sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Os beneficios da prática do salvamento de vidas de Chatral Rinpoché
sendo o resgate de vidas uma prática regular em Portugal e no Brasil, eis um texto sobre os seus benefícios. "No mundo, nada é mais precioso do que a sua própria vida, e nada de mais negativo do que apagar uma vida,
de todas as virtudes condicionadas, resgatar e libertar vidas,
é a que acumula mais mérito."
༄༅། །ཚེ་ཐར་ཕན་ཡོན་བཞུགས་སོ། །
http://www.lotsawahouse.org/pt/tibetan-masters/chatral-rinpoche/saving-lives
de todas as virtudes condicionadas, resgatar e libertar vidas,
é a que acumula mais mérito."
༄༅། །ཚེ་ཐར་ཕན་ཡོན་བཞུགས་སོ། །
http://www.lotsawahouse.org/pt/tibetan-masters/chatral-rinpoche/saving-lives
domingo, 12 de janeiro de 2014
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
no local onde Buda nasceu
foi encontrada uma estrutura de madeira desconhecida, e que sugere que o sábio pode ter nascido no século 6 a.C. e não no século 3, como se pensava.
O grupo internacional de arqueólogos descobriu os vestígios de uma estrutura de madeira, até agora desconhecida, "embaixo de um conjunto de templos de tijolo", todos com "um mesmo espaço central aberto", o que coincide com o relato do nascimento de Buda, destacou a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Segundo a tradição budista, a rainha Maya Devi, mãe de Buda, deu à luz agarrada ao galho de uma árvore no Jardim de Lumbini, no meio caminho entre o reino de seus pais e o de seu marido.
Os vestígios encontrados "datam do século 6 antes de Cristo", e constituem portanto o primeiro material arqueológico que relaciona a vida de Buda e o nascimento do budismo com um período histórico concreto, afirmou a organização.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/11/26/arqueologos-descobrem-local-onde-buda-teria-nascido-no-seculo-6-ac.htm
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
O templo de monsanto - lisboa, Portugal
O novo projecto da União Budista Portuguesa - construir um templo em
Monsanto - a Casa da Paz, que visa a dinamização daquele espaço da
cidade, oferecendo a toda a população não só actividades budistas
tradicionais, como seminários, workshops, retiros e cursos de meditação,
mas também outras actividades culturais e sociais onde se fomente o auto-conhecimento, a paz interior, o respeito pela natureza, pelos seres vivos e o diálogo inter cultural e inter-religioso.
Ajude com um donativo mensal nem que seja de apenas 1 euro.
Pode efectuar o seu donativo através do nº de conta IBAN PT50 0010 0000 4767 6430 0011 7
ou se quiser ser voluntário entre em contacto connosco através do email umtemploparamonsanto@uniaobudista.pt
É
uma ocasião para acumular mérito, dizem as escrituras budistas que para
os milagres acontecerem é preciso uma postura de confiança e
generosidade.
É
apenas isto. O milagre é muito, incomensuravelmente, infinitamente mais
poderoso, justo e confiável do que qualquer processo meramente causal,
pois funda-se nos méritos a um nível subtil. O templo novo vai ficar tão
lindo. As pessoas virão de longe para ver e reconhecerão de modo
natural o que vivem. Haverá espaço para a prática, o diálogo com os
vários aspectos da nossa cultura, a riqueza e potencial de beneficio da
nossa natureza ilimitada. Através deste espaço teremos novo instrumento.
Ajude com um donativo mensal nem que seja de apenas 1 euro.
Pode efectuar o seu donativo através do nº de conta IBAN PT50 0010 0000 4767 6430 0011 7
ou se quiser ser voluntário entre em contacto connosco através do email umtemploparamonsanto@uniaobudista.pt
domingo, 24 de novembro de 2013
um bom dia : Lhabab Duchen
Hoje comemora-se na tradição tibetana o momento em que o Buda agradece a bondade de sua mãe, ensinado durante 3 meses no reino dos deuses onde ela residia. Diz-se que hoje tudo o que fazemos é multiplicado por 10 milhões. Uma simples pratica pode ser oferecer uma flor.
O Karmapa disse : "Entender a causalidade é o fundamento para a prática do Dharma. Precisamos compreender os efeitos da prática, o que fazer, o que não
fazer e as consequências. Essa é a verdadeira prática do dharma. Quando
temos essa clareza e convicção, podemos decidir, por nós mesmos, o que
devemos fazer; e isso acrescenta profundidade a qualquer coisa que
façamos. e
S.S. Karmapa: “Talvez a questão seja confrontar-nos com a pergunta: ‘Sou de fato uma boa pessoa, um bom ser humano?’ Porque isso é o que caracteriza ser um autêntico Budista.”"
A comunida de Theravada organiza uma cerimónia em que todos estão convidados
10h00 - Chegada (traga uma refeição para partilhar)
10h30 - Oferta do Arroz - pindabat
11h00 - Oferta da refeição aos monges
12h30 - A Embaixada da Tailândia oferece um hábito monástico
12h45 - Cânticos e Anumodana
13h00 - Palestra de Dhamma
14h00 - a partir desta hora todos os presentes podem conversar
com os monges, ver a exposição do projecto para a construção do
Mosteiro e usufruir do espaço em Pinhal de Frades.
http://www.blog.mosteirobudista.com/?p=1362&utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tord-pah-bah-24-de-novembro
Hoje o Sangha Rimay lusófano reune-se na UBP: http://www.sangharimaylusofono.net/2013/11/a-experiencia-profunda-encontro-de.html
S.S. Karmapa: “Talvez a questão seja confrontar-nos com a pergunta: ‘Sou de fato uma boa pessoa, um bom ser humano?’ Porque isso é o que caracteriza ser um autêntico Budista.”"
A comunida de Theravada organiza uma cerimónia em que todos estão convidados
com a presença de Ajahn Ratanavanno, monge sénior tailandês residente em Inglaterra, e também com a participação da Embaixada da Tailândia.
Todos serão bem vindos.
