segunda-feira, 12 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
O Sangha Rimay Lusófono no programa A Fé dos Homens (RTP2 - 18h00 8-Ago-2013 )
O Sangha Rimay Lusófono foi o tema do programa "A Fé dos Homens".
Clique no link para ver a entrevista completa.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
2013_Mestrado em Ciência das Religiões. lisboa
Razões para frequentar este curso
- Única área de formação no campo do Fenómeno Religioso com total isenção, imparcialidade e não confessionalidade em Portugal.
- Corpo docente especializado nas diversas áreas de actuação: História das Religiões (Antiguidade, Religiões e Culturas Orientais, Cristianismo, Islão, Judaismo, Religiões e Tradições afro-brasileiras, movimentos religiosos contemporâneos, Sociologia e Antropologia das Religiões, Psicologia das Religiões e Filosofia das Religiões).
- Parcerias internacionais com algumas das mais prestigiantes entidades: Aliança de Civilizações (ONU) e Movement of Moderates Foundation.
- Largo grupo de parcerias internacionais integrando as mais prestigiadas universidades da Lusofonia.
- Corpo de investigação dinâmico, com constantes actividades internacionais (Colóquios e Projectos de Investigação).
- Largo grupo de publicações científicas, especialmente uma revista científica de renome internacional.
Mestrado em Ciência das Religiões (2.º Ciclo)
domingo, 14 de julho de 2013
Meditação: a felicidade do aqui e agora
Encontramos este artigo sobre meditação, na revista Activa:
"Se pensa que meditar é coisa de monges solitários, desengane-se. A ciência tem vindo a confirmar o que as tradições antigas já diziam: a meditação é uma das melhores ferramentas para nos ajudar a lidar com as agruras do dia a dia.
Ler mais: http://activa.sapo.pt/belezaesaude/bemestar/2013/07/07/meditacao-a-felicidade-do-aqui-e-agora#ixzz2Z10AeUFn
Por: Bárbara Bettencourt
07 Julho 2013
"Se pensa que meditar é coisa de monges solitários, desengane-se. A ciência tem vindo a confirmar o que as tradições antigas já diziam: a meditação é uma das melhores ferramentas para nos ajudar a lidar com as agruras do dia a dia.
Ah, que bom seria ter uma vida isenta de stresse, dominar todas as oscilações emocionais e, já agora, pedir não custa, ter aquele ar zen e sempre sorridente do Dalai Lama... Para quem está de fora, os meditantes podem parecer uma fauna estranha, parte de um clube seleto na posse de um segredo qualquer. Alguns famosos, como Sting, Richard Gere, Oprah ou David Lynch – que criou uma fundação para promover a meditação nas escolas – têm ajudado a divulgar uma prática que muitos associam ainda a monges em mosteiros no planalto asiático. Mas a meditação, asseguram famosos, monges e cientistas, quando nasce é para todos, e sobretudo, garantem-nos, não é um bicho de sete cabeças.
Trata-se simplesmente de treinar a arte da concentração, explica o monge budista Matthieu Ricard no livro ‘A Arte da Meditação’ (Ed. Presença). Doutorado em Genética Molecular, Ricard foi um dos monges que se submeteu a testes cerebrais em estudos científicos sobre a meditação e os resultados valeram-lhe o título de ‘Homem mais feliz do mundo’. Nada mau, mas consta que os resultados foram obtidos após anos de prática em mosteiros do Nepal. Começar agora, num prédio em Benfica, será igual?
Dá saúde e faz crescer... o bem-estar
A crer nos estudos, feitos com pessoas comuns e monges na Universidade de Wisconsin, EUA, seja em Massamá ou na Índia, meditar 20 minutos por dia durante seis a oito semanas é o suficiente para notar efeitos na diminuição da ansiedade, dor, raiva e tendência para a depressão. Além disso, neste curto período de tempo o sistema imunitário parece sair reforçado, há um reforço da capacidade de concentração e aumento do bem-estar. Boas razões para começar? Sim, mas há mais.
Até agora, o cérebro era visto como algo estático, com um número de neurónios fixo à nascença que não se reproduziam e diminuíam com a idade. Hoje em dia sabe-se que o cérebro é dotado de neuroplasticidade, ou seja, é capaz de se modificar estruturalmente ao longo da vida. Os pensamentos ativam determinados circuitos neuronais e quanto mais os usamos mais eles são reforçados.
A prática da concentração em sentimentos como a compaixão, por exemplo, ativa a zona do cérebro ligada a emoções positivas e faz com que esta se torne mais forte. Com a prática é possível alterar completamente padrões de reação emocional negativos. É isto que explica Matthieu Ricard: “Treinar o cérebro para desenvolver certas qualidades humanas é tão normal como aprender a andar, a ler e a escrever, atividades que não achamos anormal passar anos a aprender”, garante. Portanto, ainda dá algum trabalho, o que explica que seja tão comum desistir ao fim de umas poucas tentativas. Embora não pareça, não é fácil ficar sentado sem fazer nada.
