mesa ao lado. Dizem que gostaram e, ao mesmo tempo que se riem efusivamente, transmitem calma. É quase impossível ficar indiferente. Pempa Namgyal é quem mais fala por ser o único a saber inglês. Quando criança, a mãe mandou-o para o Mosteiro Monástico de Gaden Shartse, como acontece com a maioria dos monges: "Agora estou bem. Quando era novo foi muito complicado porque tinha saudades de casa", conta. E no mosteiro não tem qualquer contacto com a família: "Além disso é muito longe do sítio onde a minha família vive." Ali, acorda sempre às 5h30 para orar com os restantes 1500 monges. (Com excepção dos fins-de-semana e feriados, onde o horário de sono pode ser estendido até às 7h30). Depois das orações e da puja matinal, é altura de tomar o pequeno-almoço, normalmente composto por pão tibetano, feito pelos próprios, e chá-manteiga (uma mistura de chá preto, leite, manteiga e sal). As aulas começam às 09h30 e dão lugar ao almoço, por volta das 11h00. A partir daí, o dia é preenchido com mais lições, mantras, jantar e orações antes da hora de dormir, às 23h30. Fica feliz por poder deixar uma mensagem aos leitores do i. Depois de um momento de pausa para pensar, diz finalmente: "Por vezes sentimo-nos felizes, noutras não. É a medida da vida. Gostem de vós e sejam mais satisfeitos. E conscientes. O mundo já perdeu muito com os conflitos. Assim como as religiões." No fim da conversa, que teve de terminar para dar lugar à puja, Pempa acrescenta: "Há sempre escolha. Ninguém obriga ninguém a nada. Nós não viemos aqui para sermos escravos - nem do dinheiro, nem de pessoas. Temos valor e qualidades que devem ser preservadas." Descruzou as pernas, antes em posição de lótus, levantou-se e cantou mantras.

http://www.ionline.pt/conteudo/86975-budismo-enviados-dalai-lama-purificar-portugal

http://www.facebook.com/pages/Monges-Tibetanos-em-Portugal/138633332841212
http://www.tourmundialpelapazinterior.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

XX Encontro Inter-Religioso de Meditação

A União Budista Portuguesa e a Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa convidam os membros de todas as confissões religiosas para o XX Encontro Inter - Religioso de Meditação, que decorrerá hoje, dia 8, das 19 ás 20h, na ESMTC, Rua D. Estefânia, 175
.
Este encontro está integrado no programa de actividades da Exposição das Relíquias do Buda e de Outros Grandes Mestres Budistas,que decorre neste espaço entre 6 e 14 de Novembro.

Este Encontro é dedicado ao objectivo da Exposição, a promoção do diálogo inter-religioso e a Paz no mundo. Como habitualmente,serão lidos curtos textos (1 a 2 m) de cada religião presente, seguidos de uma curta reflexão e de 25 minutos de meditação em silêncio, após a qual poderá haver diálogo e partilha de experiências.

Bem hajam pela vossa presença e divulgação destas iniciativas!

Façamos nossa a diferença e a Paz que desejamos no mundo !

domingo, 7 de novembro de 2010

Editorial do nº2 da Cultura ENTRE Culturas, apresentado no dia 11, Sala do Arquivo dos Paços do Concelho (Largo do Município), às 19h



Editorial

Após o primeiro número, cujo tema foi o diálogo intercultural, a Cultura ENTRE Culturas dedica este segundo número ao diálogo entre Ocidente e Oriente, na circunstância oportuna da comemoração dos 500 anos da chegada dos portugueses a Goa. O diálogo Ocidente-Oriente, esses dois grandes pulmões do planeta, tem sido e é cada vez mais a matriz do que de mais significativo surge na história planetária do homem e das manifestações do espírito que nele e em tudo sopra. A cultura portuguesa tem ocupado (para o melhor e o pior) um lugar central nessa interlocução e a nossa revista pretende renovar essa tradição.

Abrimos com uma homenagem a dois vultos que recentemente partiram: Raimon Panikkar, membro da Comissão de Honra da revista e insigne colaborador que nela provavelmente teve a sua última publicação em vida; António Telmo, figura maior do pensamento português contemporâneo, que nos enviou um texto sobre a espiritualidade persa em Luís de Camões e do qual nos honramos por publicar também o seu derradeiro escrito, sobre Raymond Abellio e a descoberta portuguesa do trans-histórico (os nossos agradecimentos a José Guilherme Abreu). Panikkar é um ícone do diálogo Ocidente-Oriente, em particular na vertente europeia-indiana (assumia-se como “cristão-hindu-budista-secular”). Telmo representa a osmose entre filosofia portuguesa e Cabala hebraica. Aos dois o nosso sentido “Até sempre!”.

No que respeita aos ensaios, Carlos João Correia mostra, com o habitual rigor e clareza, como a questão da identidade pessoal, central no Ocidente e no Oriente, se antecipa na filosofia indiana clássica, bramânica e budista. Rui Lopo apresenta uma promissora visão panorâmica da sua investigação sobre a recepção ocidental do budismo (também na cultura portuguesa). Amon Pinho mostra a evolução do pensamento de Agostinho da Silva sobre o budismo e o cristianismo, no contexto de um progressivo ecumenismo paraclético. Paulo Borges assinala a fecundidade do entre em Fernando Pessoa, interpretando o poema “King of Gaps”, bem como as figuras de D. Sebastião e do Quinto Império na Mensagem, a partir da noção tibetana de bar-do (entre-dois, estado intermédio).

Na secção “Éditos e inéditos” a revista continua a contar com a colaboração de figuras de renome internacional. O cientista e monge Matthieu Ricard faz uma estimulante síntese do diálogo entre as neurociências ocidentais e a tradição budista, sob a égide do Dalai Lama, bem como das descobertas científicas recentes acerca dos benefícios da prática regular da meditação para o desenvolvimento pessoal e social. Françoise Bonardel oferece-nos um inédito onde pondera o lugar de Deus, dos deuses e do divino no (mono)teísmo e no budismo, reflectindo sobre as vantagens e riscos do encontro das duas tradições no Ocidente contemporâneo. Dzongsar Khyentse Rinpoche, carismático mestre espiritual tibetano, realizador de cinema e autor de O que não faz de ti um budista, adverte num estilo incisivo para os problemas da transposição do budismo para o Ocidente. Giangiorgio Pasqualotto presenteia-nos com uma entrevista inédita sobre o lugar do Oriente na sua vasta obra e sobre a sua proposta de uma “filosofia intercultural”, equidistante de qualquer centrismo, ocidental ou oriental. Ricardo Ventura transcreve um trecho de um manuscrito português do século XVI, que mostra o lugar pioneiro dos missionários portugueses no conhecimento da cultura hindu no Ocidente. A introdução ao texto também mostra, todavia, os preconceitos religiosos e proselitistas que presidiram a este encontro de culturas, contribuindo por(des)ventura para a paradoxal inibição dos Estudos Orientais no país que mais demandou o Oriente.

Numa secção com textos vários, a visão de António Telmo de um Camões interiormente persa articula-se com a reflexão de Sam Cyrous sobre religião e política na Pérsia antiga e no Irão contemporâneo. O escritor intenso que é Miguel Gullander medita sobre o “cadáver” e a “silenciosa testemunha em tudo o que acontece”. Duarte Braga problematiza o “orientalismo” na poesia de Gil de Carvalho e Abdul Cadre inicia-nos no Caminho de Santiago e nos enigmas dos dois decapitados, Santo Iago e Prisciliano, que bem nota haverem sido dois heréticos, respectivamente entre judeus e cristãos.

Quanto aos poetas, a sua voz surge “entre-calada” pela dos sábios e dos santos homens: será assim doravante.

Abre-se, desde logo – pela mão de Rumi (i.e.“o Romano”) – , com a grandeza da alma sufi, que nos mostra que o Mesmo, o Único, o Insondável, está em todos os corações e lugares; e tão plena e intensamente o está, a ponto de parecer “embriagado, intoxicado e perturbado” aquele que lhe seja lugar, talqualmente os apóstolos do Cristo, no dia de Pentecostes, a quem alguns criam “cheios de vinho doce”(At. 2,13). O Sem Nome, na verdade, tal como vinho, com nada tolera coabitar no coração do homem. É único, e por isso é Único o Único, que em tudo é detectável nesse divino jogo de escondidas que por toda a parte se/nos verifica.