Programa
10h00 - Chegada (traga uma refeição para partilhar)
10h30 - Oferta do Arroz - pindabat
11h00 - Oferta da refeição aos monges
12h30 - A Embaixada da Tailândia oferece um hábito monástico
12h45 - Cânticos e Anumodana
13h00 - Palestra de Dhamma
14h00 - a partir desta hora todos os presentes podem conversar
com os monges, ver a exposição do projecto para a construção do
Mosteiro e usufruir do espaço em Pinhal de Frades.
http://www.blog.mosteirobudista.com/?p=1362&utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tord-pah-bah-24-de-novembro
Hoje o Sangha Rimay lusófano reune-se na UBP: http://www.sangharimaylusofono.net/2013/11/a-experiencia-profunda-encontro-de.html
domingo, 17 de novembro de 2013
Para o budismo não há idade.
Hoje comemora-se a partida de um mestre tibetano que viveu no Brasil.
“Hoje eu lembrei da primeira vez que vim aqui neste local. Era um mato, havia chovido e estava um barral enorme. Era a consagração do templo e depois da cerimônia o Rinpoche iria dar entrevistas individuais. Tinha uma fila enorme. Todo mundo queria perguntar alguma coisa e eu não sabia o que perguntaria.
Entrei na fila e, quando chegou a minha vez, eu perguntei, muito tímida, se eu não estava muito velha pra começar uma religião nova. Eu já estava velhina, com mais de 60. E ele olhou pra mim, parou, ficou olhando e disse assim: ‘Para o budismo não há idade.’”
Parinirvana de Chagdud Rinpoche 2012 – um álbum no Flickr
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
a meditação do amor altruísta
"Uma meditação budista tradicional, metta bhavana, a meditação do amor
altruísta, está a ser usada pelos neurocientistas para estudar o efeito
deste sentimento sobre a mente, o corpo e o comportamento humanos.
Consiste em começar por nós mesmos, visualizando uma luz no coração onde
ao inspirar todo o nosso sofrimento se absorve e dissipa, para na
expiração a irradiarmos impregnando-nos de luz, paz e felicidade.
Alargamos depois a prática a entes queridos que visualizamos diante de
nós, inspiramos o seu sofrimento para os libertarmos dele e, ao
expirarmos, enviamos-lhes toda a paz, toda a felicidade e todo o bem."
Muita informação sobre o assunto no último e excelente livro de Matthieu Ricard, Plaidoyer pour l’altruisme. La force de la bienveillance, Paris, NiL, 2013.
extraido do post do Paulo borges
Muita informação sobre o assunto no último e excelente livro de Matthieu Ricard, Plaidoyer pour l’altruisme. La force de la bienveillance, Paris, NiL, 2013.
extraido do post do Paulo borges
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Direito dos animais: “eles têm a qualidade idêntica aos homens” | um olhar budista
Entrevista: Matthieu Ricard, monge budista tibetano, autor e porta voz de S.S. o Dalai Lama, faz parte das numerosas assinaturas do manifesto de um novo status jurídico dos animais na França.
Porque ter assinado este manifesto?
Porque é uma realidade: os animais são seres sencientes, que tem um direito natural de não sofrer ou pelo menos que não os levemos ao sofrimento. É preciso ser cego para não ver que os animais têm as qualidades idênticas aos homens: empatia, bondade, cuidado com os outros seres… Assim, não podemos os tratar como controladores ou objetos.
O que este reconhecimento poderá implicar?
Reconhecer que são seres sencientes implica na forma maneira a qual nós os tratamos. A maldade já é punida por lei. Mas quando se trata de exploração industrial, a lei é muito ampla. Por exemplo, 20 % dos animais enviados à matadouros ainda estão conscientes no momento em que eles são abatidos. Isto é inadmissível. Sendo consideradas como objetos, é uma desculpa fácil de usar a nosso critério. Os humanos matam 1 milhão de animais terrestres e cinco vezes mais de animais marinhos a cada ano. É preciso ver a verdade. Não pode-se ter uma sociedade mais ética deixando de fora uma seção inteira da vida, que são animais.
É preciso, então, acomodar todos os animais no mesmo barco?
Claro, eles são seres sencientes. É preciso reconhecer todos eles como tais. Pessoalmente, eu não faço diferença entre uma vaca e um cachorro. Os porcos são, de certa maneira, mais inteligentes que os chimpanzés, por exemplo. E se os peixes não têm expressão facial, eles têm um mesmo sistema nervoso que faz com que eles sintam dor. Não se pode negar.
Como a religião budista vê os animais?
Como um ser senciente que não têm a mesma sofisticação do homem – chamado de inteligência – mas como ele tenta evitar o sofrimento e atingir o bem-estar. Esta aspiração deve ser respeitada. Neste sentido, a não violência frente aos os animais é uma extensão lógica do que defendemos para os seres humanos.
Direito dos animais: “eles têm a qualidade idêntica aos homens” | Bodisatva: um olhar budista
Porque ter assinado este manifesto?
Porque é uma realidade: os animais são seres sencientes, que tem um direito natural de não sofrer ou pelo menos que não os levemos ao sofrimento. É preciso ser cego para não ver que os animais têm as qualidades idênticas aos homens: empatia, bondade, cuidado com os outros seres… Assim, não podemos os tratar como controladores ou objetos.
O que este reconhecimento poderá implicar?
Reconhecer que são seres sencientes implica na forma maneira a qual nós os tratamos. A maldade já é punida por lei. Mas quando se trata de exploração industrial, a lei é muito ampla. Por exemplo, 20 % dos animais enviados à matadouros ainda estão conscientes no momento em que eles são abatidos. Isto é inadmissível. Sendo consideradas como objetos, é uma desculpa fácil de usar a nosso critério. Os humanos matam 1 milhão de animais terrestres e cinco vezes mais de animais marinhos a cada ano. É preciso ver a verdade. Não pode-se ter uma sociedade mais ética deixando de fora uma seção inteira da vida, que são animais.
É preciso, então, acomodar todos os animais no mesmo barco?