Dicas para começar: foque-se nas razões porque quer meditar, se tiver uma motivação é mais fácil. Comprometa-se. Faça da meditação um hábito que não questiona, como lavar os dentes. Comece devagar e estabeleça metas razoáveis. Por fim, não se preocupe em sentir alguma coisa durante a meditação. Os efeitos importantes, assegura Matthieu Ricard, sentem-se no dia a dia, quando não estiver a meditar.
Meditações para todos os gostos
Há técnicas de meditação com milénios mas também modalidades bastante recentes. É importante descobrir a que mais se adapta à sua forma de ser para colher mais benefícios. Se a ideia de ficar sentada por 10 minutos lhe faz comichão, talvez o zen não seja para si, mas pode experimentar o tai-chi ou a dança sufi... Se gosta de cantar, práticas com entoação de mantras são uma boa ideia... O mais importante é comprometer-se a praticar de forma regular. Meditar é ginástica cerebral. Faça-o e pronto. A persistência faz a diferença. É melhor 10 minutos por dia todos os dias do que sessões de horas seguidas uma vez por mês.
- Meditação Budista: Há muitas técnicas baseadas nos ensinamentos de Buda, para quem o objetivo da meditação era sobretudo libertar a mente das emoções perturbadoras.
ONDE APRENDER: Na União Budista de Lisboa e Porto (www.uniaobudista.pt) há cursos regulares de meditação budista.
Trata-se simplesmente de treinar a arte da concentração, explica o monge budista Matthieu Ricard no livro ‘A Arte da Meditação’ (Ed. Presença). Doutorado em Genética Molecular, Ricard foi um dos monges que se submeteu a testes cerebrais em estudos científicos sobre a meditação e os resultados valeram-lhe o título de ‘Homem mais feliz do mundo’. Nada mau, mas consta que os resultados foram obtidos após anos de prática em mosteiros do Nepal. Começar agora, num prédio em Benfica, será igual?
Dá saúde e faz crescer... o bem-estar
A crer nos estudos, feitos com pessoas comuns e monges na Universidade de Wisconsin, EUA, seja em Massamá ou na Índia, meditar 20 minutos por dia durante seis a oito semanas é o suficiente para notar efeitos na diminuição da ansiedade, dor, raiva e tendência para a depressão. Além disso, neste curto período de tempo o sistema imunitário parece sair reforçado, há um reforço da capacidade de concentração e aumento do bem-estar. Boas razões para começar? Sim, mas há mais.
Até agora, o cérebro era visto como algo estático, com um número de neurónios fixo à nascença que não se reproduziam e diminuíam com a idade. Hoje em dia sabe-se que o cérebro é dotado de neuroplasticidade, ou seja, é capaz de se modificar estruturalmente ao longo da vida. Os pensamentos ativam determinados circuitos neuronais e quanto mais os usamos mais eles são reforçados.
A prática da concentração em sentimentos como a compaixão, por exemplo, ativa a zona do cérebro ligada a emoções positivas e faz com que esta se torne mais forte. Com a prática é possível alterar completamente padrões de reação emocional negativos. É isto que explica Matthieu Ricard: “Treinar o cérebro para desenvolver certas qualidades humanas é tão normal como aprender a andar, a ler e a escrever, atividades que não achamos anormal passar anos a aprender”, garante. Portanto, ainda dá algum trabalho, o que explica que seja tão comum desistir ao fim de umas poucas tentativas. Embora não pareça, não é fácil ficar sentado sem fazer nada.
Dicas para começar: foque-se nas razões porque quer meditar, se tiver uma motivação é mais fácil. Comprometa-se. Faça da meditação um hábito que não questiona, como lavar os dentes. Comece devagar e estabeleça metas razoáveis. Por fim, não se preocupe em sentir alguma coisa durante a meditação. Os efeitos importantes, assegura Matthieu Ricard, sentem-se no dia a dia, quando não estiver a meditar.
Meditações para todos os gostos
Há técnicas de meditação com milénios mas também modalidades bastante recentes. É importante descobrir a que mais se adapta à sua forma de ser para colher mais benefícios. Se a ideia de ficar sentada por 10 minutos lhe faz comichão, talvez o zen não seja para si, mas pode experimentar o tai-chi ou a dança sufi... Se gosta de cantar, práticas com entoação de mantras são uma boa ideia... O mais importante é comprometer-se a praticar de forma regular. Meditar é ginástica cerebral. Faça-o e pronto. A persistência faz a diferença. É melhor 10 minutos por dia todos os dias do que sessões de horas seguidas uma vez por mês.
- Meditação Budista: Há muitas técnicas baseadas nos ensinamentos de Buda, para quem o objetivo da meditação era sobretudo libertar a mente das emoções perturbadoras.
ONDE APRENDER: Na União Budista de Lisboa e Porto (www.uniaobudista.pt) há cursos regulares de meditação budista.
