quinta-feira, 20 de junho de 2013

fotos do futuro templo em lisboa

que podem ser vistas no facebook do templo: https://www.facebook.com/UmTemploParaMonsanto
Libertação de uma coruja do mato pelas mãos de Yves Crettaz, Paulo Borges, Nuno Markl e o Vereador Sá Fernandes. — com Diamantino de Oliveira, Pedro Neves, Paulo Borges e Nuno Markl em Parque Florestal de Monsanto.



A Coruja do Mato libertada durante o evento e eternizada no Mural por Nuno Markl
— com Nuno Markl em Parque Florestal de Monsanto.

Já estamos a construir a Casa da Paz!


 Foi no passado dia 16 de Maio que lançamos a primeira pedra da Casa da Paz.

 Aqui vos mostramos alguns dos momentos mais marcantes.

 Foi lido o Sutra (Sūtra - Sanskrit: सूत्र, Pāli: sutta, Ardhamagadhi: sūya) do Coração em quatro línguas diferentes por representantes de diferentes escolas filiadas na UBP (António Faria – em português, Paulo Borges - em sânscrito, Yves Crettaz - em japonês, e Mestre Chueh Sing - em chinês).

 Foi também libertada uma coruja do mato, recuperada no Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa (LXCRAS), em Monsanto, que marcou mais um momento de grande simbolismo para a Casa da Paz,  que visa a dinamização deste  espaço da cidade, oferecendo a toda a população não só actividades budistas tradicionais, como seminários, workshops, retiros e cursos de meditação, mas também outras actividades culturais e sociais onde se fomente o autoconhecimento, a paz interior, o respeito pela natureza e pelos seres vivos e o diálogo intercultural e inter-religioso.

 Estiveram presentes o Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, o Dr. José Sá Fernandes,  a Dr.ª Cristina Ferreira da Silva. Responsável pelo Parque de Monsanto, os representantes da  Direcção da UBP e suas escolas, assim como algumas das figuras públicas que apoiam o nosso projecto, com  a locutora da Antena 3 Ana Galvão e o seu marido, o humorista  Nuno Markl, A Eugénia e o Francisco Varatojo do Instituto de Macrobiótica (IMP), o Mestre Georges Stobbaerts, o actor  Heitor Lourenço, o músico Pedro Ayres Magalhães e o alpinista João Garcia, que desde cedo apoiam este projecto, tal como uma grande equipa de voluntários que  estão a tornar este projecto possível, além de representantes de outras comunidades religiosas e público em geral.

 Durante a tarde, foram deixados vários testemunhos deste momento num grande painel que estará futuramente em exposição na Casa da Paz.


 Podem encontrar mais fotografias no álbum do facebook em  http://www.facebook.com/media/set/?set=a.531197673608911.1073741830.394861943909152&type=1 e a reportagem  que passou no Programa Caminhos da RTP2 através do link http://www.rtp.pt/play/p58/e118336/caminhos.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

conferência

 de M. Ricard,  legendas em português por Orlando Figueiredo e revisão de Miguel Marques,


A certa altura M. Ricard diz:

"O dalai lama esteve uma vez em Portugal e viu construções em todo o lado. Então num fim de tarde ele disse: "Reparem estão a construir todas estas coisas, mas não seria uma alternativa saudável também construir algo no interior de cada um de nós? Senão, mesmo que estejamos no 100º andar de um super moderno e confortável apartamento, se estivermos interiormente infelizes, vamos procurar uma janela para saltar."

http://www.ted.com/talks/lang/pt/matthieu_ricard_on_the_habits_of_happiness.html

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Tibete no alto do Malhão

para saber mais sobre as actividades do stupa consultar o site:

http://stupapaznomundo.org/ 

 
Falta pouco para o Malhão. A chuva resolve presentear-me nestes últimos quilómetros. Uma chuva miudinha – constante e impertinente.