Claro, eles são seres sencientes. É preciso reconhecer todos eles como tais. Pessoalmente, eu não faço diferença entre uma vaca e um cachorro. Os porcos são, de certa maneira, mais inteligentes que os chimpanzés, por exemplo. E se os peixes não têm expressão facial, eles têm um mesmo sistema nervoso que faz com que eles sintam dor. Não se pode negar.
Como a religião budista vê os animais?
Como um ser senciente que não têm a mesma sofisticação do homem – chamado de inteligência – mas como ele tenta evitar o sofrimento e atingir o bem-estar. Esta aspiração deve ser respeitada. Neste sentido, a não violência frente aos os animais é uma extensão lógica do que defendemos para os seres humanos.
Direito dos animais: “eles têm a qualidade idêntica aos homens” | Bodisatva: um olhar budista
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
A vida de Buda
ilustrada de forma lúdica para as crianças e adultos.
Uma preciosidade apresentada na novela brasileira Jóia Rara.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
um bom fim de vida
Algumas dicas para o fim da vida. Não deixe os outros decidir por si, escreva o que deseja e assine.
Não esquecer o testamento vital em que basta reconhecer a assinatura num notário.
Caso não queira ser doador de órgãos sabia que tem que o declarar? Pode ser feito em qualquer centro de saúde. ver aqui: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/doacao+de+orgaos+e+transplantes/objecao_doacao.htm
"A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, a lei do testamento vital.
Não esquecer o testamento vital em que basta reconhecer a assinatura num notário.
Caso não queira ser doador de órgãos sabia que tem que o declarar? Pode ser feito em qualquer centro de saúde. ver aqui: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/doacao+de+orgaos+e+transplantes/objecao_doacao.htm
"A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, a lei do testamento vital.
O documento define que,
quando a lei entrar em vigor, o Ministério da Saúde (MS) passe a ter
disponível um modelo de testamento vital que dê a escolher aos doentes
cinco formas de puderem interromper o tratamento, mas cada pessoa vai
poder optar pela redacção que entender.
Caso o doente mude de ideias à última hora em relação à recusa de cuidados de saúde que tinha deixado decidida, a sua palavra prevalece sobre o que tinha escrito, explicou ao PÚBLICO o coordenador do grupo de trabalho parlamentar sobre o tema, o deputado bloquista João Semedo, depois de a versão final ser conhecida.
As directivas antecipadas de vontade em matéria de cuidados de saúde, mais conhecidas por testamentos vitais, serão documentos escritos em que a pessoa pode deixar decididos os cuidados de saúde a que não quer ser sujeito, caso fique incapaz de manifestar a sua vontade, se for internado em situações graves.
No texto final ficam cinco disposições possíveis que podem constar deste documento. A saber: os doentes vão poder recusar ser alimentados e hidratados artificialmente, com uma sonda ou soro, quando tal signifique “apenas adiar o processo de morte natural”, e vão poder dizer que não “ao suporte artificial das funções vitais, caso da ventilação ou da reanimação cardiorrespiratória”, podendo ainda recusar ser submetidos a tratamentos experimentais e ensaios clínicos, enuncia o deputado. Vão também poder dizer se desejam receber cuidados paliativos adequados à sua situação clínica.
Estas são apenas sugestões que poderão constar de um modelo que o MS terá de ter disponível, mas em que vigorará, em todo o caso, a liberdade de redacção. Caiu por terra a obrigatoriedade de estes documentos terem de constar do futuro Registo Nacional do Testamento Vital, que será opcional. Para que o testamento vital não registado seja válido, a assinatura da pessoa tem de ter sido reconhecida.
Procurador de cuidados de saúde
Fica também consagrada a figura do procurador de cuidados de saúde, uma pessoa da confiança do doente que pode ou não ser seu familiar e que será depositário da sua vontade neste tipo de situações extremas. Cada doente poderá optar apenas pelo testamento vital, pelo procurador ou pelos dois, mas, em caso de divergência, prevalece o documento escrito. Caso haja divergência entre o procurador e a equipa médica, vale a vontade manifestada por esta pessoa de confiança.
Já os médicos terão o direito de se recusar a acatar a vontade do doente, podendo alegar objecção de consciência. Caso, num determinado hospital, o número de objectores seja tal que impeça o cumprimento da vontade do doente, poderá ser pedida a cooperação de outros hospitais ou de outros médicos.
“Em qualquer momento, por declaração oral, a pessoa pode mudar de ideias, desde que o diga ao responsável que administra os cuidados de saúde”, explicou Semedo. Ou seja, nestes casos a vontade dita prevalece sobre a escrita. Esta tinha sido uma preocupação manifestada pela Ordem dos Enfermeiros, que notava num comunicado recente que, “se o testamento vital tiver carácter absoluto, não permitirá a revogação pelo próprio cidadão”.
Nesta versão final da lei fica também consagrado o prazo de validade de cinco anos para o testamento, que se mantém mesmo se, durante este período, a pessoa fique incapaz.
Semedo sublinha que o texto deixa claro as fronteiras entre o testamento vital, a eutanásia e o suicídio assistido, interditando-se situações que possam levar “a uma morte não natural e evitável” e remetendo-se para os artigos do Código Penal que criminalizam estas práticas. in PUBLICO
Caso o doente mude de ideias à última hora em relação à recusa de cuidados de saúde que tinha deixado decidida, a sua palavra prevalece sobre o que tinha escrito, explicou ao PÚBLICO o coordenador do grupo de trabalho parlamentar sobre o tema, o deputado bloquista João Semedo, depois de a versão final ser conhecida.
As directivas antecipadas de vontade em matéria de cuidados de saúde, mais conhecidas por testamentos vitais, serão documentos escritos em que a pessoa pode deixar decididos os cuidados de saúde a que não quer ser sujeito, caso fique incapaz de manifestar a sua vontade, se for internado em situações graves.
No texto final ficam cinco disposições possíveis que podem constar deste documento. A saber: os doentes vão poder recusar ser alimentados e hidratados artificialmente, com uma sonda ou soro, quando tal signifique “apenas adiar o processo de morte natural”, e vão poder dizer que não “ao suporte artificial das funções vitais, caso da ventilação ou da reanimação cardiorrespiratória”, podendo ainda recusar ser submetidos a tratamentos experimentais e ensaios clínicos, enuncia o deputado. Vão também poder dizer se desejam receber cuidados paliativos adequados à sua situação clínica.