Ler mais: http://activa.sapo.pt/belezaesaude/bemestar/2013/07/07/meditacao-a-felicidade-do-aqui-e-agora#ixzz2Z10AeUFn
segunda-feira, 8 de julho de 2013
C.A.S.A .ajuda aos sem abrigo- Figueira da Foz
CASA -Inauguração - Fig. da Foz com Tulku Pema Wangyal Rinpoché
As instalações da CASA - Figueira da Foz, foram hoje oficialmente inaguradas, numa cerimónia simples mas bastante tocante para todos os presentes, sobretudo graças à presença, que muito nos honrou, de Mestre Tulku Pema Wangyal Rinpoché, monge budista tibetano, Presidente Honorário desta instituição e mentor da iniciativa CASA a nível internacional. Além de cerca de três dezenas de voluntários figuerenses e de outras cidades, a cerimónia, a que se seguiu um almoço a cargo da nossa amiga e voluntária Iris Palhas e do contributo de membros que trouxeram os seus "petiscos", contou também com a presença do presidente da CASA a nível nacional, Jorge Correia, bem como do responsável pela delegação do Porto, Pedro Nicolau, e do vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira, Carlos Monteiro, vereador responsável pelo pelouro social da autarquia, que nos cedeu este espaço.
Extremamente simpático e acessível, Mestre Tulku Pema visitou a nossa sede - ainda a precisar de bastantes melhoramentos, que aos poucos vamos conseguindo fazer sobretudo com trabalho voluntário -, trocou impressões com muitos dos presentes, proferiu um discurso cativante e motivador onde realçou valores como a aceitação ou o afeto, e almoçou connosco ao ar livre, no pátio interior do edfício, num clima de grande informalidade e comunhão.
Colocando em prática o espírito de partilha e de humildade, que inspiram o movimento CASA, Mestre Tulku Pema fez questão de por diversas vezes se levantar e servir comida aos presentes, circulando entre as pessoas com as travessas de iguarias vegetarianas ou de frutas. O alto representante budista agradeceu o trabalho dos voluntários, de ajuda aos mais necessitados, um trabalho «precioso», desde logo porque «todos os seres humanos têm o mesmo direito à felicidade e o direito de, pelo menos, terem as suas necessidades básicas satisfeitas». Referindo-se à questão da desigualdade, em que alguns têm muito e muitos têm pouco, Mestre Tulku Pema realçou a diferença de postura entre os pobres asiáticos, designadamente indianos, e os do mundo ocidental. Enquanto os primeiros, referiu, convivem com a pobreza de forma sistemática há muito mais tempo, para nós numa Europa que afirmou cada vez mais despida de valores espirituais, esta é uma realidade que para muitos é nova.
«Na Índia há muitos pobres, mas quando falamos com eles, dizem "a minha situação é a que é, é a vontade de Deus e eu aceito-a". E outras pessoas acreditam na lei da causa e efeito, encarando as condições do presente como sendo consequência de ações do passado, não consideram a sua condição como permanente, a sua situação pode mudar. Como tal, sofrem muito menos». Para o mestre budista, o ocidente teve uma riqueza espiritual muito grande no passado, mas «tem havido um declínio a esse nível e a vida (dos ocidentais) tem sido cada vez mais ancorada no mundo e no progresso material. E como se refugiam cada vez mais no mundo material, quando o mundo material começa a entrar em declínio, começam a entrar mais facilmente no desespero. Como tal, tenho verificado que os pobres e os sem-abrigo sofrem muito mais do que na Índia, onde a maioria das pessoas, com aquela postura espiritual, acredita que a pobreza pode ser considerada como uma forma de vida e escolhem este estilo de vida também como uma forma de viver uma vida simples. Enquanto que aqui no ocidente, normalmente escolhemos viver uma vida materialmente melhor, e quando isso entra em declínio, sofremos muito mais, e há mesmo pessoas que não têm sequer onde viver. Ao mesmo tempo, vejo que há muitas casas aqui que estão vazias e desocupadas, algo que é doloroso. E assim, todos vocês que, com muita generosidade e bondade satisfazem as necessidades daqueles que são pobres e não têm onde dormir, estão a fazer algo de muito precioso», sublinhou, referindo-se também a entidades públicas que trabalham ativamente no apoio aos mais desfavorecidos, dando o exemplo do município figueirense e agradecendo diretamente ao autarca presente, que no final foi presentado com um lenço de seda branco, pleno de simbolismo budista e abençoado pelo Dalai Lama.
O ilustre visitante traçou também um breve resumo de como o movimento CASA se tem expandido, não só em Portugal, mas em Espanha ou em França, além da Índia ou do Nepal, onde se tem feito um valioso trabalho junto de crianças de rua, em constante risco de violência ou prostituição. Para Tulku Pema Wangyal Rinpoché, a palavra chave é «afeto». Dando o exemplo do afeto de uma mãe pelos seus filhos, que leva a um amor e a um apoio sem condições e sem limites, defendeu a universalidade desse sentimento, que nos permitirá, enfim, encarar o outro como uma mãe encara um filho. «E quando encaramos como um privilégio poder fazer algo de bom ao serviço dos outros, quando esta atitude e este sentimento está presente, o de gratidão, porque estas pessoas nos permitem fazer algo por eles, isso é algo de muito precioso, que também nos traz esperança. O afeto traz-nos o amor, o afeto traz-nos compaixão, e por amor queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar o próximo. Mas sei que todos vocês sabem já disso, estou aqui hoje simplesmente para vos agradecer: muito obrigado a todos. Alguns dos meus mestres também diziam que ajudar os outros é ajudarmo-nos a nós próprios».