A palavra de Vicente Franz Cecim, primordial e incantatória, virgem como o pulsar amazónico, convoca as “aves profundas” que sobrevoam as “pedras dos dedos da oração”. Ethel Feldman, voz intimista que se nos oferece com o rigor da vibrante lâmina do sentir, enuncia “o voo e via[gem]” do presente, “tempo de sempre / tão tempo de ser”. O verbo de Maria Sarmento, por seu lado, de orvalhada pureza sempre, ressoa ecos do raro “canto mudo das rosas e dos veleiros”: nele “sobe aos lábios um canto, [e] sopram-se segredos”. Sussurrantemente.

Longchenpa, um dos maiores vultos da tradição budista tibetana, fala-nos acerca daquela sabedoria não-dual que emerge da compreensão da natureza, originalmente pura, da mente: a ler como quem não lesse! Flávio Lopes da Silva, em poesia de frescura surpreendente, vai ao ponto de falar-nos de um, não menos surpreendente, “apostador que ao ler um poema dissesse: chega!”. Deixa-nos também um conjunto de vívidos aforismos a ler com todos os olhos.

Sylvia Beirute, que canta sob a luz mediterrânica os al-gharbs de ser viva voz, garante-nos “a certeza de não cabermos numa única possibilidade”; daí, talvez, a pertinência do seu “projecto de ser uma mulher de açúcar” e propor-se assim como “um exemplo de não exemplo”: voz a não perder. De Donis de Frol Guilhade nada se dirá, que sempre prefere nada se diga de quanto haja dizer. Simeão, cognominado “novo teólogo” pela tradição ortodoxa bizantina, exprime suas moções místicas mais abissais, perante o mistério paradoxal da proximidade e inacessibilidade do Divino. Como um selo lacrado a uma “voz já da cascata”, a palavra sábia e rigorosa de T. S. Eliot fala-nos do tempo, do não-tempo nele e do além-tempo em ambos, e em tais termos o faz, que mostra ser “[todo o] poema um epitáfio”. Onde a vida se celebra, a vida para sempre floresce e perdura: ali onde, num entrelaçar de “línguas de fogo” coroantes das crianças, “o fogo e a rosa [são de novo] uma só coisa.”

Raimon Panikkar mostra-nos, num curto mas belíssimo conjunto de nove aforismos (sutras), de que é feita a paz e de como é simples, ainda que não fácil, o fazê-la e o sê-la: texto de uma imensa sabedoria, que, estando a abrir um justo In Memoriam neste número, estaria aqui também no seu mais do que justo lugar. Rómulo Andrade, com a sua arte de primacial pureza, leva a cabo (nas palavras de Ruy Fabiano Rabello) uma “poética que desperta e sinaliza no rumo duma consciência mais clara e solidária entre as pessoas e a própria vida”: a ver, sempre. João Paulo Farkas, o fotógrafo convidado para este número, é senhor de um olhar sobre o homem e a Natureza que, dir-se-ia, nos faz sentir “desaparecidos”, lembrando aquela espantosa palavra de António Maria Lisboa, aliás algures citada na revista: “ver é desaparecer”. E é.

O diálogo entre as culturas e entre cada uma delas e o que a todas transcende e equipara é o grande desafio do nosso tempo. É dele que depende o universalismo autêntico, caminho do meio entre nacionalismo cultural e globalização homogeneizadora. É por essa via que seguimos, criando/descobrindo pontes, mediações, elos. No próximo número em companhia de Fernando Pessoa, comemorando ainda os 75 anos da passagem desse que é um dos expoentes maiores de um trans-Portugal armilar, cumprindo-se e superando-se na mediação de todos com tudo.


Paulo Borges
Luiz Pires dos Reys

arevistaentre.blogspot.com

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

traduções budistas de Berzin

"Os Arquivos de Berzin são uma coleção de traduções e ensinamentos do Dr. Alexander Berzin, principalmente sobre as tradições Mahayana e Vajrayana do budismo tibetano. Cobrindo as áreas de sutra, tantra, Kalachakra, dzogchen e meditação mahamudra, os arquivos apresentam materiais de todas as cinco tradições tibetanas: Nyingma, Sakya, Kagyu, Gelug e Bon, assim como comparações com o budismo Theravada e o islamismo. Os Arquivos incluem também material sobre astrologia e medicina tibetanas, Shambhala e história do budismo."


http://www.berzinarchives.com/web/pt/index.html

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

lisboa:30 de Outubro a 3 de Dezembro monges tibetanos


Gaden Shastre Monastery

De 30 de Outubro a 3 de Dezembro

Monges Tibetanos do Mosteiro Universitário Gaden Shastre



Com a apresentação do gabinete de S.S. o Dalai Lama, a Coordenação Mundial da Universidade PNEUMA e a co-coordenação de INKARRI Associação Multicultural, os Monges Tibetanos do Gaden Shartse Monastery University, realizarão na Europa e na América, o Oitavo Tour Mundial.
…para mais informação consulte os blogs da Tour Mundial Pela Paz Interior em Portugal

domingo, 24 de outubro de 2010

Conferência Dharma e Ecologia

Conferência com Lama Cheudroup | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 28.Out

Conferência | Dharma e Ecologia
28.Out às 18h30
Sala Mattos Romão - Departamento de Filosofia da FLUL

Lama Cheudroup é um jovem Lama ocidental. Depois de terminar os seus estudos, ele realizou o tradicional retiro três anos, três meses e três dias sob a orientação do Lama Denys Rinpoche.
Há vários anos, desde que terminou o seu retiro, que ensina e promove o desenvolvimento do Dharma no âmbito da Sangha Rimay.

Lama Cheudroup irá falar-nos de um dos temas mais atuais - a Ecologia - na perspetiva do Dharma, a filosofia budista.

Organização | Sangha Rimay Lusófona - www.SanghaRimayLusofona.net
Organização | Projeto Filosofia e Religião do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
Apoio | União Budista Portuguesa - www.centrofilosofia.org
Mais informação | tel 933 284 587 - sangharimaylusofona@gmail.com
Entrada livre

Retiro com Lama Cheudroup

Seminário Retiro com Lama Cheudroup | Lisboa, 29.Out - 1.Nov de 2010

Seminário-Retiro | Introdução à Meditação na tradição Tibetana
29.Out às 16h00 a 1.Nov às 16h00.
Sede da União Budista Portuguesa - Av. 5 de Outubro, nº122, 8º esq. Lisboa.
Custo: 30€/dia - Retiro completo: 80 €.


Lama Cheudroup é um jovem lama ocidental. Depois de terminar os seus estudos, ele realizou o tradicional retiro três anos três meses e três dias sob a orientação do Lama Denys Rinpoche.
Há vários anos, desde que terminou o seu retiro, que ensina e promove o desenvolvimento do Dharma no âmbito da Sangha Rimay.

O retiro irá abordar a prática no contexto do Grande Veículo - Mahayana, o Caminho do Bodhisatva - incidindo sobre a meditação Samatha - Vipassyana, as Quatro Ideias Fundamentais e o Sutra do Coração - Prajnaparamita.

Organização | Sangha Rimay Lusófona - www.SanghaRimayLusofona.net
Apoio | União Budista Portuguesa
Inscrições | tel 933 284 587 - sangharimaylusofona@gmail.com
Mais informação | www.SanghaRimayLusofona.net

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Retiro de Meditação na Cidade - 24 de Outubro - pelo bem de todos os seres e pela Paz no Mundo

Retiro de Meditação na Cidade – 24 de Outubro

Pelo bem de todos os seres e pela Paz no Mundo, na abertura do programa de actividades da Exposição de Relíquias do Buda e de outros grandes mestres budistas, que terá lugar de 6 a 14 de Novembro, no mesmo espaço.

Mais informações sobre esta Exposição:
http://maitreyaproject.org/en/relic/media-links.html

Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Palácio da Estefânia – Rua D. Estefânia, 175 - Lisboa

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Este Retiro é uma oportunidade de conhecer ou aprofundar a experiência meditativa, oferecendo-nos um espaço de encontro connosco próprios que permita a descoberta de quem realmente somos, para além de qualquer pressuposto moral, filosófico ou religioso. O Retiro inspira-se na via do Buda, enquanto via terapêutica e experimental que conduz ao despertar da consciência para o conhecimento de si e o amor-compaixão universal.

O retiro será facilitado por Paulo Borges, professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e Presidente da União Budista Portuguesa.

Programa

10-13 h (com intervalos de meditação em andamento)

Porque meditar e como meditar? A motivação amorosa-compassiva, a purificação dos canais energéticos e os sete pontos da postura.
Shamatha: estabilização da mente na atenção às sensações físicas, à respiração e ao fluxo das emoções e dos pensamentos.