Estas são apenas sugestões que poderão constar de um modelo que o MS terá de ter disponível, mas em que vigorará, em todo o caso, a liberdade de redacção. Caiu por terra a obrigatoriedade de estes documentos terem de constar do futuro Registo Nacional do Testamento Vital, que será opcional. Para que o testamento vital não registado seja válido, a assinatura da pessoa tem de ter sido reconhecida.
Procurador de cuidados de saúde
Fica também consagrada a figura do procurador de cuidados de saúde, uma pessoa da confiança do doente que pode ou não ser seu familiar e que será depositário da sua vontade neste tipo de situações extremas. Cada doente poderá optar apenas pelo testamento vital, pelo procurador ou pelos dois, mas, em caso de divergência, prevalece o documento escrito. Caso haja divergência entre o procurador e a equipa médica, vale a vontade manifestada por esta pessoa de confiança.
Já os médicos terão o direito de se recusar a acatar a vontade do doente, podendo alegar objecção de consciência. Caso, num determinado hospital, o número de objectores seja tal que impeça o cumprimento da vontade do doente, poderá ser pedida a cooperação de outros hospitais ou de outros médicos.
“Em qualquer momento, por declaração oral, a pessoa pode mudar de ideias, desde que o diga ao responsável que administra os cuidados de saúde”, explicou Semedo. Ou seja, nestes casos a vontade dita prevalece sobre a escrita. Esta tinha sido uma preocupação manifestada pela Ordem dos Enfermeiros, que notava num comunicado recente que, “se o testamento vital tiver carácter absoluto, não permitirá a revogação pelo próprio cidadão”.
Nesta versão final da lei fica também consagrado o prazo de validade de cinco anos para o testamento, que se mantém mesmo se, durante este período, a pessoa fique incapaz.
Semedo sublinha que o texto deixa claro as fronteiras entre o testamento vital, a eutanásia e o suicídio assistido, interditando-se situações que possam levar “a uma morte não natural e evitável” e remetendo-se para os artigos do Código Penal que criminalizam estas práticas. in PUBLICO
domingo, 22 de setembro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
No âmbito da iniciativa da UBP de construção da Casa da Paz em Monsanto, vimos convidar-vos a participar no Dia das Tradições Budistas para, em conjunto, celebrarmos o Dia Internacional da Paz!
A Casa da Paz pretende contribuir para a dinamização do Parque Florestal de Monsanto, oferecendo a toda a população actividades budistas tradicionais, assim como seminários, workshops, retiros, cursos de meditação e outras actividades culturais e sociais, onde se fomenta o auto-conhecimento, a paz interior, o respeito pela natureza e pelos seres vivos e o diálogo inter-cultural e inter-religioso.
Teremos palestras e sessões de meditação orientada.
Apareçam e tragam família e amigos para usufruir deste espaço da cidade pleno de tranquilidade!
* Almoço:
Poderá reservar a sua refeição vegetariana, vegan, biológica e sem glúten para o mail casadapaz@uniaobudista.pt ou trazer o seu almoço.
O Restaurante Paradox, de Cascais, providencia a entrega dos almoços para o Dia das Tradições Budistas, na Alameda Keil do Amaral, em Monsanto.
O almoço será composto por tofu, arroz integral, brócolos a vapor, estufado de legumes, salada e molhos variados. Poderá ainda escolher uma sobremesa entre tarde de lima e de uma tarde de coco com leite de amêndoa.
Há bebedouros, zona de merendas, bancos, w.c.s e sombra!
* Como chegar:
Use qualquer um destes autocarros: 711, 714, 723, 24 e o 729.
Também há parqueamento para quem prefere o carro, no Moinho do Penedo, que tem acesso pedonal à Alameda Keil do Amaral.
*Programa
| Palco - Palestras | Espaço Meditação | |
| 10h00 | Recepcao | |
| 10h20 | Abertura - CML/UBP | |
| 10h40 | Abertura - Centro Interpretação Monsanto | |
| Intervalo 10 min | ||
| 11h00 | Palestra: | |
| Título: " Mudar a mente, mudar o mundo. A via do Buda e o novo paradigma civilizacional." | ||
| Escola/associação: CES/UBP | ||
| Orador: Paulo Borges | ||
| Duração: 40 min | ||
| Intervalo 10 min | ||
| 11h50 | Palestra: | Meditação orientada: |
| Título: "A Existência Cíclica: os Três Reinos e os Nove Níveis" | Escola/associação: CES/UBP | |
| Escola/associação: CES/UBP | Orador: Paulo Borges | |
| Orador: António Faria | Duração: 30 min | |
| Duração: 15min | ||
| 12H05 | Palestra: | |
| Escola/associação: Sangha Flor de Amendoeira | ||
| Título: "Paz a Cada Passo" | ||
| Orador: Hulshoff Pol | ||
| Duração: 15min | ||
| 12h20 | Palestra: | Meditação orientada: Crianças |
| Título: "ECOLOGIA E ESPIRITUALIDADE: A perspectiva de um budista" | Escola/associação: UBP | |
| Escola/associação: Sangha Rimay Lusófono | Orientador: Aldora Amaral | |
| Orador: Orlando Figueiredo | Duração: 30minutos | |
| Duração: 40min | ||
| 13h00 | ALMOCO | ALMOCO |
| 14h00 | Palestra: | Meditação Orientada: |
| Título: " Educação para a paz. O caminho da consciência." | Escola/associação: Sangha Lusófono | |
| Escola/associação: UBP | Orientador: Miguel D'Orey | |
| Orador: Aldora Amaral | Duração: 1h00 min | |
| Duração: 30 min | ||
| 14H30 | Palestra: | |
| Título: "A Prática do Zen: O Espírito Fresco de Instante a Instante" | ||
| Escola/associação: Dojo Zen Lisboa | ||
| Orador: Yves Shoshin Crettaz, monge zen | ||
| Duração: 20min + 10 min P&R | ||