Lígia aguarda-me no Centro Budista. Há muito que cultivo uma relação de proximidade com a causa tibetana e a visita ao Centro Budista Tibetano do Malhão, é uma oportunidade inédita de melhor conhecer essa realidade. Até há bem pouco tempo, não sabia sequer da sua existência…


O centro está ligado à Fundação Kangyur Rinpoché – um mestre budista, que em meados do século XX se viu forçado a fugir com a família do Tibete. Exilou-se na Índia.

O centro budista do malhão tem um Stupa que é uma espécie de altar budista. No Malhão, estão depositados artefactos do século VIII; rolos de oração – que só os mestres podem realizar e sob rigorosos preceitos, como o tipo de papel, o uso do açafrão, etc. – pequenas estatuetas, a que chamam TsaTsa; entre muitas outras preciosidades. Na base são colocadas as coisas más – tudo o que precisa de ser melhorado – e as relíquias mais importantes no topo.
Para atrair ‘boas energias’, deve circular-se várias vezes em seu redor, no sentido dos ponteiros do relógio…
A entrada no centro faz-se a par de um conjunto de bandeiras de oração. São cinco cores, cada uma representando um elemento e estando associado a um ponto cardeal.
Assim, a bandeira azul é a primeira – representando o céu e o poente; a branca simboliza as nuvens e o centro; a vermelha, o fogo e o nascente; a verde, o vento e a madeira e está associada ao norte; e por fim a amarela, que representa a terra e está associada ao sul.


Aqui no Malhão vivem actualmente 11 pessoas. No entanto, é aguardada a chegada de três monges que recentemente terminaram o seu retiro de cinco anos no centro raiz budista de França. Passando assim o centro a fruir de vida monástica.
Lígia convida-me a assistir à oração da noite: - Não vais é perceber nada! É em tibetano… – 


Fico empolgado! Descalço-me para entrar no pequeno templo. A porta é baixa, forçando-nos a curvar como que em sinal de reverência. A sala é ampla – uma construção antiga. Ainda se vislumbra o lugar da lareira. Há almofadas pelo chão, um altar ao fundo com a estatueta de Buda, uma imagem do mestre Kangyur Rinpoché, e uma estranha sensação de tranquilidade... Não somos mais de seis na sala, mas o ambiente é fremente. O recitar dos mantras – a música e a vibração; as velas e o incenso; o chão atapetado; a meia-luz que ilumina a sala e o candeeiro rotativo com orações dão-me a sensação de estar algures nos Himalaias…


A estrada do Malhão é uma varanda sobre o Atlântico.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Powa do Mahayana - ensinamento com Denys Rinpoché (8 a 10 de Junho)

Denys Rinpoché

Ensinamento


Powa do Mahayana

A prática da atenção plena durante a vida e no momento da morte

8 a 10 de Junho
10h – 18h

União Budista Portuguesa
(Av. 5 de Outubro, n.o 122, 8.º – Lisboa)

 
O Powa, ou transferência da consciência, é uma prática presente em todas as tradições do budismo tibetano que visa projetar a consciência num campo puro de buda. Contrariamente a grande parte deste tipo de práticas, o ensinamento do Powa tem sido transmitido a todos os praticantes que o desejem escutar.
Inscrições e informações

Email:
geral@sangharimaylusofono.net

Tlm: (+351) 933 284 587


Preços


Sócios do SRL*

1 dia 25 € **
2 dias 50 € **
3 dias 60 €


Não Sócios do SRL

1 dia 30 € **
2 dias 60 € **
3 dias 70 €


A inscrição só será definitiva após a receção do comprovativo de transferência bancária.
NIB: 0018 0003 33228768020 20

* Implica pagamento da quota de 2012
** Para um melhor aproveitamento do ensinamento, recomenda-se a frequência dos três dias.
Organização 

Sangha Rimay Lusófono



www.sangharimaylusofono.net


União Budista Portuguesa

www.uniaobudista.pt


segunda-feira, 29 de abril de 2013

C.A.S.A. em França

Estou em França num retiro onde um dos meus mestres budistas tibetanos, Tulku Pema Wangyal Rinpoche, que estará em breve em Portugal, acaba de exortar a que se apoie em França uma organização equivalente à CASA em Portugal, que distribui todos os dias refeições quentes a milhares de pessoas sem-abrigo. 