Fez também questão de homenagear a figura do fundador da CASA e outros projetos solidários, o seu pai e mestre Kangyur Rinpoche, falando um pouco sobre ele e a sua natureza generosa. Mais foi dito, mas esta é a síntese possível de uma inauguração simples mas bastante significativa e tocante para todos os que estiveram presentes. E como as imagens, dizem, valem por mil palavras, fica aqui a reportagem fotográfica do acontecimento. Com os nossos profundos agradecimentos a todos e em especial ao mestre que veio de longe iluminar o nosso caminho na Figueira da Foz, dando-nos estímulo para prosseguir com esta causa sempre urgente. Bem-haja!
Nota: Estas imagens foram reduzidas para tamanho web. Quem estiver interessado em alguma(s) com o tamanho original, pode pedir em mensagem privada nesta página ou em comentário a este álbum, e será enviada. link no facebook
Extremamente simpático e acessível, Mestre Tulku Pema visitou a nossa sede - ainda a precisar de bastantes melhoramentos, que aos poucos vamos conseguindo fazer sobretudo com trabalho voluntário -, trocou impressões com muitos dos presentes, proferiu um discurso cativante e motivador onde realçou valores como a aceitação ou o afeto, e almoçou connosco ao ar livre, no pátio interior do edfício, num clima de grande informalidade e comunhão.
Colocando em prática o espírito de partilha e de humildade, que inspiram o movimento CASA, Mestre Tulku Pema fez questão de por diversas vezes se levantar e servir comida aos presentes, circulando entre as pessoas com as travessas de iguarias vegetarianas ou de frutas. O alto representante budista agradeceu o trabalho dos voluntários, de ajuda aos mais necessitados, um trabalho «precioso», desde logo porque «todos os seres humanos têm o mesmo direito à felicidade e o direito de, pelo menos, terem as suas necessidades básicas satisfeitas». Referindo-se à questão da desigualdade, em que alguns têm muito e muitos têm pouco, Mestre Tulku Pema realçou a diferença de postura entre os pobres asiáticos, designadamente indianos, e os do mundo ocidental. Enquanto os primeiros, referiu, convivem com a pobreza de forma sistemática há muito mais tempo, para nós numa Europa que afirmou cada vez mais despida de valores espirituais, esta é uma realidade que para muitos é nova.
«Na Índia há muitos pobres, mas quando falamos com eles, dizem "a minha situação é a que é, é a vontade de Deus e eu aceito-a". E outras pessoas acreditam na lei da causa e efeito, encarando as condições do presente como sendo consequência de ações do passado, não consideram a sua condição como permanente, a sua situação pode mudar. Como tal, sofrem muito menos». Para o mestre budista, o ocidente teve uma riqueza espiritual muito grande no passado, mas «tem havido um declínio a esse nível e a vida (dos ocidentais) tem sido cada vez mais ancorada no mundo e no progresso material. E como se refugiam cada vez mais no mundo material, quando o mundo material começa a entrar em declínio, começam a entrar mais facilmente no desespero. Como tal, tenho verificado que os pobres e os sem-abrigo sofrem muito mais do que na Índia, onde a maioria das pessoas, com aquela postura espiritual, acredita que a pobreza pode ser considerada como uma forma de vida e escolhem este estilo de vida também como uma forma de viver uma vida simples. Enquanto que aqui no ocidente, normalmente escolhemos viver uma vida materialmente melhor, e quando isso entra em declínio, sofremos muito mais, e há mesmo pessoas que não têm sequer onde viver. Ao mesmo tempo, vejo que há muitas casas aqui que estão vazias e desocupadas, algo que é doloroso. E assim, todos vocês que, com muita generosidade e bondade satisfazem as necessidades daqueles que são pobres e não têm onde dormir, estão a fazer algo de muito precioso», sublinhou, referindo-se também a entidades públicas que trabalham ativamente no apoio aos mais desfavorecidos, dando o exemplo do município figueirense e agradecendo diretamente ao autarca presente, que no final foi presentado com um lenço de seda branco, pleno de simbolismo budista e abençoado pelo Dalai Lama.
O ilustre visitante traçou também um breve resumo de como o movimento CASA se tem expandido, não só em Portugal, mas em Espanha ou em França, além da Índia ou do Nepal, onde se tem feito um valioso trabalho junto de crianças de rua, em constante risco de violência ou prostituição. Para Tulku Pema Wangyal Rinpoché, a palavra chave é «afeto». Dando o exemplo do afeto de uma mãe pelos seus filhos, que leva a um amor e a um apoio sem condições e sem limites, defendeu a universalidade desse sentimento, que nos permitirá, enfim, encarar o outro como uma mãe encara um filho. «E quando encaramos como um privilégio poder fazer algo de bom ao serviço dos outros, quando esta atitude e este sentimento está presente, o de gratidão, porque estas pessoas nos permitem fazer algo por eles, isso é algo de muito precioso, que também nos traz esperança. O afeto traz-nos o amor, o afeto traz-nos compaixão, e por amor queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar o próximo. Mas sei que todos vocês sabem já disso, estou aqui hoje simplesmente para vos agradecer: muito obrigado a todos. Alguns dos meus mestres também diziam que ajudar os outros é ajudarmo-nos a nós próprios».