| 15h00 | Meditação orientada: | |
| 15H10 | Escola/associação: Dojo Zen Lisboa | |
| 15h10 | Orador: Yves Shoshin Crettaz, monge zen | |
| Duração: 30 minutos | ||
| 15h30 | Palestra: | Meditação orientada: |
| Título: "A Essencia do Budismo - Bodichitta" | Escola/associação: Associação Zen Flor-Silvestre (Wild Flower Zen Sangha) | |
| 15h40 | Escola/associação: Centro Estudos Tibetanos Pendê Ling | Orientador: Luís Carmo |
| Orador: Lama Gyurme | Duração: 40 minutos | |
| Duração: 45 minutos | ||
| 16h00 | ||
| 16h15 | Meditação Orientada: | Palestra: |
| 16h20 | Escola/associação: Budismo Theravada da Floresta - Comunidade Religiosa | Título: O Zen / leitura de poemas da Sensei Amy Hollowell |
| Orientador: Dhammiko Bhikkhu | Escola/associação: Associação Zen Flor-Silvestre (Wild Flower Zen Sangha) | |
| Duração: 1h30 | Orador: João Pedro Tapada (ou outros) | |
| 16h30 | Duração: 15-20 minutos | |
| 16h35 | Meditação orientada: | |
| Escola/associação: CES/UBP | ||
| Orientador: Antonio Faria | ||
| Duração: 30 minutos | ||
| 17h05 | Meditação orientada: | |
| Escola/associação: Sangha Flor de Amendoeira | ||
| Orientador: Hulshoff Pol | ||
| 17h30 | Duração: 45 minutos | |
| 17H50 | ||
| 18h | Encerramento | Encerramento |
sábado, 24 de agosto de 2013
Astrólogo Tibetano em Lisboa dias 27 e 28 de Agosto
DIA 28 – Palestra - INTRODUÇÃO À ASTROLOGIA TIBETANA – 21H
Local - Hotel Villa Rica
Av. 5 de Outubro, 295 - Lisboa
Preço – 10€
Palestra em Inglês
DIA 27 – PUJA DO BUDA DA MEDICINA – 21H
Local - Templo YoguiniGompa - Rua do Salitre,117-1º Lisboa - Espaço n’Os Tibetanos
Preço – Donativo
Inscrições – manuela@tulkulobsang- organizer.org
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Astrólogo Tibetano em Portugal de 27 Agosto a 8 Setembro
Atenção: as vagas são limitadas e o prazo para entrega das informações pessoais para os mapas astrológicos termina dia 16 Agosto! (a preparação de cada mapa exige um estudo prévio)
Inscrições no site oficial:
http://www.tulkulamalobsang.org/tourplan/285
CONSULTAS ASTROLÓGICAS * PALESTRAS * ENSINAMENTOS
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
O Sangha Rimay Lusófono no programa A Fé dos Homens (RTP2 - 18h00 8-Ago-2013 )
O Sangha Rimay Lusófono foi o tema do programa "A Fé dos Homens".
Clique no link para ver a entrevista completa.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
2013_Mestrado em Ciência das Religiões. lisboa
Razões para frequentar este curso
- Única área de formação no campo do Fenómeno Religioso com total isenção, imparcialidade e não confessionalidade em Portugal.
- Corpo docente especializado nas diversas áreas de actuação: História das Religiões (Antiguidade, Religiões e Culturas Orientais, Cristianismo, Islão, Judaismo, Religiões e Tradições afro-brasileiras, movimentos religiosos contemporâneos, Sociologia e Antropologia das Religiões, Psicologia das Religiões e Filosofia das Religiões).
- Parcerias internacionais com algumas das mais prestigiantes entidades: Aliança de Civilizações (ONU) e Movement of Moderates Foundation.
- Largo grupo de parcerias internacionais integrando as mais prestigiadas universidades da Lusofonia.
- Corpo de investigação dinâmico, com constantes actividades internacionais (Colóquios e Projectos de Investigação).
- Largo grupo de publicações científicas, especialmente uma revista científica de renome internacional.
Mestrado em Ciência das Religiões (2.º Ciclo)
domingo, 14 de julho de 2013
Meditação: a felicidade do aqui e agora
Encontramos este artigo sobre meditação, na revista Activa:
"Se pensa que meditar é coisa de monges solitários, desengane-se. A ciência tem vindo a confirmar o que as tradições antigas já diziam: a meditação é uma das melhores ferramentas para nos ajudar a lidar com as agruras do dia a dia.
Ler mais: http://activa.sapo.pt/belezaesaude/bemestar/2013/07/07/meditacao-a-felicidade-do-aqui-e-agora#ixzz2Z10AeUFn
Por: Bárbara Bettencourt
07 Julho 2013
"Se pensa que meditar é coisa de monges solitários, desengane-se. A ciência tem vindo a confirmar o que as tradições antigas já diziam: a meditação é uma das melhores ferramentas para nos ajudar a lidar com as agruras do dia a dia.
Ah, que bom seria ter uma vida isenta de stresse, dominar todas as oscilações emocionais e, já agora, pedir não custa, ter aquele ar zen e sempre sorridente do Dalai Lama... Para quem está de fora, os meditantes podem parecer uma fauna estranha, parte de um clube seleto na posse de um segredo qualquer. Alguns famosos, como Sting, Richard Gere, Oprah ou David Lynch – que criou uma fundação para promover a meditação nas escolas – têm ajudado a divulgar uma prática que muitos associam ainda a monges em mosteiros no planalto asiático. Mas a meditação, asseguram famosos, monges e cientistas, quando nasce é para todos, e sobretudo, garantem-nos, não é um bicho de sete cabeças.
Trata-se simplesmente de treinar a arte da concentração, explica o monge budista Matthieu Ricard no livro ‘A Arte da Meditação’ (Ed. Presença). Doutorado em Genética Molecular, Ricard foi um dos monges que se submeteu a testes cerebrais em estudos científicos sobre a meditação e os resultados valeram-lhe o título de ‘Homem mais feliz do mundo’. Nada mau, mas consta que os resultados foram obtidos após anos de prática em mosteiros do Nepal. Começar agora, num prédio em Benfica, será igual?