13 h - Almoço

15-18 h (com intervalos de meditação em andamento)

Troca/Tonglen – Transformação das emoções e abertura do coração a todos os seres.
As quatro meditações ilimitadas: amor, compaixão, alegria e imparcialidade.
Meditação com mantras.

Contribuição: 40 euros

O Retiro abre o programa de actividades associado a RINGSEL – Exposição de Relíquias do Buda e de outros grandes mestres budistas, que terá lugar de 6-14 de Novembro no mesmo espaço. Parte das verbas são destinadas a custear as despesas deste evento.

Organização: União Budista Portuguesa / Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Apoio: revista Cultura ENTRE Culturas

terça-feira, 12 de outubro de 2010

RINGSEL - Exposição de Relíquias do Buda e de outros mestres budistas




Projecto Maitreya

Exposição de Relíquias do Buda e de outros Grandes Mestres Budistas

PORTUGAL 2010
[Lisboa, 6-14 Nov. | Funchal, 19-21 Nov. | Porto, 26-28 Nov.]

Maitreya Project: www.maitreyaproject.org/pt E-mail: projectomaitreya@uniaobudista.pt

União Budista Portuguesa, Av. 5 de Outubro, nº 122, 8º esq., 1050-61 Lisboa - PT | 213 634 363 | www.uniaobudista.pt

DOSSIER DE IMPRENSA

Exposição Itinerante – Ringsel – Relíquias do Buda

Projecto Maitreya
RELÍQUIAS DO BUDA E DE MESTRES BUDISTAS VISITAM PORTUGAL
Datas 06 a 14 de Novembro, 2010 - Lisboa
Local Lisboa – Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Rua de D. Estefânia, 175, 1000-154 Lisboa
E-mail projectomaitreya@uniaobudista.pt

Horários Dia 6, Sábado, 17h00 – 19.00
17h00 - Cerimónia de Abertura
7 a 14 - 10h00-19h00

Organização Maitreya Project | União Budista Portuguesa | Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa

Contactos gerais Tour Manager : Andy Melnic
Direcção: Paulo Borges, t. 918113021,E-mail: pauloaeborges@gmail.com
Coordenação: Sérgio Gorjão, t. 936498289, E-mail: sergiogorjao@gmail.com
Contacto Imprensa Media Manager: Maria de Lurdes Mesquita, t. 964748310, E-mail: projectomaitreya@uniaobudista.pt

A exposição de relíquias do Buda e de outros mestres budistas constitui uma oportunidade única para as observar e poder experienciar algumas cerimónias a ela associadas. Esta preciosa colecção destina-se a ser integrada no Altar do Coração, num templo-estátua a construir em Kushinagar, na Índia, e dispõe de contributos e doações de muitos dos principais Lamas vivos contemporâneos, onde se destaca Sua Santidade o XIV Dalai Lama.

Enquanto a estátua não estiver terminada, as relíquias sagradas estarão em itinerância pelo mundo, com o objectivo central de, numa perspectiva intercultural e inter-religiosa, promover os valores da Paz e da Felicidade no Mundo. É neste contexto de itinerância que a exposição tem vindo a percorrer, desde 2001, os 5 continentes, em cerca de 50 países e 500 exposições.

As relíquias expostas têm diversas proveniências, algumas foram resgatadas em monumentos religiosos (stupas) que foram sendo destruídos, outras estiveram à guarda de prestigiadas instituições (mosteiros, departamentos governamentais do Tibete e museus), ou ainda nas mãos de alguns Lamas ou seus discípulos; contudo a maioria das relíquias foram encontradas entre as cinzas da cremação de alguns mestres. Estes enigmáticos objectos assemelham-se a belos cristais, como pérolas, podendo ter várias cores.

Para os budistas estas relíquias corporizam as qualidades espirituais dos mestres, a sua compaixão e sabedoria, e são geradas com a intenção de, mesmo depois sua morte,
continuarem a beneficiar os seres. Frequentemente os visitantes vivenciam, por força da sua fé e do poder das relíquias, uma forte inspiração, pacificação interior e cura. Algumas pessoas sentem-se inspiradas a rezar pela paz mundial e pelo desenvolvimento de sabedoria, outros são tomados pela emoção devido ao
poderoso efeito que as relíquias têm em abrir os seus corações a uma dimensão de amor e compaixão.

Maitreya Project: www.maitreyaproject.org/pt
E-mail: projectomaitreya@uniaobudista.pt
União Budista Portuguesa, Av. 5 de Outubro, nº 122, 8º esq., 1050-61 Lisboa - PT | 213 634 363 | www.uniaobudista.pt

Além da possibilidade de observação das relíquias, claramente visíveis dentro de vitrinas dispostas junto à estátua dourada, em tamanho natural, do Buda Maitreya; os visitantes podem também participar em várias cerimónias: a purificação – com o “Banho do Buda”; a cerimónia de bênção, com a cuidadosa imposição das relíquias do Buda no topo da cabeça dos visitantes ou dos seus animais de estimação; a inscrição do “Sanghata Sutra” e meditação.

Paralelamente às iniciativas próprias da exposição, desenvolve-se ainda um programa
educativo, cultural e social que permite às pessoas interessadas o contacto com os temas da Paz, saúde e bem-estar, aprender diversos tipos de meditação e, sobretudo, encontrar um espaço e pessoas com quem reflectir sobre os valores da Paz interior e no mundo.

Integrado neste programa realiza-se o Colóquio Internacional "Oriente-Ocidente: diálogos e cruzamentos", em 10 e 11 de Novembro, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e na Câmara Municipal de Lisboa. No dia 10, a partir das 18h, no Anf. III, será apresentado o livro Descobrir-se Buda, de Paulo Borges, e pelas 19 h falará o Professor François Jullien. No dia 11, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, na Câmara Municipal de Lisboa, será apresentado o nº2 da revista Cultura ENTRE Culturas, dedicado ao Encontro Ocidente-Oriente.

De acordo com a tradição budista, Maitreya será o próximo Buda a trazer ensinamentos sobre o amor bondoso a este mundo. É por isso importante cultivar estes valores e, uma das formas para que isso aconteça, passa pela construção de uma estátua de bronze, com 152m, em Kushinagar, que albergará as relíquias e será o centro de uma intensa actividade intercultural e inter-religiosa na promoção da Paz e dos valores humanos. Kushinagar, cidade localizada no estado de Uttar-Pradesh, no norte da Índia, é o local onde Buda Shakyamuni, o Buda histórico, morreu há cerca de 2500 anos e é também o sítio onde se diz que o Buda Maitreya irá nascer. Por esse motivo é um lugar sagrado para a tradição budista e um espaço de grande simbologia histórica e religiosa na cultura mundial.

O Projecto Maitreya procura colocar os ensinamentos do amor bondoso em acção, através dos seguintes projectos:

• Construção da estátua do Buda Maitreya, em Kushinagar – monumento magnífico
dedicado ao amor bondoso, para inspiração dos povos em todo o mundo;
• Criação de estruturas e oferta gratuita de educação, saúde e desenvolvimento espiritual
numa das áreas mais pobres do norte da Índia;
• Criação de empregos temporários e de longo prazo;
• Desenvolvimento de infra-estruturas;
• Actuar como foco e centro de influência para o desenvolvimento sustentável e positivo desta região emergente da Índia.

“O próprio nome Maitri significa amor bondoso. No nosso mundo actual realmente precisamos promover Maitreya, “Maitri”, o amor bondoso. Este é um grande projecto desde o início. Tenho grande admiração por estas pessoas, especialmente por Lama Yeshe (já falecido) e pelo Lama Zopa Rinpoché, que realmente se devotaram à criação desta enorme estátua, assim como por todos aqueles seguidores que se esforçam para que isto aconteça. Eu realmente os admiro e aprecio.”

- Sua Santidade o XIV Dalai Lama

A Comissão Organizadora da exposição portuguesa encontra-se disponível para quaisquer
esclarecimentos, informação e entrevistas.

Para mais informações, sobre o Projecto Maitreya e a Digressão das Relíquias do Buda,
download do dossier de imprensa (versão inglesa) imagens e actualizações, por favor visite o site www.maitreyaproject.org

A exposição das relíquias em Portugal irá ainda em 2010 ao Funchal (19 a 21 de Novembro) e Porto (26 a 28 de Novembro).

Entrada livre

Todos os donativos aceites reverterão para o Projecto Maitreya.