Acaba também de fazer uma exortação enérgica e comovida a que as pessoas se tornem veganas, no mínimo vegetarianas ou, no mínimo dos mínimos, reduzam progressivamente o consumo de carne, peixe e lacticínios, como contributo para reduzir o sofrimento dos animais, nossos íntimos parentes, e para o bem de todos os seres, incluindo nós mesmos.

Exortou também a que salvemos vidas, libertando animais que vão passar por uma morte horrível, cozidos vivos, em especial marisco e caracóis, passando por uma experiência infernal. Ele próprio fez o voto de libertar este ano 1 milhão de animais.

Quem desejar juntar-se em Portugal a estas actividades pode contactar a União Budista Portuguesa: sede@uniaobudista.pt

sábado, 6 de abril de 2013

A Compreensão: Ensinamento e meditação com Lionel Fourment

 
Lionel Fourment
Vive em França, na região de Nice, e é instrutor do Dharma no âmbito da comunidade Rimay Internacional. Há mais de 20 anos que estuda e pratica os ensinamentos do Dharma como discípulo de Denys Rinpoché. Foi, durante vários anos, presidente do Sangha Loka de Nice.
Lionel vem a Portugal, a convite do Sangha Rimay Lusófono, dar um ensinamento sobre a A Compreensão, na tradição do dharma do Buda, que inclui a prática da meditação.
(Os ensinamentos serão dados em francês).

Sábado, 20 de Abril
10h00 - 18h00
na sede da União Budista Portuguesa
(Av. 5 de Outubro, n.º 122, 8.º esq. - Lisboa)

Inscrição
Sócios 7 €
Não sócios 8 €
(se tiver uma real indisponibilidade financeira contacte-nos)

Organização: Sangha Rimay Lusófono - Associação | União Budista Portuguesa 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

E viva o ano da serpente de água!

O novo ano é um momento de passagem, uma transição, um momento de morte e de nascimento, a morte para um ano que acaba, o nascimento para um ano que começa. É um momento para vestir uma nova pele, o carnaval.
Para terminar o ano, invocamos o protetor da gnose, da experiência primeira, para que todos os miasmas do ano que termina sejam queimados no fogo da sabedoria.
Que todas as dificuldades, tudo o que houve de doloroso, de negativo neste ano passado seja dissipado, queimado, consumido num golpe de uma «lança de fogo Vajra», é para isso que evocamos o protetor.

Depois deste repor a zeros (RAZ!), iniciamos o novo ano sob bons augúrios. A forma de iniciar o novo ano está na atenção, na plena consciência e na motivação que dá uma impulsão. Em desejos exprimimos votos para o novo ano, os votos são desejos e exprimimo-los a todos e a cada um, a todos os seres vivos e a todos os seus amigos, é a ocasião de fazer desejos para si e para todos.
O ano que começa é o ano da serpente de água. A serpente de água evoca as nagas, que são as guardiãs dos segredos, dos tesouros escondidos, são as nagas que têm guardado, durante muito tempo, os ensinamentos da Prajnaparamita e que os transmitiram a Nagarjuna (Naga-rjuna!). É um ano assente sob o signo das nagas, guardiãs de tesouros, é também um ano subterrâneo, um ano com turbulências no horizonte, perturbações.
É por isso mais importante que façamos desejos pois que poderá haver dificuldades. É recentrando-nos na prática, recorrendo a ela, encontrando a inspiração do Dharma, que podemos realizar o que é bom para nós e para os outros.
Assim, é um ano de desafios, de incitação para os valentes bodhisattvas, para os bons bodhisattvas. Guardar a palavra dada é coisa excelente, em geral e para as pessoas que tomaram votos, como diz o canto de Milarepa que nós cantámos.
Atenção! É então um ano assente sob o signo da atenção e da vigilância, da presença, da plena consciência. É o desejo que eu formulo, o desejo que vos envio do fundo do coração: «Atenção», e na atenção tudo será propício, os desejos do Dharma cumprir-se-ão, a felicidade realizar-se-á com saúde, prosperidade e todas as realizações! E viva o ano da serpente de água!
Om Ah Hum,
Sarva Mangalam!  
Denys Rinpoché