Dá saúde e faz crescer... o bem-estar
A crer nos estudos, feitos com pessoas comuns e monges na Universidade de Wisconsin, EUA, seja em Massamá ou na Índia, meditar 20 minutos por dia durante seis a oito semanas é o suficiente para notar efeitos na diminuição da ansiedade, dor, raiva e tendência para a depressão. Além disso, neste curto período de tempo o sistema imunitário parece sair reforçado, há um reforço da capacidade de concentração e aumento do bem-estar. Boas razões para começar? Sim, mas há mais.
Até agora, o cérebro era visto como algo estático, com um número de neurónios fixo à nascença que não se reproduziam e diminuíam com a idade. Hoje em dia sabe-se que o cérebro é dotado de neuroplasticidade, ou seja, é capaz de se modificar estruturalmente ao longo da vida. Os pensamentos ativam determinados circuitos neuronais e quanto mais os usamos mais eles são reforçados.
A prática da concentração em sentimentos como a compaixão, por exemplo, ativa a zona do cérebro ligada a emoções positivas e faz com que esta se torne mais forte. Com a prática é possível alterar completamente padrões de reação emocional negativos. É isto que explica Matthieu Ricard: “Treinar o cérebro para desenvolver certas qualidades humanas é tão normal como aprender a andar, a ler e a escrever, atividades que não achamos anormal passar anos a aprender”, garante. Portanto, ainda dá algum trabalho, o que explica que seja tão comum desistir ao fim de umas poucas tentativas. Embora não pareça, não é fácil ficar sentado sem fazer nada.
Dicas para começar: foque-se nas razões porque quer meditar, se tiver uma motivação é mais fácil. Comprometa-se. Faça da meditação um hábito que não questiona, como lavar os dentes. Comece devagar e estabeleça metas razoáveis. Por fim, não se preocupe em sentir alguma coisa durante a meditação. Os efeitos importantes, assegura Matthieu Ricard, sentem-se no dia a dia, quando não estiver a meditar.
Meditações para todos os gostos
Há técnicas de meditação com milénios mas também modalidades bastante recentes. É importante descobrir a que mais se adapta à sua forma de ser para colher mais benefícios. Se a ideia de ficar sentada por 10 minutos lhe faz comichão, talvez o zen não seja para si, mas pode experimentar o tai-chi ou a dança sufi... Se gosta de cantar, práticas com entoação de mantras são uma boa ideia... O mais importante é comprometer-se a praticar de forma regular. Meditar é ginástica cerebral. Faça-o e pronto. A persistência faz a diferença. É melhor 10 minutos por dia todos os dias do que sessões de horas seguidas uma vez por mês.
- Meditação Budista: Há muitas técnicas baseadas nos ensinamentos de Buda, para quem o objetivo da meditação era sobretudo libertar a mente das emoções perturbadoras.
ONDE APRENDER: Na União Budista de Lisboa e Porto (www.uniaobudista.pt) há cursos regulares de meditação budista.
Trata-se simplesmente de treinar a arte da concentração, explica o monge budista Matthieu Ricard no livro ‘A Arte da Meditação’ (Ed. Presença). Doutorado em Genética Molecular, Ricard foi um dos monges que se submeteu a testes cerebrais em estudos científicos sobre a meditação e os resultados valeram-lhe o título de ‘Homem mais feliz do mundo’. Nada mau, mas consta que os resultados foram obtidos após anos de prática em mosteiros do Nepal. Começar agora, num prédio em Benfica, será igual?
Dá saúde e faz crescer... o bem-estar
A crer nos estudos, feitos com pessoas comuns e monges na Universidade de Wisconsin, EUA, seja em Massamá ou na Índia, meditar 20 minutos por dia durante seis a oito semanas é o suficiente para notar efeitos na diminuição da ansiedade, dor, raiva e tendência para a depressão. Além disso, neste curto período de tempo o sistema imunitário parece sair reforçado, há um reforço da capacidade de concentração e aumento do bem-estar. Boas razões para começar? Sim, mas há mais.
Até agora, o cérebro era visto como algo estático, com um número de neurónios fixo à nascença que não se reproduziam e diminuíam com a idade. Hoje em dia sabe-se que o cérebro é dotado de neuroplasticidade, ou seja, é capaz de se modificar estruturalmente ao longo da vida. Os pensamentos ativam determinados circuitos neuronais e quanto mais os usamos mais eles são reforçados.
A prática da concentração em sentimentos como a compaixão, por exemplo, ativa a zona do cérebro ligada a emoções positivas e faz com que esta se torne mais forte. Com a prática é possível alterar completamente padrões de reação emocional negativos. É isto que explica Matthieu Ricard: “Treinar o cérebro para desenvolver certas qualidades humanas é tão normal como aprender a andar, a ler e a escrever, atividades que não achamos anormal passar anos a aprender”, garante. Portanto, ainda dá algum trabalho, o que explica que seja tão comum desistir ao fim de umas poucas tentativas. Embora não pareça, não é fácil ficar sentado sem fazer nada.
Dicas para começar: foque-se nas razões porque quer meditar, se tiver uma motivação é mais fácil. Comprometa-se. Faça da meditação um hábito que não questiona, como lavar os dentes. Comece devagar e estabeleça metas razoáveis. Por fim, não se preocupe em sentir alguma coisa durante a meditação. Os efeitos importantes, assegura Matthieu Ricard, sentem-se no dia a dia, quando não estiver a meditar.
Meditações para todos os gostos
Há técnicas de meditação com milénios mas também modalidades bastante recentes. É importante descobrir a que mais se adapta à sua forma de ser para colher mais benefícios. Se a ideia de ficar sentada por 10 minutos lhe faz comichão, talvez o zen não seja para si, mas pode experimentar o tai-chi ou a dança sufi... Se gosta de cantar, práticas com entoação de mantras são uma boa ideia... O mais importante é comprometer-se a praticar de forma regular. Meditar é ginástica cerebral. Faça-o e pronto. A persistência faz a diferença. É melhor 10 minutos por dia todos os dias do que sessões de horas seguidas uma vez por mês.