Organização: União Budista Portuguesa / Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Apoio: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa / Revista Cultura ENTRE Culturas

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Lista de Signatários da Petição Pela abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros

Lista de Signatários da Petição Pela abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros

Retiro na Serra da Estrela - Como lidar com as emoções perturbadoras

Retiro de Estudo e Prática do Budismo e da Meditação Budista
Casa Grande – Paços da Serra (15 a 17 de Outubro)

Programa:

Dia 15:

19.00- 22.00- Acolhimento e introdução ao Retiro

Dia 16:

8.00- Pequeno-almoço
9.00-13.00 (com intervalos) – As 6 emoções perturbadoras e os seis mundos do samsara: apego, orgulho, inveja e ciúme, avidez e avareza, ódio e cólera, torpor mental. Como nos afectam e como transformá-las usando o método dos antídotos. As quatro meditações ilimitadas: amor, compaixão, alegria e imparcialidade.
Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Shamatha – estabilização da mente na atenção às sensações físicas, à respiração e ao fluxo das emoções e dos pensamentos.
13.30- Almoço (vegetariano)
15.00-19.00 (com intervalos) – Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Vipassana – Compreensão da natureza profunda das emoções perturbadoras mediante o método da auto-libertação.
19.30- Jantar (vegetariano)

Dia 17:

8.00- Pequeno-almoço
9.00-13.00 – Revisão dos dois métodos de lidar com as emoções. Troca/Tonglen – abertura do coração a todos os seres.
13.30- Almoço (vegetariano)
15.00-18.00 – Introdução à meditação com visualizações e mantras.

O retiro será facilitado por Paulo Borges, Professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e Presidente da União Budista Portuguesa.
Terá lugar na "Casa Grande", Turismo de Habitação, em Paços da Serra.

Preço por pessoa refeições incluídas
2 Dias + 2 Noites quarto 1 pessoa 185€ quarto 2 pessoas 175€

- É necessário inscrever-se previamente por telefone ou e-mail até 7 de Outubro
- É importante trazer almofada e tapete de meditação
- O evento só se realizará com um mínimo de 10 participantes

Para inscrições contactar:
Margarida Vasconcelos
Tlm: 934297935
Tel: 238496341
info@casagrande.com.pt
www.casagrande.com.pt

Para mais informações sobre o retiro:
Paulo Borges
pauloaeborges@gmail.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DESCOBRIR-SE BUDA. Retiro de introdução ao budismo e à meditação budista - Quinta das Águias - 10-12 de Setembro

DESCOBRIR-SE BUDA
RETIRO DE INTRODUÇÃO AO BUDISMO E À MEDITAÇÃO BUDISTA
COM PAULO BORGES

QUINTA DAS ÁGUIAS - 10-12 DE SETEMBRO

Em busca da profunda felicidade e visando dar um maior sentido à sua vida, muitos encontraram na filosofia e prática Budistas o seu caminho. Um número crescente de pessoas quer saber o que o Budismo e a meditação Budista podem significar para elas. Assim, estamos muito felizes por anunciar este retiro para aqueles que querem saber mais sobre o caminho Budista com Paulo Borges. Esta combinação de ensinamentos e prática pode também ser do interesse para pessoas já na via Budista.

Programa

Dia 10 – 6ª feira
17.00 – 19.00 - Chegada e acomodação
19.30 – 20.30 – Jantar
21.00 – 22.00 – Introdução ao sentido e objectivos do retiro: as quatro nobres verdades e o Buda em nós

Dia 11 – Sábado

07.30 – 09.00 - Introdução à meditação budista
09.00 – 10.00 – Pequeno-almoço
10.00 – 13.00 (com um intervalo) - Shamatha – atenção plena às sensações físicas, à respiração, ao fluxo das emoções e dos pensamentos e aos fenómenos externos.
13.30 – 14.30 – Almoço
15.00 – 19.00 (com um intervalo) – Revisão de shamatha. Introdução a vipassana –
Compreensão da natureza profunda dos fenómenos internos e externos.
19.30 – 20.30 – Jantar
21.00 – 22.00 – Sessão de meditação

Dia 12 – Domingo

07.30 – 09.00 – Sessão de meditação shamatha-vipassana
09.00 – 10.00 – Pequeno-almoço
10.00 – 13.00 (com um intervalo) – As quatro meditações ilimitadas: amor, compaixão, alegria e imparcialidade. Como integrar as experiências agradáveis e desagradáveis na via do Despertar. Troca/Tonglen: transformação das emoções pelo bem de todos os seres.
13.30 – 14.30 – Almoço
15.00 – 17.00 – Introdução à meditação com visualizações e mantras. Descobrir-se Buda.
17.00 Regresso da Quinta das Águias

Paulo Borges

O retiro será facilitado por Paulo Borges, praticante budista desde 1983 e orientador, desde 1999, de seminários e cursos mensais teórico-práticos sobre budismo e meditação budista. Tradutor de livros budistas e tradutor-intérprete de mestres budistas incluido S.S. Dalai Lama. Autor, entre outros, de O Budismo e a Natureza da Mente (com Matthieu Ricard e Carlos João Correia) e O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa (com Duarte Braga). Professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e Presidente da União Budista Portuguesa.

Quinta das Águias

Um local de retiros tranquilo no meio da natureza situado na área rural de Paredes de Coura no Norte de Portugal com partes de bosque, campos e jardim. Esta antiga quinta de cerca de 6ha compreende casa de pedra antiga restaurada que funciona como guesthouse e uma sala de práticas.

Opções de alojamento:
- Na guesthouse com a capacidade de alojamento para 16 pessoas em quartos para 2, 4 e 6 pessoas.
- Acampamento no parque com utilização das instalações da guesthouse
- Contactos de outras possibilidades fora da Quinta são disponibilizados a pedido.

Depois da inscrição os participantes receberão um e-mail com descrição do caminho sobre a forma de chegar à Quinta das Águias.

Pede-se aos convidados durante a sua estadia para:
- Não trazerem produtos animais para consumo. Todas as refeições são vegetarianas.
- Não fumarem nem trazerem ou usarem ouros produtos intoxicantes dentro da Quinta.
- Respeitarem as normas da Quinta que receberão após a inscrição.

Custos e Inscrições:
- Custo do retiro (incluindo alojamento na guesthouse e refeições): € 140
- Pessoas que acampam (incluindo a utilização das instalações da guesthouse e refeições): € 120
- Pessoas que alojam no exterior (excluindo alojamento, incluindo refeições): €115

Para inscrições e pagamento contactar: quintadasaguias@gmail.com

Por razões de organização aplica-se o seguinte:
- Para participar é necessário inscrever-se previamente
- As reservas tornam-se efectivas apenas após pagamento.
- Não haverá reembolso das quantias pagas.

Apreciamos a vossa compreensão

Uma parte das verbas será doada à Associação Animais de Rua, com a motivação de contribuir para o bem de todos os seres sencientes.

Para mais informação:

Blog: www.quintadasaguias.blogspot.com
e-mail to quintadasaguias@gmail.com
Tel: Ivone Ingen Housz (+351)91 430 44 13

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Descobrir o Buda em nós - 4/5 de Setembro

Retiro de Introdução ao Budismo e à Meditação Budista
Casa Grande – Paços da Serra (4-5 de Setembro)

Programa:
Dia 3: Acolhimento

Dia 4 :

9.00-13.00 (com intervalos) – Introdução ao budismo e à meditação budista: as quatro nobres verdades.
Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Shamatha – estabilização da mente na atenção às sensações físicas, à respiração e ao fluxo das emoções e dos pensamentos.
15.00-19.00 (com intervalos) – Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Vipassana – Compreensão da natureza profunda dos fenómenos internos e externos. Alguns exercícios de Yoga.

Dia 5:

9.00-13.00 – Revisão do dia anterior. Troca/Tonglen – Transformação das emoções e abertura do coração a todos os seres. As quatro meditações ilimitadas: amor, compaixão, alegria e imparcialidade.
15.00-18.00 – Recapitulação de todo o retiro. Introdução à meditação com visualizações e mantras.

O retiro será facilitado por Paulo Borges, Professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e Presidente da União Budista Portuguesa.
Terá lugar na "Casa Grande", Turismo de Habitação em Paços da Serra.

Preço por pessoa refeições incluídas Em tenda ou dormitório Quarto
(Ocupação 1 Pax) Quarto
(Ocupação 2 Pax )
1 Dia + 1 Noite 80€ 95€ 90€
2 Dias + 2 Noites 130€ 160€ 150€

- É necessário reservar previamente por telefone ou e-mail até 26 de Agosto;
- É importante trazer almofada e tapete de meditação;
- O evento só se realizará com um mínimo de 10 participantes.