Traduzido do Francês por Miguel d'Orey

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

novo ano da serpente

H.H. the 14th Dalai Lama, Tenzin Gyatso.
Photo taken in January 1957 in Kalimpong, India, by Das Brothers
Courtesy: Das Photo Studio, Darjeeling link
O primeiro ministro tibetano em exilio  Lobsang Sangay sugeriu aos tibetanos em todo o mundo que no novo ano tibetano, dia 11 de Fevereiro, visitassem templos e fizessem oferendas vestidos com os trajes tradicionais (chubas). link
 Vai começar dia 11 de Fevereiro para os chineses e para os tibetanos o ano da Serpente de água.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

shambhala

‎"A visão de Shambhala aplica-se a pessoas de todas as fés, não apenas àqueles que acreditam no Budismo. Qualquer pessoa pode se beneficiar do aprendizado Shambhala e da visão de Shambhala, sem enfraquecer sua fé ou a relação com seus ministros, padres, bispos, seu Papa, ou qualquer líder religioso que sigam. A visão de Shambhala não distingue um Budista de um Católico, um Protestante, um Judeu, um Muçulmano ou um Indu. É por isso que o chamamos de Reino de Shambhala. Um reino deve conter várias disciplinas espirituais, é por isso que estamos aqui."
 
 Tradução Livre do Texto abaixo em Inglês, retirado do livro "Sol do Grande Leste" de Chögyam Trungpa Rinpoche

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Por que temos tanto medo da morte?

Revista Bodisatva:
Por que temos tanto medo da morte?

Sogyal Rinpoche:
Porque por trás do medo da morte está o medo de encarar a si mesmo. O instante da morte é o momento da verdade. Ela é como um espelho, no qual o verdadeiro sentido da vida está refletido. Na tradição monástica cristã há uma expressão em latim, memento mori, que significa lembre-se da morte, ou mais especificamente, lembre-se de que vai morrer. Se você se lembrar da morte, vai entender o que é a vida. A morte é a fundação e o verdadeiro coração do caminho espiritual.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Dalai Lama ensina ética a banqueiros (outubro 2012)