- Meditação Budista: Há muitas técnicas baseadas nos ensinamentos de Buda, para quem o objetivo da meditação era sobretudo libertar a mente das emoções perturbadoras.
ONDE APRENDER: Na União Budista de Lisboa e Porto (www.uniaobudista.pt) há cursos regulares de meditação budista.
Ler mais: http://activa.sapo.pt/belezaesaude/bemestar/2013/07/07/meditacao-a-felicidade-do-aqui-e-agora#ixzz2Z10AeUFn
segunda-feira, 8 de julho de 2013
C.A.S.A .ajuda aos sem abrigo- Figueira da Foz
CASA -Inauguração - Fig. da Foz com Tulku Pema Wangyal Rinpoché
As instalações da CASA - Figueira da Foz, foram hoje oficialmente inaguradas, numa cerimónia simples mas bastante tocante para todos os presentes, sobretudo graças à presença, que muito nos honrou, de Mestre Tulku Pema Wangyal Rinpoché, monge budista tibetano, Presidente Honorário desta instituição e mentor da iniciativa CASA a nível internacional. Além de cerca de três dezenas de voluntários figuerenses e de outras cidades, a cerimónia, a que se seguiu um almoço a cargo da nossa amiga e voluntária Iris Palhas e do contributo de membros que trouxeram os seus "petiscos", contou também com a presença do presidente da CASA a nível nacional, Jorge Correia, bem como do responsável pela delegação do Porto, Pedro Nicolau, e do vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira, Carlos Monteiro, vereador responsável pelo pelouro social da autarquia, que nos cedeu este espaço.
Extremamente simpático e acessível, Mestre Tulku Pema visitou a nossa sede - ainda a precisar de bastantes melhoramentos, que aos poucos vamos conseguindo fazer sobretudo com trabalho voluntário -, trocou impressões com muitos dos presentes, proferiu um discurso cativante e motivador onde realçou valores como a aceitação ou o afeto, e almoçou connosco ao ar livre, no pátio interior do edfício, num clima de grande informalidade e comunhão.
Colocando em prática o espírito de partilha e de humildade, que inspiram o movimento CASA, Mestre Tulku Pema fez questão de por diversas vezes se levantar e servir comida aos presentes, circulando entre as pessoas com as travessas de iguarias vegetarianas ou de frutas. O alto representante budista agradeceu o trabalho dos voluntários, de ajuda aos mais necessitados, um trabalho «precioso», desde logo porque «todos os seres humanos têm o mesmo direito à felicidade e o direito de, pelo menos, terem as suas necessidades básicas satisfeitas». Referindo-se à questão da desigualdade, em que alguns têm muito e muitos têm pouco, Mestre Tulku Pema realçou a diferença de postura entre os pobres asiáticos, designadamente indianos, e os do mundo ocidental. Enquanto os primeiros, referiu, convivem com a pobreza de forma sistemática há muito mais tempo, para nós numa Europa que afirmou cada vez mais despida de valores espirituais, esta é uma realidade que para muitos é nova.
«Na Índia há muitos pobres, mas quando falamos com eles, dizem "a minha situação é a que é, é a vontade de Deus e eu aceito-a". E outras pessoas acreditam na lei da causa e efeito, encarando as condições do presente como sendo consequência de ações do passado, não consideram a sua condição como permanente, a sua situação pode mudar. Como tal, sofrem muito menos». Para o mestre budista, o ocidente teve uma riqueza espiritual muito grande no passado, mas «tem havido um declínio a esse nível e a vida (dos ocidentais) tem sido cada vez mais ancorada no mundo e no progresso material. E como se refugiam cada vez mais no mundo material, quando o mundo material começa a entrar em declínio, começam a entrar mais facilmente no desespero. Como tal, tenho verificado que os pobres e os sem-abrigo sofrem muito mais do que na Índia, onde a maioria das pessoas, com aquela postura espiritual, acredita que a pobreza pode ser considerada como uma forma de vida e escolhem este estilo de vida também como uma forma de viver uma vida simples. Enquanto que aqui no ocidente, normalmente escolhemos viver uma vida materialmente melhor, e quando isso entra em declínio, sofremos muito mais, e há mesmo pessoas que não têm sequer onde viver. Ao mesmo tempo, vejo que há muitas casas aqui que estão vazias e desocupadas, algo que é doloroso. E assim, todos vocês que, com muita generosidade e bondade satisfazem as necessidades daqueles que são pobres e não têm onde dormir, estão a fazer algo de muito precioso», sublinhou, referindo-se também a entidades públicas que trabalham ativamente no apoio aos mais desfavorecidos, dando o exemplo do município figueirense e agradecendo diretamente ao autarca presente, que no final foi presentado com um lenço de seda branco, pleno de simbolismo budista e abençoado pelo Dalai Lama.
O ilustre visitante traçou também um breve resumo de como o movimento CASA se tem expandido, não só em Portugal, mas em Espanha ou em França, além da Índia ou do Nepal, onde se tem feito um valioso trabalho junto de crianças de rua, em constante risco de violência ou prostituição. Para Tulku Pema Wangyal Rinpoché, a palavra chave é «afeto». Dando o exemplo do afeto de uma mãe pelos seus filhos, que leva a um amor e a um apoio sem condições e sem limites, defendeu a universalidade desse sentimento, que nos permitirá, enfim, encarar o outro como uma mãe encara um filho. «E quando encaramos como um privilégio poder fazer algo de bom ao serviço dos outros, quando esta atitude e este sentimento está presente, o de gratidão, porque estas pessoas nos permitem fazer algo por eles, isso é algo de muito precioso, que também nos traz esperança. O afeto traz-nos o amor, o afeto traz-nos compaixão, e por amor queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar o próximo. Mas sei que todos vocês sabem já disso, estou aqui hoje simplesmente para vos agradecer: muito obrigado a todos. Alguns dos meus mestres também diziam que ajudar os outros é ajudarmo-nos a nós próprios».