Para reservas contactar:
Margarida Vasconcelos
Tlm: 934297935
Tel: 238496341
info@casagrande.com.pt
www.casagrande.com.pt

Para mais informações sobre o retiro :
Paulo Borges
pauloaeborges@gmail.com

domingo, 25 de julho de 2010

"A união da quietude e do movimento" - Uma profunda instrução meditativa

"Quaisquer tipos de pensamentos que surjam, sem os suprimir, reconheçam de onde emergem e onde se dissolvem; e permaneçam focados enquanto observam a sua natureza. Fazendo isto, por fim o movimento dos pensamentos cessa e há quietude... De cada vez que observarem a natureza de quaisquer pensamentos que surjam, eles des...vanecer-se-ão por si mesmos e a seguir uma vacuidade aparece. Do mesmo modo, se também examinarem a mente quando ela permanece sem movimento, verão uma vacuidade não obscurecida, clara e vívida, sem qualquer diferença entre o primeiro e o último estado. Isso é bem conhecido entre os praticantes de meditação e chama-se "a união da quietude e do movimento"

- Panchen Lozang Chökyi Gyaltsen (1570-1662, Tibete).

Khyentse Yangsi Rinpoche em Lisboa - 27-29 de Julho

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Descobrir o Buda em nós - Retiro de introdução ao budismo e à meditação budista - 21-22 de Agosto



Descobrir o Buda em nós
Retiro de introdução ao budismo e à meditação budista
Casa Grande - Paços da Serra
21-22 Agosto

Todos possuímos um infinito potencial de liberdade, sabedoria e bondade, a que a tradição budista chama natureza de Buda. Esse potencial está encoberto pelos nossos conceitos, emoções negativas e padrões inconscientes de comportamento, que nos mantêm constantemente agitados e preocupados, mas pode ser descoberto mediante o acalmar da mente e a abertura do coração. É esse o objectivo deste retiro, que nos oferece um espaço de encontro connosco próprios e possibilita a experiência directa do que realmente somos, para além de qualquer pressuposto moral, filosófico ou religioso.

Como tudo é interdependente e a mente interage com o corpo e o espaço exterior, este retiro beneficia de se realizar em pleno coração de Portugal, junto à Serra da Estrela, onde a nossa simples presença é um factor de regeneração energética e onde poderemos fazer exercícios em plena natureza.

Programa:

Dia 21

9.00-13.00 (com intervalos) – Introdução ao budismo e à meditação budista: as quatro nobres verdades.
Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Shamatha – estabilização da mente na atenção às sensações físicas, à respiração e ao fluxo das emoções e dos pensamentos.
15.00-19.00 (com intervalos) – Sessões teórico-práticas de meditação sentada e em andamento. Vipassana – Compreensão da natureza profunda dos fenómenos internos e externos. Alguns exercícios de Yoga.

Dia 22

9.00-13.00 – Revisão do dia anterior. Troca/Tonglen – Transformação das emoções e abertura do coração a todos os seres. As quatro meditações ilimitadas: amor, compaixão, alegria e imparcialidade.
15.00-18.00 – Recapitulação de todo o retiro. Introdução à meditação com visualizações e mantras.

O retiro será facilitado por Paulo Borges, praticante desde 1983 e orientador, desde 1999, de seminários e cursos mensais teórico-práticos sobre budismo e meditação budista. Tradutor de livros budistas e tradutor-intérprete de mestres budistas. Autor, entre outros, de O Budismo e a Natureza da Mente (com Matthieu Ricard e Carlos João Correia) e O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa (com Duarte Braga). Professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e Presidente da União Budista Portuguesa.

Terá lugar na "Casa Grande", Turismo de Habitação, em Paços da Serra.

Preço por pessoa

Só meio dia Manhã e tarde Manhã, tarde e almoço

Dia 21 25€ 40€ 50€
Dia 21 e 22 50€ 70€ 80€

- É necessário reservar previamente por telefone ou e-mail até 12 de Agosto;
- É necessário trazer almofada e tapete de meditação;
- O evento só se realizará com um mínimo de 10 participantes.

Para reservas contactar:
Margarida Vasconcelos
Tlm: 934297935
Tel: 238496341
info@casagrande.com.pt
www.casagrande.com.pt

Para mais informações sobre o retiro :
Paulo Borges
pauloaeborges@gmail.com

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Um mundo diferente é possível?

Caros amigos,


A conferência "Um mundo diferente é possível?" que a Prof.ª Manuela Silva, a convite conjunto da Sangha Rimay Lusófona e da Associação Abril, ia proferir, foi reagendada para o dia 15 de Julho (quinta-feira) às 19h00 na sede da Associação Abril - Rua de São Pedro de Alcântara, n.º 63, 1ºDt ( junto da Igreja da Misericórdia e em frente ao jardim de São Pedro de Alcântara - metro Chiado, elevador da Glória, bus 58).


O tema relaciona-se com o contexto da actual crise económico-financeira que abala o mundo ocidental e. em particular, Portugal.


Esperamos que vos agrade a nossa proposta e que tragam outros amigos.
Um abraço de amizade.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Adiada a conferência "Um mundo diferente é possível?"

Na passada sexta-feira anunciámos a conferência organizada em conjunto pela Associação Abril e pela Sangha Rimay Lusófona, "Um mundo diferente é possível?"
Porém, por motivos alheios às duas entidades e à conferencista convidada, a professora Manuela Silva, a conferência, agendada para hoje (dia 29 de Junho) às 19h00 foi adiada.
As razões que nos levaram a tomar esta decisão, prendem-se com o facto de à mesma hora haver, junto à sede da Abril, um encontro de adeptos do futebol que se adivinha festivaleiro e ruidoso.
Pelo facto pedimos as nossas desculpas. Assim que tivermos nova data para daremos notícias. Até lá divirtam-se também com a festa do futebol.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

No plano de actividades da Abril salientámos o propósito de desenvolver o lema "a cultura do desassossego", abordando questões da actualidade e da cidadania, o que temos realizado durante este ano.


Desta vez queremos abordar o tema "Um mundo diferente é possível?", enorme desafio no contexto actual da presente crise económico-financeira que abala o mundo ocidental e em particular Portugal.

Assim, em colaboração com a Sangha Rimay Lusófona convidámos a professora Manuela Silva, grande especialista nesta matéria, para um debate sobre o momento que se vive em Portugal e no mundo e sobre o papel dos cidadãos numa possível e necessária mudança de modelo político, económico e social.


O encontro realiza-se no dia 29 de Junho, terça feira , às 19.00h na sede da Associação Abril, Rua de São Pedro de Alcântara, n.º 63, 1ºDt ( junto da Igreja da Misericórdia e em frente ao jardim de São Pedro de Alcântara - metro Chiado, elevador da Glória, bus 58).

Esperamos que vos agrade a nossa proposta e que tragam outros amigos.

Um abraço de amizade.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Perante recentes acontecimentos, publico a seguinte declaração, que consta no site da UBP

Tendo tido conhecimento de várias actividades promovidas pelo Dr. Carlos Amaral - que se tem apresentado com o título de Venerável Lama Khetsung Gyaltsen e como representante de Sua Santidade o Dalai Lama - , em nome da tradição budista, e que têm sido objecto de polémica e dúvidas, a União Budista Portuguesa declara publicamente que o referido senhor, havendo solicitado há cerca de 5 anos a inscrição de uma associação por si dirigida na União Budista Portuguesa, e tendo-lhe sido solicitada a apresentação do seu historial e credenciais, que permitissem o reconhecimento da sua legitimidade, nunca o fez. Por este motivo a União Budista Portuguesa não pode garantir a fiabilidade da orientação budista das actividades do Sr. Carlos Amaral e declina qualquer responsabilidade pelas mesmas.

7.5.2008

O Presidente da Direcção

Paulo Borges

Curso de Educação Parental - Educar para o Bem-Estar

No mundo moderno os estímulos constantes dificultam o papel dos educadores. Com este curso procuramos ajudar os pais a lidar com as dificuldades do dia a dia e a construir relações de qualidade com os filhos. Utilizamos conhecimentos de psicologia, pedagogia, técnicas de meditação e relaxamento, unindo assim saberes ocidentais e orientais, em prol de um mundo harmonioso e equilibrado, assente no bem-estar comum.
Programa:
1) Identificação e liberdade
2) Ansiedade e transformação
3) Os limites e o respeito
4) O tempo e a qualidade da relação
5) Alegria e Felicidade

Inscrições: sede@uniaobudista.pt / 213634363 (das 18 às 20h) - Av. 5 de Outubro, 122, 8º Esq., Lisboa; www.uniaobudista.pt
Datas:de 3 a 31 de Julho, aos Sábados, das 15-18h (5 sessões – 15horas)

Uma real indisponibilidade económica não é impeditiva, contacte-nos.