Matéria do The Daily Beast sobre participação de Sua Santidade, O Dalai Lama, no Simpósio sobre Ética para um Mundo mais Próspero, do Instituto Legatum, em Londres, Reino Unido, 23 de Outubro de 2012.
Dalai Lama treina financistas em ética secular
“Sou um budista marxista”, diz o Dalai Lama, e todos os banqueiros na sala inspiram profundamente. “Quando eu era jovem, eu queria entrar para o Partido Comunista Chinês.” Sua Santidade dá uma risada como uma chaleira assobiando, e procura um lenço de papel entre as dobras de seu manto para limpar os óculos. Existem vários outros monges vestidos de açafrão e marrom na sala de conferência, todos sorrindo com benevolência. Eles foram reunidos por financistas de alto nível com ternos listrados como os dos grupos JPMorgan Chase e Blackstone, e advogados de empresas, contadores, analistas políticos, empresários e acadêmicos. O encontro improvável aconteceu em Mayfair, Londres, no Instituto Legatum, um centro de estudos dedicado a encontrar abordagens inovadoras para o mercado livre, no século 21. “Desde a crise, a busca de um sistema financeiro mais ético tornou-se uma questão chave”, diz Jeffrey Gedmin, Presidente da Legatum. “Estamos buscando perspectivas surpreendentes sobre isso.”
“Temos de levar as pessoas a confiar em nós novamente”, diz um diretor de um grande banco de investimento dos EUA (a maioria fala anonimamente).
Os banqueiros parecem tietes na presença do Dalai Lama, apesar de um toque cauteloso. (“Ele é um pouco casual com a palavra ganância”, observa um). Sua Santidade fala com epigramas como Mestre Yoda: “Caridade sem coração é como roupas baratas da China: parecem boas no começo, mas logo desfazem”, seguido por aqueles risos estridentes.
“Será que o sistema financeiro pode ser melhorado com a introdução de mais regras?” indaga Dalibor Rohac, economista Checa e diretora da Legatum, que usa um lenço amarelo de bolinhas.
Os financiadores riem disso. “Você pode fazer todas as regras que quiser, mas as pessoas sempre vão encontrar uma maneira de contornar”, diz um contador. “Afinal de contas, não há nada de ilegal em contas off-shore”.
“O governo não pode ser uma mãe”, diz o Dalai Lama. “Isso é como os tempos feudais, quando se esperava que um líder divino dissesse o que fazer.” Sua atitude relaxa um pouco os financistas. “O que você acha de altos impostos sobre os ricos, Sua Santidade?”, Pergunta alguém. “Os ricos devem dar aos pobres, mas doação voluntária é muito melhor”, ele responde. “O mais importante é que os pobres acreditem que possam conseguir algo por si próprios.”
“Nós não somos todos como Bernie Madoff”, insiste o diretor de um fundo de gestão internacional. “O problema é estrutural: o ciclo de ganhos tornou-se tão curto que você pode só pensar em dinheiro rápido. No passado, havia empresas que eram de propriedade familiar, religiosas, enraizadas na comunidade. Mas, em um mundo globalizado, nenhuma dessas se mantém. ”
Desde a crise financeira, tem havido tentativas de retomar alguns desses valores. As empresas classificadas como “corporações de benefícios”, como a empresa de roupas Patagônia, são obrigadas por lei a gerar benefícios para a sociedade, bem como a seus acionistas. Jitesh Gadhia, diretor da Blackstone e participante do evento, ajudou a apresentar o juramento de negócios globais, que entre outras coisas diz “Dirigirei minha empresa com lealdade e cuidado, e não avançarei em meus interesses pessoais às custas da minha empresa ou da sociedade. ”
Embora atualmente sejam poucas, tais iniciativas se alinham à mensagem do Dalai Lama, que enfatiza mudanças no comportamento do indivíduo, em vez de uma dependência de regulamentos. Como ele escreve em seu livro mais recente, Beyond Religion: Ethics for a Whole World: “Em última análise, a crise financeira foi gerada pela ganância – a falha em empregar a moderação e contenção apropriadas na busca cega por lucros cada vez maiores.” O Dalai Lama propõe um treinamento em “ética secular” para neutralizar esta situação. “A pressão arterial baixa quando há um comportamento mais ético – os estudos têm mostrado isso”, diz a Sua Santidade aos banqueiros com uma gargalhada.
“O treinamento em ética nas instituições financeiras não é necessariamente novo”, diz Jules Evans, autor de Philosophy for Life and Other Dangerous Situations e acadêmico da Queen Mary, Universidade de Londres. Ele cita o plano ético de cinco pontos do Citigroup elaborado pelo ex-CEO, Chuck Prince, e lançado em 2005, em meio a um escândalo regulatório. As práticas incluíam uma hotline para ética e a exigência de formação para todos os 260 mil funcionários. No entanto, como observa Evans, três anos depois, o Citigroup estava apostando alto no mercado imobiliário dos EUA e na venda de títulos hipotecários prejudiciais a seus clientes.
“A maior parte dos treinamentos em ética são realizados superficialmente”, disse Evans, que está projetando novos treinamentos mais fundamentais. “A idéia é criar um espaço onde os funcionários possam regularmente se questionar se suas ações são éticas, e – igualmente importante – possam dizer a seus patrões se considerarem que seu comportamento é errado.”
O Dalai Lama diz que a formação ética deve ocorrer nas escolas, com aulas de ética secular trabalhadas em currículos. No entanto, o problema começa ainda mais cedo,  acrescenta:“Se você tem o carinho de sua mãe, então você tem contentamento. Mas se não há carinho de mãe, as pessoas se tornam gananciosas, irritadas, inseguras.” Ressaltando os valores da família, responsabilidade pessoal, e ceticismo do governo, o ” budista-marxista” soa mais como um conservador compassivo. O Dalai Lama e os banqueiros têm mais em comum do que se poderia pensar.
O Dalai Lama se despede, e os banqueiros, acadêmicos, empresários e especialistas correm para tirar uma foto com ele. “Posso tirar uma foto com você para a minha mãe?”, Pergunta um. “Ela não acreditou que iria me encontrar com você.” Com uma fila de monges em direção à saída, os diretores de bancos de investimento e gestores de ativos internacionais estendiam suas mãos para dizer adeus. Ao invés de apertá-las, os monges tomavam as mãos dos homens, pressionavam-nas em meio às vestes em seus corações e seguravam-nas por alguns instantes, o tempo todo assentindo a seus colegas com os olhos sorridentes.
Tradução: Jeanne Pilli
fonte no blog brasileiro: aqui