Fez também questão de homenagear a figura do fundador da CASA e outros projetos solidários, o seu pai e mestre Kangyur Rinpoche, falando um pouco sobre ele e a sua natureza generosa. Mais foi dito, mas esta é a síntese possível de uma inauguração simples mas bastante significativa e tocante para todos os que estiveram presentes. E como as imagens, dizem, valem por mil palavras, fica aqui a reportagem fotográfica do acontecimento. Com os nossos profundos agradecimentos a todos e em especial ao mestre que veio de longe iluminar o nosso caminho na Figueira da Foz, dando-nos estímulo para prosseguir com esta causa sempre urgente. Bem-haja!
Nota: Estas imagens foram reduzidas para tamanho web. Quem estiver interessado em alguma(s) com o tamanho original, pode pedir em mensagem privada nesta página ou em comentário a este álbum, e será enviada. link no facebook
domingo, 7 de julho de 2013
O Dalai Lama
disse ontem que o melhor presente de aniversario que lhe podemos dar é termos compaixão ou seja viver uma vida compassiva para com os seres humanos e animais. ver no you tube 1:46
sexta-feira, 5 de julho de 2013
opinião: Porque os budistas apoiam o casamento homossexual
Neste artigo do Washington Post, Michaela Haas explica que como o Buda nunca falou desse assunto, várias interpretações são possíveis sobre o casamento homossexual.
O Dalai Lama diz que não devemos diferenciar os sexos. Segundo o budismo o importante numa relação a dois é a compaixão e o amor.
Why Buddhists Should Support Gay Marriage — DAKINI POWER
O Dalai Lama diz que não devemos diferenciar os sexos. Segundo o budismo o importante numa relação a dois é a compaixão e o amor.
Why Buddhists Should Support Gay Marriage — DAKINI POWER
domingo, 30 de junho de 2013
novos textos traduzidos para português
| lungta |
1. no site Lotsawa House dois textos de Lama Mipham :
link
2. Do budismo theravada da floresta dois textos e noticias sobre as actividades no Vihara da Ericeira
- Tivemos a bênção de ver traduzida para o português, a belíssima edição de Ajahn Jayasaro – À Sua Verdadeira Luz – tradução de Helena Gallis. Aqui fica o link para a apresentação de diapositivos:

Slideshow À Sua Verdadeira Luz (no canto superior esq. do album Picasa – clicar em Slideshow ou Apresentação de diapositivos; depois f11 em cima no teclado). Aqui em Pdf – À Sua Verdadeira Luz.pdf
- Também em Pdf, nova edição do Dhammapada traduzido do Pali para o inglês por Buddharakkhita e para o português por Dhammiko Bhikkhu, aqui Dhammapada.pdf
quarta-feira, 26 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
fotos do futuro templo em lisboa
que podem ser vistas no facebook do templo: https://www.facebook.com/UmTemploParaMonsanto
Foi no passado dia 16 de Maio que lançamos a primeira pedra da Casa da Paz.
Aqui vos mostramos alguns dos momentos mais marcantes.
Foi lido o Sutra (Sūtra - Sanskrit: सूत्र, Pāli: sutta, Ardhamagadhi: sūya) do Coração em quatro línguas diferentes por representantes de diferentes escolas filiadas na UBP (António Faria – em português, Paulo Borges - em sânscrito, Yves Crettaz - em japonês, e Mestre Chueh Sing - em chinês).
Foi também libertada uma coruja do mato, recuperada no Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa (LXCRAS), em Monsanto, que marcou mais um momento de grande simbolismo para a Casa da Paz, que visa a dinamização deste espaço da cidade, oferecendo a toda a população não só actividades budistas tradicionais, como seminários, workshops, retiros e cursos de meditação, mas também outras actividades culturais e sociais onde se fomente o autoconhecimento, a paz interior, o respeito pela natureza e pelos seres vivos e o diálogo intercultural e inter-religioso.
Estiveram presentes o Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, o Dr. José Sá Fernandes, a Dr.ª Cristina Ferreira da Silva. Responsável pelo Parque de Monsanto, os representantes da Direcção da UBP e suas escolas, assim como algumas das figuras públicas que apoiam o nosso projecto, com a locutora da Antena 3 Ana Galvão e o seu marido, o humorista Nuno Markl, A Eugénia e o Francisco Varatojo do Instituto de Macrobiótica (IMP), o Mestre Georges Stobbaerts, o actor Heitor Lourenço, o músico Pedro Ayres Magalhães e o alpinista João Garcia, que desde cedo apoiam este projecto, tal como uma grande equipa de voluntários que estão a tornar este projecto possível, além de representantes de outras comunidades religiosas e público em geral.
Durante a tarde, foram deixados vários testemunhos deste momento num grande painel que estará futuramente em exposição na Casa da Paz.
Podem encontrar mais fotografias no álbum do facebook em http://www.facebook.com/media/ set/?set=a.531197673608911. 1073741830.394861943909152& type=1 e a reportagem que passou no Programa Caminhos da RTP2 através do link http://www.rtp.pt/play/p58/ e118336/caminhos.