Fez também questão de homenagear a figura do fundador da CASA e outros projetos solidários, o seu pai e mestre Kangyur Rinpoche, falando um pouco sobre ele e a sua natureza generosa. Mais foi dito, mas esta é a síntese possível de uma inauguração simples mas bastante significativa e tocante para todos os que estiveram presentes. E como as imagens, dizem, valem por mil palavras, fica aqui a reportagem fotográfica do acontecimento. Com os nossos profundos agradecimentos a todos e em especial ao mestre que veio de longe iluminar o nosso caminho na Figueira da Foz, dando-nos estímulo para prosseguir com esta causa sempre urgente. Bem-haja!
Nota: Estas imagens foram reduzidas para tamanho web. Quem estiver interessado em alguma(s) com o tamanho original, pode pedir em mensagem privada nesta página ou em comentário a este álbum, e será enviada. link no facebook
Extremamente simpático e acessível, Mestre Tulku Pema visitou a nossa sede - ainda a precisar de bastantes melhoramentos, que aos poucos vamos conseguindo fazer sobretudo com trabalho voluntário -, trocou impressões com muitos dos presentes, proferiu um discurso cativante e motivador onde realçou valores como a aceitação ou o afeto, e almoçou connosco ao ar livre, no pátio interior do edfício, num clima de grande informalidade e comunhão.
Colocando em prática o espírito de partilha e de humildade, que inspiram o movimento CASA, Mestre Tulku Pema fez questão de por diversas vezes se levantar e servir comida aos presentes, circulando entre as pessoas com as travessas de iguarias vegetarianas ou de frutas. O alto representante budista agradeceu o trabalho dos voluntários, de ajuda aos mais necessitados, um trabalho «precioso», desde logo porque «todos os seres humanos têm o mesmo direito à felicidade e o direito de, pelo menos, terem as suas necessidades básicas satisfeitas». Referindo-se à questão da desigualdade, em que alguns têm muito e muitos têm pouco, Mestre Tulku Pema realçou a diferença de postura entre os pobres asiáticos, designadamente indianos, e os do mundo ocidental. Enquanto os primeiros, referiu, convivem com a pobreza de forma sistemática há muito mais tempo, para nós numa Europa que afirmou cada vez mais despida de valores espirituais, esta é uma realidade que para muitos é nova.
«Na Índia há muitos pobres, mas quando falamos com eles, dizem "a minha situação é a que é, é a vontade de Deus e eu aceito-a". E outras pessoas acreditam na lei da causa e efeito, encarando as condições do presente como sendo consequência de ações do passado, não consideram a sua condição como permanente, a sua situação pode mudar. Como tal, sofrem muito menos». Para o mestre budista, o ocidente teve uma riqueza espiritual muito grande no passado, mas «tem havido um declínio a esse nível e a vida (dos ocidentais) tem sido cada vez mais ancorada no mundo e no progresso material. E como se refugiam cada vez mais no mundo material, quando o mundo material começa a entrar em declínio, começam a entrar mais facilmente no desespero. Como tal, tenho verificado que os pobres e os sem-abrigo sofrem muito mais do que na Índia, onde a maioria das pessoas, com aquela postura espiritual, acredita que a pobreza pode ser considerada como uma forma de vida e escolhem este estilo de vida também como uma forma de viver uma vida simples. Enquanto que aqui no ocidente, normalmente escolhemos viver uma vida materialmente melhor, e quando isso entra em declínio, sofremos muito mais, e há mesmo pessoas que não têm sequer onde viver. Ao mesmo tempo, vejo que há muitas casas aqui que estão vazias e desocupadas, algo que é doloroso. E assim, todos vocês que, com muita generosidade e bondade satisfazem as necessidades daqueles que são pobres e não têm onde dormir, estão a fazer algo de muito precioso», sublinhou, referindo-se também a entidades públicas que trabalham ativamente no apoio aos mais desfavorecidos, dando o exemplo do município figueirense e agradecendo diretamente ao autarca presente, que no final foi presentado com um lenço de seda branco, pleno de simbolismo budista e abençoado pelo Dalai Lama.
O ilustre visitante traçou também um breve resumo de como o movimento CASA se tem expandido, não só em Portugal, mas em Espanha ou em França, além da Índia ou do Nepal, onde se tem feito um valioso trabalho junto de crianças de rua, em constante risco de violência ou prostituição. Para Tulku Pema Wangyal Rinpoché, a palavra chave é «afeto». Dando o exemplo do afeto de uma mãe pelos seus filhos, que leva a um amor e a um apoio sem condições e sem limites, defendeu a universalidade desse sentimento, que nos permitirá, enfim, encarar o outro como uma mãe encara um filho. «E quando encaramos como um privilégio poder fazer algo de bom ao serviço dos outros, quando esta atitude e este sentimento está presente, o de gratidão, porque estas pessoas nos permitem fazer algo por eles, isso é algo de muito precioso, que também nos traz esperança. O afeto traz-nos o amor, o afeto traz-nos compaixão, e por amor queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar o próximo. Mas sei que todos vocês sabem já disso, estou aqui hoje simplesmente para vos agradecer: muito obrigado a todos. Alguns dos meus mestres também diziam que ajudar os outros é ajudarmo-nos a nós próprios».
Fez também questão de homenagear a figura do fundador da CASA e outros projetos solidários, o seu pai e mestre Kangyur Rinpoche, falando um pouco sobre ele e a sua natureza generosa. Mais foi dito, mas esta é a síntese possível de uma inauguração simples mas bastante significativa e tocante para todos os que estiveram presentes. E como as imagens, dizem, valem por mil palavras, fica aqui a reportagem fotográfica do acontecimento. Com os nossos profundos agradecimentos a todos e em especial ao mestre que veio de longe iluminar o nosso caminho na Figueira da Foz, dando-nos estímulo para prosseguir com esta causa sempre urgente. Bem-haja!
Nota: Estas imagens foram reduzidas para tamanho web. Quem estiver interessado em alguma(s) com o tamanho original, pode pedir em mensagem privada nesta página ou em comentário a este álbum, e será enviada. link no facebook
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