Formadores: Vasco Inglez - Psicopedagogo, Psicoterapeuta, Grupannalista
Aldora Amaral – Praticante e monitora de Meditação Budista com Formação em “ Taças Tibetanas" e em Acção Social.

sábado, 29 de maio de 2010

O Fim do Sofrimento

de Thich Nhat Hanh


Que o som deste sino penetre profundamente no cosmos.

Que mesmo nos lugares mais escuros os seres vivos o possam ouvir claramente

Por forma a que todo o seu sofrimento cesse, que a compreensão venha aos seus corações

E que eles transcendam o caminho da dor e da morte.



A porta universal do dharma está já aberta

O som da maré, subindo, ouve-se claramente

O milagre acontece.

Uma bela criança aparece no coração da flor de lotus.

Uma única gota desta água compassiva é suficiente para trazer de volta a primavera refrescante às nossas montanhas e rios.



Ao ouvir o sino eu sinto que as aflições, dentro de mim, começam a dissolver-se.

A minha mente calma, o meu corpo relaxado

Um sorriso nasce nos meus lábios.

Seguindo o som do sino, a minha respiração traz-me de volta à segura ilha da atenção plena.

No jardim do meu coração, as flores da paz florescem maravilhosamente.

***************************************************

Pode ouvir-se o texto, na voz do próprio Thich Nhat Hanh, no video abaixo:

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Matthieu Ricard em Lisboa - dia 26 - 21 h - A não perder!



Reservas/ Informações: 707 234 234
Locais de venda: Bilheteira da sala, Fnac, Ag. ABREU, Worten,
C. C. Dolce Vita, Megarede, El Corte Inglês(Lisboa e Gaia)
www.ticketline.sapo.pt

Preços de 15€ (Plateia) e 10€ (Estudantes)

Matthieu Ricard é um monge budista francês, fotógrafo e autor. Vive e trabalha no mosteiro Shechen Tennyi Dargyeling no Nepal, Himalaias, há quarenta anos.
Nascido em França em 1946, filho do conhecido filósofo francês Jean-François Revel, cresceu no seio das ideias e personalidades dos círculos intelectuais franceses. Viajou para a Índia em 1967.

Doutorado em genética molecular no Instituto Pasteur de Paris em 1972, decidiu abandonar a sua carreira científica e concentrar-se na prática do budismo tibetano. Estudou com Kangyur Rinpoche e alguns outros grandes mestres dessa tradição e tornou-se estudante próximo e auxiliar de Dilgo Khyentse Rinpoche, até ao seu falecimento em 1991. Desde então, tem dedicado a sua actividade à realização da visão de Dilgo Khyentse Rinpoche.

As fotografias de Matthieu Ricard de mestres espirituais, das paisagens e das pessoas dos Himalaias têm aparecido em inúmeros livros e revistas. Henri Cartier-Bresson disse do seu trabalho, ”a vida espiritual de Matthieu e a sua câmara são um só, donde brotam estas imagens, fugazes e eternas“.

Ele é o autor e fotógrafo de “Tibet, An Inner Journey” e “Monk Dancers of Tibet” e, em colaboração, os fotolivros “Buddhist Himalayas”, “Journey to Enlightenment” e recentemente “Motionless Journey: From a Hermitage in the Himalayas”. Matthieu Ricard é o tradutor de diversos textos budistas, incluindo “The Life of Shabkar”.

O diálogo com seu pai, Jean-François Revel, em “O Monge e o Filósofo”, foi um best-seller na Europa e foi traduzido para 21 idiomas, e “The Quantum and the Lotus” (em co-autoria com Trinh Xuan Thuan) reflectem o seu interesse de longa data pela Ciência e o Budismo.

No seu livro de 2003 “Plaidoyer pour le Bonheur” (publicado em Inglês em 2006, como “Happiness: A Guide to Developing Life’s Most Important Skill”) explora o significado e plenitude da felicidade e foi um grande best-seller em França.

Matthieu Ricard foi apelidado de “a pessoa mais feliz do mundo” pelos media depois de ser voluntário para um estudo realizado na Universidade de Wisconsin-Madison sobre a felicidade, posicionando-se significativamente acima da média obtida após os testes de centenas de outros voluntários.

Membro do conselho do “Mind and Life Institute”, que é dedicado a encontros e pesquisa em colaboração entre cientistas e estudiosos budistas e praticantes de meditação, as suas contribuições foram publicadas em “Destructive Emotions” (editado por Daniel Goleman) e noutros livros de ensaios. Matthieu Ricard está também profundamente envolvido na investigação sobre o efeito do treino da mente sobre o cérebro, nas Universidades de Wisconsin-Madison, Princeton e Berkeley.

Matthieu Ricard foi condecorado com título de Cavaleiro da “Ordre National du Mérite” pelo presidente francês François Mitterrand pelos seus projectos humanitários e pelos seus esforços para preservar o património cultural dos Himalaias.

Nos últimos anos tem dedicado os seus esforços e doa todos os proventos do seu trabalho em favor de trinta projectos humanitários na Ásia, que incluem a manutenção e construção de clínicas, escolas e orfanatos na região: www.karuna-shechen.org
Desde 1989, actua como intérprete de Francês para S. S. o Dalai Lama.

domingo, 2 de maio de 2010

Amor e Compaixão

"Há alguma boas razões para os budistas usarem os termos "bondade" e "compaixão" em vez de um mais simples como "amor".
Amor, como palavra, está tão estritamente ligado ás respostas mentais, emocionais, e físicas associadas ao desejo que existe algum perigo em vincularmos este aspecto de abrir a mente ao reforço da ilusão essencialmente dualista de eu e o outro:"Eu gosto de ti" ou "Eu gosto daquilo." Há um sentido de dependência do objecto amado, e em ênfase no beneficio de amar e ser amado. É claro que há exemplos de amor, tais como as ligações entre um pai e um filho, que transcendem o beneficio pessoal para incluir desejo de beneficiar outrem. A maior parte dos pais concordaria provavelmente que o amor que sentem pelos seus filhos implica mais sacrificio do que gratidão pessoal.
No entanto, em termos globais, os termos "bondade" e "compaixão" funcionam como"sinais de paragem" linguisticos. Fazem-nos parar e pensar na nossa relação com os outros."
Yongey Mingyur Rinpoche
Para o bem de todos os seres

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Diálogos entre um Cristão e um Budista: livro

O Dharma e o Espírito
Diálogos entre um Cristão e um Budista
Veja o Índice do Livro
Veja um Excerto do Livro
Sobre o livro
Este livro consiste numa conversa, rica de sugestões, entre um cristão e um budista, na qual não está em causa que o primeiro converta o segundo à fé em Jesus, nem que o budista consiga que o cristão se torne um seguidor do Buda, mas sim que ambos se transformem e ajudem mutuamente para converterem-se ao mistério do Espírito, que se manifesta em todo o lado. O cristão Masiá fala naturalmente do Espírito de Jesus e recorda a necessidade de deixar-se guiar por ele e respirar nele: «Nele vivemos, nos movemos e existimos» (Hch 17, 28). O budista Suzuki fala do Dharma como a expressão da verdade que iluminou Gautama Shakamuni - o Buda -, a Vida em toda a sua imensidão e fundura, mas sem forma, mais para lá de todo o espaço e tempo; uma Vida que preenche e embebe tudo, que não cessa de agir, que vivifica tudo.

15 euros

terça-feira, 20 de abril de 2010

"Primeiro atinja a visão, depois mantenha a visão. Finalmente estabilize a visão. O melhor lugar para estabilizar a visão não é dentro do templo, É no meio da confusão!"

Lama Padma Samten

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ensinamentos do mestre que nasceu do lótus - Testamento do Prego Precioso (trecho)

"Independente de quão profundos, vastos ou todo-abrangentes os ensinamentos da Grande Perfeição possam ser, todos eles estão inclusos no seguinte: não medite ou fabrique nem que seja um átomo e não se distraia nem que seja por um instante.
Há o perigo de pessoas que não compreendam essa instrução utilizarem-se do chavão: 'Tudo bem não meditar!'. A mente delas continua presa às distrações das actividades do samsara, sendo que, quando alguém vivencia a natureza da não meditação, deveria libertar o samsara e o nirvana na igualdade. Ao atingir a iluminação, deve-se estar definitivamente livre do samsara, de forma que as emoções perturbadoras cessem naturalmente e tornem-se estado desperto original. Que utilidade tem uma realização que falha em reduzir as emoções pertubadoras?"
Para o bem de todos os seres

Não se apresse

"Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso disse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim! Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo."