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| Libertação de uma coruja do mato pelas mãos de Yves Crettaz, Paulo Borges, Nuno Markl e o Vereador Sá Fernandes. — com Diamantino de Oliveira, Pedro Neves, Paulo Borges e Nuno Markl em Parque Florestal de Monsanto. |
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A Coruja do Mato libertada durante o evento e eternizada no Mural por Nuno Markl — com Nuno Markl em Parque Florestal de Monsanto. |
Já estamos a construir a Casa da Paz!
Foi no passado dia 16 de Maio que lançamos a primeira pedra da Casa da Paz.
Aqui vos mostramos alguns dos momentos mais marcantes.
Foi lido o Sutra (Sūtra - Sanskrit: सूत्र, Pāli: sutta, Ardhamagadhi: sūya) do Coração em quatro línguas diferentes por representantes de diferentes escolas filiadas na UBP (António Faria – em português, Paulo Borges - em sânscrito, Yves Crettaz - em japonês, e Mestre Chueh Sing - em chinês).
Foi também libertada uma coruja do mato, recuperada no Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa (LXCRAS), em Monsanto, que marcou mais um momento de grande simbolismo para a Casa da Paz, que visa a dinamização deste espaço da cidade, oferecendo a toda a população não só actividades budistas tradicionais, como seminários, workshops, retiros e cursos de meditação, mas também outras actividades culturais e sociais onde se fomente o autoconhecimento, a paz interior, o respeito pela natureza e pelos seres vivos e o diálogo intercultural e inter-religioso.
Estiveram presentes o Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, o Dr. José Sá Fernandes, a Dr.ª Cristina Ferreira da Silva. Responsável pelo Parque de Monsanto, os representantes da Direcção da UBP e suas escolas, assim como algumas das figuras públicas que apoiam o nosso projecto, com a locutora da Antena 3 Ana Galvão e o seu marido, o humorista Nuno Markl, A Eugénia e o Francisco Varatojo do Instituto de Macrobiótica (IMP), o Mestre Georges Stobbaerts, o actor Heitor Lourenço, o músico Pedro Ayres Magalhães e o alpinista João Garcia, que desde cedo apoiam este projecto, tal como uma grande equipa de voluntários que estão a tornar este projecto possível, além de representantes de outras comunidades religiosas e público em geral.
Durante a tarde, foram deixados vários testemunhos deste momento num grande painel que estará futuramente em exposição na Casa da Paz.
Podem encontrar mais fotografias no álbum do facebook em http://www.facebook.com/media/
quarta-feira, 12 de junho de 2013
conferência
de M. Ricard, legendas em português por Orlando Figueiredo e revisão de Miguel Marques,
A certa altura M. Ricard diz:
http://www.ted.com/talks/lang/pt/matthieu_ricard_on_the_habits_of_happiness.html
A certa altura M. Ricard diz:
"O dalai lama esteve uma vez em Portugal e viu construções em todo o lado. Então num fim de tarde ele disse: "Reparem estão a construir todas estas coisas, mas não seria uma alternativa saudável também construir algo no interior de cada um de nós? Senão, mesmo que estejamos no 100º andar de um super moderno e confortável apartamento, se estivermos interiormente infelizes, vamos procurar uma janela para saltar."
http://www.ted.com/talks/lang/pt/matthieu_ricard_on_the_habits_of_happiness.html
sexta-feira, 7 de junho de 2013
O Tibete no alto do Malhão
Lígia aguarda-me no Centro Budista. Há muito que cultivo uma relação de proximidade com a causa tibetana e a visita ao Centro Budista Tibetano do Malhão, é uma oportunidade inédita de melhor conhecer essa realidade. Até há bem pouco tempo, não sabia sequer da sua existência…
O centro está ligado à Fundação Kangyur Rinpoché – um mestre budista, que em meados do século XX se viu forçado a fugir com a família do Tibete. Exilou-se na Índia.
O centro budista do malhão tem um Stupa que é uma espécie de altar budista. No Malhão, estão depositados artefactos do século VIII; rolos de oração – que só os mestres podem realizar e sob rigorosos preceitos, como o tipo de papel, o uso do açafrão, etc. – pequenas estatuetas, a que chamam TsaTsa; entre muitas outras preciosidades. Na base são colocadas as coisas más – tudo o que precisa de ser melhorado – e as relíquias mais importantes no topo.
Para atrair ‘boas energias’, deve circular-se várias vezes em seu redor, no sentido dos ponteiros do relógio…
A entrada no centro faz-se a par de um conjunto de bandeiras de oração. São cinco cores, cada uma representando um elemento e estando associado a um ponto cardeal.
Assim, a bandeira azul é a primeira – representando o céu e o poente; a branca simboliza as nuvens e o centro; a vermelha, o fogo e o nascente; a verde, o vento e a madeira e está associada ao norte; e por fim a amarela, que representa a terra e está associada ao sul.
Aqui no Malhão vivem actualmente 11 pessoas. No entanto, é aguardada a chegada de três monges que recentemente terminaram o seu retiro de cinco anos no centro raiz budista de França. Passando assim o centro a fruir de vida monástica.