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

notícias do templo em monsanto

Notícias


Casa da Paz - Templo Budista em Lisboa

Fotomontagem l Templo Budista em Lisboa (alçado sul)
Fotomontagem l Templo Budista em Lisboa (alçado sul)
O Grémio do Património foi contactado pela União Budista Portuguesa (UBP), para a construção de um templo, designado como Casa da Paz. O espaço, a necessitar de obras de reabilitação, é um antigo restaurante, localizado no Parque de Monsanto, na zona do Miradouro da Luneta dos Quartéis, há muito encerrado ao público e, por isso, sujeito a considerável degradação Neste momento, a Umbelino Monteiro, um importante fabricante de produtos cerâmicos, membro do Grémio, já mostrou disponibilidade para colaborar, aguardando-se o envolvimento de outros associados.

Para mais informações contactar:
Marta Santos Lucas
União Budista Portuguesa
T: 92 409 84 44
@: martaslucas@uniaobudista.pt

uma foto de apoiantes do projecto:

 Heitor Lourenço, Ana Galvão, Nuno Markl, Francisco Varatojo e Pedro Ayres Magalhães.



O Eng.º Teixeira à conversa com a Arq.ª Helena Calado

O Prof. Paulo Borges com a Isabel Correia

A Arq.ª Maria Carolina Palma, o Eng.º Teixeira, o Sérgio Gorjão, o Orlando Figueiredo, entre tantos outros. 
as fotos foram publicadas na pagina do facebook sobre o templo em Monsanto.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Durante anos ouvi a mesma história da boca da minha mãe, sempre que eu reclamava da vida. Uma família judia de pais, avós, filhos, tios, primos e irmãos, viveu durante anos numa cave até serem encontrados. A comida era escassa, por vezes não havendo senão um pão para partilhar. Do lado de fora, perdido na sua ignorância o homem perseguia o seu semelhante. Do lado de dentro o medo era companhia co
ntinuada. Ana, a filha mais nova fez aniversário. A família fez uma roda, partilhou o pão, dançou e celebrou a vida.

Tento sair do espaço 3 por 4 que desenho no dia a dia, na ilusão de que este é o meu território seguro. Tento que o mundo não seja uma fotocópia a preto e branco, redutora da minha existência. Só consigo quando estou presente ao outro. E outro é sempre tão importante quanto eu - porque sem ele pouco de mim sobraria.