(Siddartha Gautama, o Buddha, Kalama Sutra 17:49)
Para o bem de todos os seres

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Apoio da UBP à Marcha-Protesto contra todos os maus-tratos aos animais

Tal como no passado apoiou outras manifestações em defesa de homens e animais, a União Budista Portuguesa apoia a Marcha-Protesto contra todos os maus-tratos aos animais que decorre no Sábado, 10 de Abril, a partir das 14h, no Campo Pequeno, em Lisboa.

Exortamos todos os praticantes e simpatizantes da via do Buda a juntarem-se a esta iniciativa cívica, num espírito não-violento, pelo bem das vítimas e dos agressores, que, segundo a lei da causalidade kármica, ao agredir estão a criar as condições para o seu sofrimento futuro. Recordamos que, segundo os ensinamentos do Buda, todos os seres são nossos íntimos parentes, tendo em comum a consciência e a sensibilidade, o desejo de bem-estar e o de não sofrer.

Saibamos unir sabedoria e compaixão na construção de um mundo melhor para todos os seres sencientes, humanos e não-humanos!

Lisboa, 8 de Abril de 2010

A Direcção da UBP

(Agradece-se divulgação)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Keith Dowman em Portugal

7 DE ABRIL - 19h
SESSÃO DE VIDEO
O RISO DO HERUKA (12 VAJRA LAUGHS)
Apresentação: Vitor Pomar
UBP - Av. 5 de Outubro, 122, 8º esq. - Lisboa

TERÇA-FEIRA, 15 DE ABRIL - 18h30
O Dzogchen
Keith Dowman
Local: Anf. IV da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

SEMINÁRIO
Introdução ao Dzogchen Radical
16-18 Abril – 4 VENTOS (Tapada de Mafra)

INSCRIÇÕES seminário: www.4ventos.org

terça-feira, 30 de março de 2010

Explicando a iluminação.

Na verdade a iluminação é bem simples. Pense nela em termos de habitualmente andar através de uma sala escura, esbarrando em mesas, cadeiras e outras peças de mobiliário. Um dia, por sorte ou acidente, nos encostamos no interruptor que liga a luz. De repente, vemos toda a sala, todo o mobiliário nela, as paredes, e os tapetes, e pensamos, "Veja todas essas coisas aqui! Não me admira que eu ficasse esbarrando nelas!" E enquanto olhamos para tudo talvez com um maravilhamento de ver as coisas pela primeira vez, percebemos que o interruptor de luz estava sempre ali. Apenas não sabíamos, ou talvez apenas não pensássemos sobre a possibilidade que a sala pudesse ser algo diferente de apenas escuro.

- Yongey Mingyur Rinpoche

Para o bem de todos os seres
[...] Shantideva pergunta: "Qual o sentido da raiva?" (6 | 38).

Em qualquer caso, vendo objetivamente, só há dois tipos de inimigos. Ou eles são intrinsecamente hostis -- caso em que se magoar por seu comportamento é tão absurdo como ficar ressentido com o fogo por ele ser quente -- ou eles no fundo têm boa intenção mas sucumbiram temporariamente a uma crise devido aos venenos. Nesse caso também a inimizade não tem sentido: é tão tola quanto ficar ressentido com o céu quando ele está cheio de fumaça.

Além disso, quando alguém me ataca com um bastão, não fico bravo com o bastão, mas com a pessoa que me bate. Pela mesma razão não tem lógica odiar meus inimigos. Eles podem brandir suas armas, mas estão sob o domínio de seus venenos. Então são essas emoções, das quais eles são vítimas, que eu devo ressentir.

Grupo de tradução Padmakara
na introdução do livro "The Way of the Bodhisattva"
de Shantideva (Índia, séc. VII)

Para o bem de todos os seres

domingo, 28 de março de 2010

O espelho das Aparências




Um dia,
um velho camponês tibetano dirige-se à cidade para vender a sua colheita.
Contente, porque fez bons negócios, ele passeia-se pelo mercado
pousando os olhos aqui e acolá.

Mas, então, que estranho objecto brilhante é este, que ele nunca viu...
É um espelho, mas ele não o sabe!
Ele coloca o espelho à sua frente e o que vê? O seu pai !
Comovido por já não estar só, ele compra o objecto brilhante e regressa a casa.

Num baú do seu quarto ele deposita o espelho,
para ver o rosto do seu pai quando a melancolia o invade.

Naturalmente, a sua mulher surpreende-o a abrir e fechar o baú, com os olhos brilhantes,
e muito intrigada, num dia em que ele está nos campos,
ela dirige-se ao quarto, abre o baú, inclina-se e o que vê?
... uma mulher cuja juventude já passou,
os olhos grande abertos de espanto, a boca aberta num grito!

Verde de ciúmes, ela mortifica o marido que, o infeliz,
invoca o seu pai quando ela lhe exige explicações quanto a esta desconhecida!

Uma monja passa por lá, ouve-os discutir e desejando ajudá-los
inclina-se, por sua vez, sobre o baú,
antes de o fechar e de dizer, muito serenamente:
“Não há, aqui, motivo nenhum para discutirem... é uma monja!”


Kalou Rinpoché


(Imagem: espelho tibetano, séc.XVII

Tradução do original francês in http://www.buddhachannel.tv/portail/spip.php?article9640 )

terça-feira, 23 de março de 2010

A Natureza da Natureza

"Há, no tempo, e haverá sempre, uma dimensão de degradação e dispersão. Nenhuma coisa organizada, nenhum ser organizado pode escapar à degradação, desorganização, dispersão. Nenhuma coisa viva pode escapar à morte. Os perfumes evaporam, os vinhos azedam, as montanhas achatam-se, as flores murcham, as coisas vivas e os sóis regressam a pó. Toda a criação, toda a geração, todo o desenvolvimento e, mesmo, toda a informação deve ser paga na entropia. Nenhum sistema, nenhum ser se pode regenerar isoladamente."
- Edgar Morin, La Nature de la Nature (1977)

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Little Pinch

When you are practicing generosity, you should feel a little pinch when you give something away. That pinch is your stinginess protesting. If you give away your old, worn-out coat that you wouldn’t be caught dead wearing, that is not generosity. There is no pinch. You are doing nothing to overcome your stinginess; you’re just cleaning out your closet and calling it something else. Giving away your coat might keep someone warm, but it does not address the problem we face as spiritual practitioners: to free ourselves from self-cherishing and self-grasping.

— Gelek Rimpoche, "Generosity (and Greed)" (in Trycicle Spring 2010)

domingo, 14 de março de 2010

Mantra de Padmasambava, Guru Rinpoche em tibetano.

http://www.youtube.com/watch?v=wqandfwFTBc


Para o bem de todos os seres.

Padmasambava e Yeshe Tsogyal

"Não confunda meras palavras com o significado dos ensinamentos. Funda a prática com o seu ser e alcance já a libertação do samsara."Padmasambava

Padmasambava é o mestre fundamental do Vajrayana que são os ensinamentos para a nossa época. Por grande compaixão e sabedoria instruiu a sua discípula principal, Yeshe Tsogyal, que escondesse tesouros terma a seresm revelados em épocas predeterminadas para praticantes futuros. A profundidade dessas instruções é para ser aplicada individualmente por qualquer pessoa em qualquer circunstância. É uma obra clássica que contém verdades válidas para qualquer um que deseje seguir um caminho espiritual."A principal compiladora dos ensinamentos de Padmasambava foi Yeshe Tsogyal, uma emanação búdica feminina. Há, provavelmente, algumas pessoas que acreditam ser somente possível aos homens alcançar a iluminação, mas a vida de Yeshe Tsogyal é uma prova do contrário. O estado desperto da mente não é masculino nem feminino.
"Tulku Urgyen Rinpoche, do Ensinamento Introdutório.Yeshe Tsogyal foi a consorte mística e a maior discípula de Padmasambava. Ela o serviu perfeitamente e o ajudou a propagar seus ensinamentos, principalmente escondendo tesouros espirituais a serem descobertos posteriormente para o benefício de discípulos futuros.Padmasambava, também conhecido como o Professor Uddyana Nascido do Lótus e como Guru Rinpoche, durante o reinado do rei Trisong Detsen, subjugou as forças malignas hostis à propagação do budismo no Tibet, difundiu os ensinamentos vajrayana e escondeu inúmeros tesouros espirituais para o benefício de gerações futuras. Padmasambava é venerado como o Segundo Buda, cuja vinda para ensinar o Vajrayana foi profetizada pelo primeiro buda Shakiamuni.
Textos de contra-capa e orelhas do livro "Ensinamentos do mestre que nasceu do lótus", Editora Makara
(tradução de Clarita Maia de "Advice from the Lotus Born") 2009.
http://www.snowlionpub.com/data/img2/adlobo.jpg

http://makara.com.br/2008/06/25/livros/

Para o bem de todos os seres

Oito Versos que Transformam a Mente (“Lojong Tsigyema”, escrito por Geshe Langri Tangba)

1.Com a determinação de alcançar o bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.