Lígia convida-me a assistir à oração da noite: - Não vais é perceber nada! É em tibetano… –
Fico empolgado! Descalço-me para entrar no pequeno templo. A porta é baixa, forçando-nos a curvar como que em sinal de reverência. A sala é ampla – uma construção antiga. Ainda se vislumbra o lugar da lareira. Há almofadas pelo chão, um altar ao fundo com a estatueta de Buda, uma imagem do mestre Kangyur Rinpoché, e uma estranha sensação de tranquilidade... Não somos mais de seis na sala, mas o ambiente é fremente. O recitar dos mantras – a música e a vibração; as velas e o incenso; o chão atapetado; a meia-luz que ilumina a sala e o candeeiro rotativo com orações dão-me a sensação de estar algures nos Himalaias…
A estrada do Malhão é uma varanda sobre o Atlântico.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Powa do Mahayana - ensinamento com Denys Rinpoché (8 a 10 de Junho)
Denys RinpochéEnsinamento
Powa do Mahayana
A prática da atenção plena durante a vida e no momento da morte
8 a 10 de Junho
10h – 18h
União Budista Portuguesa
(Av. 5 de Outubro, n.o 122, 8.º – Lisboa)
O Powa, ou transferência da consciência, é uma prática presente em todas as tradições do budismo tibetano que visa projetar a consciência num campo puro de buda. Contrariamente a grande parte deste tipo de práticas, o ensinamento do Powa tem sido transmitido a todos os praticantes que o desejem escutar.
Inscrições e informações
Email: geral@sangharimaylusofono.net
Tlm: (+351) 933 284 587
Preços
Sócios do SRL*
1 dia 25 € **
2 dias 50 € **
3 dias 60 €
Email: geral@sangharimaylusofono.net
Tlm: (+351) 933 284 587
Preços
Sócios do SRL*
1 dia 25 € **
2 dias 50 € **
3 dias 60 €
Não Sócios do SRL
1 dia 30 € **
2 dias 60 € **
3 dias 70 €
1 dia 30 € **
2 dias 60 € **
3 dias 70 €
A inscrição só será definitiva após a receção do comprovativo de transferência bancária.
NIB: 0018 0003 33228768020 20
* Implica pagamento da quota de 2012
** Para um melhor aproveitamento do ensinamento, recomenda-se a frequência dos três dias.
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Organização
Sangha Rimay Lusófono
www.sangharimaylusofono.net
União Budista Portuguesa
www.uniaobudista.pt
Sangha Rimay Lusófono
www.sangharimaylusofono.net
União Budista Portuguesa
www.uniaobudista.pt
segunda-feira, 29 de abril de 2013
C.A.S.A. em França
Estou
em França num retiro onde um dos meus mestres budistas tibetanos, Tulku
Pema Wangyal Rinpoche, que estará em breve em Portugal, acaba de
exortar a que se apoie em França uma organização equivalente à CASA em
Portugal, que distribui todos os dias refeições quentes a milhares de
pessoas sem-abrigo.
Acaba também de fazer uma exortação enérgica e comovida a que as pessoas se tornem veganas, no mínimo vegetarianas ou, no mínimo dos mínimos, reduzam progressivamente o consumo de carne, peixe e lacticínios, como contributo para reduzir o sofrimento dos animais, nossos íntimos parentes, e para o bem de todos os seres, incluindo nós mesmos.
Exortou também a que salvemos vidas, libertando animais que vão passar por uma morte horrível, cozidos vivos, em especial marisco e caracóis, passando por uma experiência infernal. Ele próprio fez o voto de libertar este ano 1 milhão de animais.
Quem desejar juntar-se em Portugal a estas actividades pode contactar a União Budista Portuguesa: sede@uniaobudista.pt
Acaba também de fazer uma exortação enérgica e comovida a que as pessoas se tornem veganas, no mínimo vegetarianas ou, no mínimo dos mínimos, reduzam progressivamente o consumo de carne, peixe e lacticínios, como contributo para reduzir o sofrimento dos animais, nossos íntimos parentes, e para o bem de todos os seres, incluindo nós mesmos.
Exortou também a que salvemos vidas, libertando animais que vão passar por uma morte horrível, cozidos vivos, em especial marisco e caracóis, passando por uma experiência infernal. Ele próprio fez o voto de libertar este ano 1 milhão de animais.
Quem desejar juntar-se em Portugal a estas actividades pode contactar a União Budista Portuguesa: sede@uniaobudista.pt
sábado, 6 de abril de 2013
A Compreensão: Ensinamento e meditação com Lionel Fourment
Lionel Fourment
Vive em França, na região de Nice, e é instrutor do Dharma no âmbito da comunidade Rimay Internacional. Há mais de 20 anos que estuda e pratica os ensinamentos do Dharma como discípulo de Denys Rinpoché. Foi, durante vários anos, presidente do Sangha Loka de Nice.
Lionel vem a Portugal, a convite do Sangha Rimay Lusófono, dar um ensinamento sobre a A Compreensão, na tradição do dharma do Buda, que inclui a prática da meditação.