Por isso celebro a minha vida, num momento tão difícil - esse onde descubro o intervalo da minha existência.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

no futuro_um templo budista em monsanto



Texto do Jornal PÚBLICO • 27/09/2012 - 13:11

Depois de mais de 30 anos de conversações entre a União Budista Portuguesa (UBP) e a Câmara de Lisboa, foi finalmente encontrado o espaço ideal para a Casa da Paz, um projecto apresentado esta semana e que deverá estar concluído em Setembro de 2013.

Apesar de se tratar de uma iniciativa da responsabilidade da UBP, Paulo Borges, presidente da organização, garante que ela será aberta a toda a gente. "A tradição budista é uma tradição aberta ao diálogo com outras religiões e este projecto terá actividades budistas, mas não só. Queremos juntar na mesma mesa crentes, não-crentes, ateus e agnósticos e sensibilizar as pessoas para uma cultura da paz, da tolerância e diálogo."

À semelhança do que tem vindo a ser feito na comunidade cristã sediada em Taizé, França, Paulo Borges pretende que o centro tenha um papel de integração e atracção, partindo da filosofia budista. O projecto revela também uma preocupação em dinamizar o Parque Florestal de Monsanto para que ele possa ser um "ex-líbris da cidade, para turistas e habitantes".

Paulo Borges vê neste projecto a possibilidade de fazer de Lisboa "um ponto de encontro, de diálogo e harmonia entre religiões, culturas e civilizações". A ideia do cruzamento de culturas, acrescenta, surge como "o grande desafio" do século XXI. "Nós não podemos continuar a viver de costas voltadas, precisamos de uma globalização que não seja apenas económica e financeira, mas de autoconhecimento e respeito mútuo".

15 mil budistas em Portugal
Em Portugal, o budismo tem-se desenvolvido nas últimas décadas e estima-se que existam actualmente cerca de 15 mil praticantes. Só em Lisboa há uma centena de pessoas que mensalmente surgem para frequentar as actividades da União Budista, criada em 1997. Esta religião era, no entanto, salienta o vereador José Sá Fernandes, "a única sem templo em Lisboa".

Para que a Casa da Paz seja possível, vai ser lançado o projecto Um Templo para Monsanto, destinado a captar recursos para a requalificação do espaço cedido pela autarquia para o efeito. As obras do edifício, um antigo restaurante junto ao miradouro Luneta dos Quartéis, estão avaliadas em 350 mil euros.

A UBP conta já com parte desta verba, mas espera conseguir a restante através de parcerias e eventos . "Para além do dinheiro, precisamos de apoio em serviços", diz Marta Lucas, coordenadora do projecto. As paredes do edifício, devoluto e coberto de graffiti, darão lugar a uma arquitectura moderna e integrada na paisagem de Monsanto, onde o olhar se perde no verde, o espaço ideal para o recolher silencioso e meditativo.

O interior do espaço terá uma sala de ioga, uma biblioteca, uma cafetaria, quartos para visita e estadia de lamas (líderes budistas) um templo e um stupa, um pequeno monumento budista tradicional.


Budistas vão ter um templo em Lisboa no próximo ano | P3

http://videos.sapo.pt/fQySfey8ZWGahVvQIBhU

no facebook: https://www.facebook.com/UmTemploParaMonsanto 

sábado, 18 de agosto de 2012

Retiro com Ajahn Vajiro

É com enorme alegria que envio a informação de um retiro com Ajahn Vajiro. Peço divulgação.

Obrigada. Abraço
----


Retiro com Ajahn Vajiro

Imagem intercalada 1

Tema: Liberdade

De 22 a 28 de Setembro
Casas do Toural, Gouveia

Liberdade

Cinco dias para praticar a Liberdade. Tempo e espaço para usufruir de atenção interessada. Oportunidade para partilhar silêncio. Será oferecida orientação para cada um ver por si próprio.
São todos bem-vindos, mas notem por favor que poderá não haver tradução de inglês para português a partir de segunda-feira.