2.Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender a pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,e, com todo respeito, considerá-las supremas,do fundo do meu coração.

3.Em todos os meus actos, vou aprender a examinar a minha mente e, sempre que surgir uma emoção negativa,pondo em risco a mim mesmo e aos outros,vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.

4.Vou prezar os seres que têm natureza perversa e aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,muito difícil de achar.

5.Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,ou a insultarem e caluniarem,vou aprender a aceitar a derrota,e a eles oferecer a vitória.

6.Quando alguém a quem ajudei com grande esperança magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,vou aprender a ver essa outra pessoa como um excelente guia espiritual.

7.Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,E a tomar sobre mim, em sigilo,todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.

8.Vou aprender a manter estas práticasIsentas das máculas das oito preocupações mundanas,e, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,serei libertado da escravidão do apego.

(Extraído do livro "The Union of Blisss and Emptiness", de autoria de S.S.O Dalai Lama, com tradução de Manoel Vidal.)

Para o bem de todos os seres

terça-feira, 9 de março de 2010

O circulo da Imortalidade

http://www.bodhitv.com/view/23/the-circle-of-immortality/


The director, Susan M. Griffith-Jones took refuge with His Eminence Chogye Trichen Rinpoche of the Tibetan Buddhist Sakya tradition. She moved to Nepal in 2001 to make a film about the Holy Dharma. Since that time, she practised listening, reflection and meditation in order to realise that Dharma. Under the guidance and with the blessings of her Root Guru, it took her 6 years to complete the film, until 2007 when His Eminence Chogye Trichen Rinpoche passed into Paranirvana. Indeed, it was during the 16 days of Rinpoche's 'Thukdam' or 'post-death meditational state' that the final editing took place. Due to the coming together of various causes and conditions that happened within those years, Susan wished to express the profound Dharma in this film by focusing on the state of immortality, our natural state of mind beyond concepts, birth and death. The visuals of the film were taken in 3 principal sacred places in Nepal, including Lumbini - the birthplace of Lord Buddha, Maratika - where Guru Rinpoche did extensive long life practise and reached the state of deathlessness and Muktinath - a place high in the Himalayan mountains that Guru Rinpoche visited on his way to Tibet, also known as the 'Place of Salvation'. His Eminence Chogye Trichen Rinpoche once told Susan that the sacred places mentioned above are extraordinary, this then became Susan's driving motivation to reach as many people as possible with these visuals. To these words, Rinpoche added that most importantly one should find the precious nature of mind within one's own mind and rest in that realization. That is the true release from suffering in Samsara.Added on 09-12-2009 by Bodhitv


Mais umas excelentes imagens.




http://tibetinmysoul.ning.com/video/special-inde-nepal-himalaya-p

sexta-feira, 5 de março de 2010

Phayul Mayul - Please Learn About Tibet . . .

Fotos fantásticas, grande esperança mas....... alguns olhares tristes.


Ver link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=y4Kcy_4TnOQ

terça-feira, 2 de março de 2010

Matthieu Ricard no Porto, 8 de Março, 18.30: "A necessidade de altruísmo"




Matthieu Ricard, o conhecido monge budista francês, estará no Porto para dar uma Conferência Pública, no dia 8 de Março a convite da C.A.S.A. (Centro de Apoio ao Sem Abrigo). A conferência terá o título “A Necessidade de Altruísmo” e terá lugar na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda.
Data: 8 de Março de 2010 às 18h30
Local: Fundação Dr. António Cupertino Miranda, Av. da Boavista, 4245, 4100-140 Porto
Preço: 15 € / estudante: 10 €
O valor angariado reverte a favor da instituição CASA - Centro de Apoio ao Sem Abrigo

Mais informações:
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CASA - Centro de Apoio ao Sem Abrigo
Morada: Rua Álvaro Castelões, 229, 3º
4450-041 Matosinhos
tel.: 22 937 84 46 tlm.: 91 777 21 57 / 91 493 59 07
email: casa.apoioaosemabrigo.porto@gmail.com

Sobre Matthieu Ricard

Matthieu Ricard é um monge budista francês, fotógrafo e autor. Vive e trabalha no mosteiro Shechen Tennyi Dargyeling no Nepal, Himalaias, há quarenta anos.
Nascido em França em 1946, filho do conhecido filósofo francês Jean-François Revel, cresceu no seio das ideias e personalidades dos círculos intelectuais franceses. Viajou para a Índia em 1967.
Doutorado em genética molecular no Instituto Pasteur de Paris em 1972, decidiu abandonar a sua carreira científica e concentrar-se na prática do budismo tibetano. Estudou com Kangyur Rinpoche e alguns outros grandes mestres dessa tradição e tornou-se estudante próximo e auxiliar de Dilgo Khyentse Rinpoche, até ao seu falecimento em 1991. Desde então, tem dedicado a sua actividade à realização da visão de Dilgo Khyentse Rinpoche.
As fotografias de Matthieu Ricard de mestres espirituais, das paisagens e das pessoas dos Himalaias têm aparecido em inúmeros livros e revistas. Henri Cartier-Bresson disse do seu trabalho, ”a vida espiritual de Matthieu e a sua câmera são um só, donde brotam estas imagens, fugazes e eternas“.
Ele é o autor e fotógrafo de “Tibet, An Inner Journey” e “Monk Dancers of Tibet” e, em colaboração, os fotolivros “Buddhist Himalayas”, “Journey to Enlightenment” e recentemente “Motionless Journey: From a Hermitage in the Himalayas”. Matthieu Ricard é o tradutor de diversos textos budistas, incluindo “The Life of Shabkar”.
O diálogo com seu pai, Jean-François Revel, em “O Monge e o Filósofo”, foi um best-seller na Europa e foi traduzido para 21 idiomas, e “The Quantum and the Lotus” (em co-autoria com Trinh Xuan Thuan) refletem o seu interesse de longa data pela Ciência e o Budismo.
No seu livro de 2003 “Plaidoyer pour le Bonheur” (publicado em Inglês em 2006, como “Happiness: A Guide to Developing Life’s Most Important Skill”) explora o significado e plenitude da felicidade e foi um grande best-seller em França.
Matthieu Ricard foi apelidado de “a pessoa mais feliz do mundo” pelos media depois de ser voluntário para um estudo realizado na Universidade de Wisconsin-Madison sobre a felicidade, posicionando-se significativamente acima da média obtida após os testes de centenas de outros voluntários.
Membro do conselho do “Mind and Life Institute”, que é dedicado a encontros e pesquisa em colaboração entre cientistas e estudiosos budistas e praticantes de meditação, as suas contribuições foram publicadas em “Destructive Emotions” (editado por Daniel Goleman) e noutros livros de ensaios. Matthieu Ricard está também profundamente envolvido na investigação sobre o efeito do treino da mente sobre o cérebro, nas Universidades de Wisconsin-Madison, Princeton e Berkeley.
Matthieu Ricard foi condecorado com título de Cavaleiro da “Ordre National du Mérite” pelo presidente francês François Mitterrand pelos seus projetos humanitários e pelos seus esforços para preservar o património cultural dos Himalaias.
Ns últimos anos tem dedicado os seus esforços e doa todos os proventos do seu trabalho em favor the trinta projetos humanitários na Ásia, que incluem a manutenção e construção de clínicas, escolas e orfanatos na região: www.karuna-shechen.org
Desde 1989, actua como intérprete de Francês para S. S. o Dalai Lama.

(N.T.: Karuna significa “compaixão” em sânscrito)


Saudações

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web: www.casa-apoioaosemabrigo.org
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