(Os ensinamentos serão dados em francês).
Vive em França, na região de Nice, e é instrutor do Dharma no âmbito da comunidade Rimay Internacional. Há mais de 20 anos que estuda e pratica os ensinamentos do Dharma como discípulo de Denys Rinpoché. Foi, durante vários anos, presidente do Sangha Loka de Nice.
Lionel vem a Portugal, a convite do Sangha Rimay Lusófono, dar um ensinamento sobre a A Compreensão, na tradição do dharma do Buda, que inclui a prática da meditação.
(Os ensinamentos serão dados em francês).
Sábado, 20 de Abril
10h00 - 18h00
na sede da União Budista Portuguesa
(Av. 5 de Outubro, n.º 122, 8.º esq. - Lisboa)
Inscrição
Sócios 7 €
10h00 - 18h00
na sede da União Budista Portuguesa
(Av. 5 de Outubro, n.º 122, 8.º esq. - Lisboa)
Inscrição
Sócios 7 €
Não sócios 8 €
(se tiver uma real indisponibilidade financeira contacte-nos)
Organização: Sangha Rimay Lusófono - Associação | União Budista Portuguesa
(se tiver uma real indisponibilidade financeira contacte-nos)
Organização: Sangha Rimay Lusófono - Associação | União Budista Portuguesa
sábado, 23 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
E viva o ano da serpente de água!
O novo ano é um momento de passagem, uma transição, um momento de morte e de nascimento, a morte para um ano que acaba, o nascimento para um ano que começa. É um momento para vestir uma nova pele, o carnaval.
Para terminar o ano, invocamos o protetor da gnose, da experiência primeira, para que todos os miasmas do ano que termina sejam queimados no fogo da sabedoria.Que todas as dificuldades, tudo o que houve de doloroso, de negativo neste ano passado seja dissipado, queimado, consumido num golpe de uma «lança de fogo Vajra», é para isso que evocamos o protetor.

Depois deste repor a zeros (RAZ!), iniciamos o novo ano sob bons augúrios. A forma de iniciar o novo ano está na atenção, na plena consciência e na motivação que dá uma impulsão. Em desejos exprimimos votos para o novo ano, os votos são desejos e exprimimo-los a todos e a cada um, a todos os seres vivos e a todos os seus amigos, é a ocasião de fazer desejos para si e para todos.
O ano que começa é o ano da serpente de água. A serpente de água evoca as nagas, que são as guardiãs dos segredos, dos tesouros escondidos, são as nagas que têm guardado, durante muito tempo, os ensinamentos da Prajnaparamita e que os transmitiram a Nagarjuna (Naga-rjuna!). É um ano assente sob o signo das nagas, guardiãs de tesouros, é também um ano subterrâneo, um ano com turbulências no horizonte, perturbações.
É por isso mais importante que façamos desejos pois que poderá haver dificuldades. É recentrando-nos na prática, recorrendo a ela, encontrando a inspiração do Dharma, que podemos realizar o que é bom para nós e para os outros.
Assim, é um ano de desafios, de incitação para os valentes bodhisattvas, para os bons bodhisattvas. Guardar a palavra dada é coisa excelente, em geral e para as pessoas que tomaram votos, como diz o canto de Milarepa que nós cantámos.
Atenção! É então um ano assente sob o signo da atenção e da vigilância, da presença, da plena consciência. É o desejo que eu formulo, o desejo que vos envio do fundo do coração: «Atenção», e na atenção tudo será propício, os desejos do Dharma cumprir-se-ão, a felicidade realizar-se-á com saúde, prosperidade e todas as realizações! E viva o ano da serpente de água!
Om Ah Hum,
Sarva Mangalam!
Sarva Mangalam!
Denys Rinpoché
Traduzido do Francês por Miguel d'Orey
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
novo ano da serpente
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| H.H. the 14th Dalai Lama, Tenzin Gyatso. Photo taken in January 1957 in Kalimpong, India, by Das Brothers Courtesy: Das Photo Studio, Darjeeling link |
O primeiro ministro tibetano em exilio Lobsang Sangay sugeriu aos tibetanos em todo o mundo que no novo ano tibetano, dia 11 de Fevereiro, visitassem templos e fizessem oferendas vestidos com os trajes tradicionais (chubas). link
Vai começar dia 11 de Fevereiro para os chineses e para os tibetanos o ano da Serpente de água.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
shambhala
"A visão de Shambhala aplica-se a pessoas de todas as fés, não apenas àqueles que acreditam no Budismo. Qualquer pessoa pode se beneficiar do aprendizado Shambhala e da visão de Shambhala, sem enfraquecer sua fé ou a relação com seus ministros, padres, bispos, seu Papa, ou qualquer líder religioso que sigam. A visão de Shambhala não distingue um Budista de um Católico, um Protestante, um Judeu, um Muçulmano ou um Indu. É por isso que o chamamos de Reino de Shambhala. Um reino deve conter várias disciplinas espirituais, é por isso que estamos aqui."
Tradução Livre do Texto abaixo em Inglês, retirado do livro "Sol do Grande Leste" de Chögyam Trungpa Rinpoche
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