Orientação

Ajahn Vajiro é o abade do Mosteiro Budista Theravada de Portugal. Nasceu em 1953, na Malásia; licenciou-se em Economia, em Inglaterra, em 1974; em 1979 conheceu Ajahn Chah e Ajahn Sumedho e ainda nesse ano partiu para a Tailândia, ordenando-se como monge em 1980.
Em 1984 voltou a Inglaterra, entre 1993 e 1998 liderou a comunidade Bodhinyanarama na Nova Zelândia e desde aí ajudou a conduzir o Mosteiro Amaravati, em Inglaterra, juntamente com Ajahn Sumedho.
Tendo sido um dos entusiastas e apoiantes da implantação deste mosteiro em Portugal, Ajhan Vajiro foi convidado para o liderar e aceitou.
http://www.mosteirobudista.com, http://www.blog.mosteirobudista.com/

Local

As Casas do Toural são um conjunto de antigas casas rurais, actualmente dedicadas ao turismo de habitação, integradas numa pequena quinta de 3 hectares onde se pratica agricultura biológica. Situam-se em Gouveia, a 700 m de altitude, no Parque Natural da Serra da Estrela. Um espaço tranquilo, propício à meditação.
http://www.casasdotoural.pt/

Transportes

Há autocarros de várias localidades para Gouveia, nomeadamente de Lisboa (19€) e do Porto (15€). A paragem fica a cerca de 500 m do local.

Custo do retiro

O valor por participante inclui apenas os custos da estadia, as despesas estimadas com a alimentação e alguns gastos burocráticos. Todo o trabalho é voluntário. O valor por pessoa é de 210€.

Dana

Como gratidão pelos ensinamentos recebidos e para apoiar o projecto do Mosteiro Budista Theravada em Portugal todos os donativos são bem-vindos. Poderão ser feitos através de transferência bancária para o NIB do Mosteiro, ou anonimamente no final do retiro em local destinado ao efeito.

Inscrição

Para inscrições e mais informações enviar email para Sati, satigpt@gmail.com, ou telefonar para 964084515.

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Sati
Tlm 964084515.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

na UBP terça-feira, dia 14 de Agosto, às 19h30.

Mosteiro Budista Theravada

Comunidade Religiosa


Ajahn Vajiro na União Budista Portuguesa

 
Na sequência da vinda dos monges para Portugal e do estabelecimento do Mosteiro Budista Theravada, Ajahn Vajiro, monge sénior do Mosteiro, dará uma palestra na União Budista Portuguesa, em Lisboa,  na próxima terça-feira, dia 14 de Agosto, às 19h30.
Haverá um período de meditação, como habitualmente, seguido de uma curta palestra e de um espaço para perguntas e respostas.
Ajahn Vajiro ordenou-se em Junho de 1980, na Tailândia, tendo Ajahn Chah como preceptor.
Desde 1984 que tem ajudado a dirigir mosteiros em Inglaterra e na Nova Zelândia.
Em 2010, o grupo em Portugal liderado por Maria Ferreira da Silva, convidou-o formalmente a ajudar a estabelecer um mosteiro da Tradição da Floresta em Portugal. Este convite surgiu na sequência do seu envolvimento no projecto.
Assim, após dez anos de ajudar a coordenar o Mosteiro de Amaravati, Ajahn Vajiro predispôs-se a vir para Portugal, por cinco anos, para ajudar a plantar este tesouro do Dhamma no nosso país.
Deixemo-lo criar raízes e que as raízes se espalhem em flores de sabedoria.

Lembramos também que caso queira oferecer a refeição aos monges poderá consultar o calendário das refeições aqui.
Muitas pessoas têm-nos perguntado de que forma podem contribuir para este projecto. Poderão ver este tipo de informações na página ‘Apoiar o Mosteiro’ em  www.mosteirobudista.com.
Com os melhores cumprimentos
O Sangha Português
 

morada: Mosteiro Budista Theravada

Rua Dom Cristóvão da Gama, nº 22, Santa Maria de Belém – 1400 -116 Lisboa

telefone: +351 218 267 967

e-mail: mosteirotheravada@gmail.com