Himachal Pradesh, India
domingo, 22 de abril de 2012
Texto de Dzongsar Khyentse sobre a era das trevas, o fim do mundo e 2012.
Himachal Pradesh, India
domingo, 15 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Lama Denys em Lisboa
Durante o seminário, aberto a todos, budistas e não-budistas, com pouca ou muita experiência na prática da meditação, Denys Rinpoché proporá exercícios e métodos simples que promovem a unificação do corpo e da mente, religando-nos ao instante presente através da respiração e das sensações corporais.
Este seminário será orientado por Denys Rinpoché. (biografia no link)
O Seminário-retiro decorrerá nos dias 28, 29 e 30 de Abril na União Budista Portuguesa (Av. 5 de Outubro, n.º 122, 8.º esq., Lisboa) entre as 10h00 e as 17h00.
Cada participante deverá trazer o seu tapete e uma merenda vegetariana/vegana para partilhar durante a hora de almoço (12h30 às 14h00).
O custo de participação é de 25 € por dia e recomenda-se a sua presença nos três dias. O pagamento poderá ser efetuado através de transferência bancária para a conta N.º 0125 001949800 da Caixa Geral de Depósitos — NIB 0035 0125 00001949800 85. O comprovativo de transferência deverá ser enviado para o endereço de correio eletrónico geral@SanghaRimayLusofono.net
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Se tiver alguma dúvida ou dificuldade por favor contacte-nos através do endereço de correio eletrónico ou através do telefone (+351) 933 284 587.
Preencha o formulário seguinte para proceder à sua inscrição. veja aqui:
http://www.
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lenbramos que hoje dia 7 de abril até dia 9 de abril se inicia em França uma secção de orações no instituto Karma Ling . sobre o Karmapa consultar o site http://www.kagyuoffice-fr.org/17e_karmapa/
terça-feira, 3 de abril de 2012
O Vaticano enviou uma mensagem aos budistas de todo o mundo por ocasião da festividade, o “Vesakh”.

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| Thai Novo ano festa da água13.04. 2012 |
lembrar que está a caminho de Portugal o Mosteiro Budista Theravada da Tradição da Floresta da Tailândia.
Aproxima-se a chegada dos monges a Portugal e as preparações para este evento estão em curso. Ajahn Vajiro, actualmente na nova Zelândia, virá para o Reino Unido, no inicio de Julho, de onde partirá para Portugal com outros dois monges, o Venerável Subbadho e o Venerável Kancano.
O plano é partirem de Inglaterra no dia 13 de Julho. A viajem será feita de carro atravessando o mar no ferry-boat que parte de Portsmouth e atraca em Bilbao, no norte de Espanha. Para tal serão acompanhados por Julian Wall, um amigo e colaborador do Sangha que se disponibilizou para tomar parte desta aventura. Após a chegada a Bilbao irão dirigir-se a Santiago de Compostela. Os viajantes entrarão em Portugal pelo Gerês indo também visitar o Bom Jesus de Braga.
Assim, espera-se que os nossos pioneiros cheguem a Lisboa por volta do dia 18 de Julho, onde irão então determinar o Vassa, período que corresponde à época das chuvas na Ásia e durante o qual é tradição os monges permanecerem fixos num determinado local. Este ano o Vassa começa no início de Agosto, estendendo-se até finais de Outubro.
Dá-se assim início à presença do Sangha residente em Portugal.
O Vaticano enviou uma mensagem aos budistas de todo o mundo por ocasião da sua principal festividade, o “Vesakh”. (audio no site da radio renascença)
"Como budistas, vós transmitis aos jovens a necessária sabedoria de abster-se de prejudicar os outros e de viver uma vida de generosidade e compaixão, uma pratica que deve ser apreciada e reconhecida como um dom precioso para a sociedade. Esta é uma maneira concreta com a qual a religião contribui para educar as jovens gerações a partilhar a responsabilidade e cooperar com os outros." link _Mensagem para a Festa do Vesakh/Hanamatsuri 2012
“A paz, a justiça social, uma economia mais justa, uma organização política mais participativa, uma consciência cívica mais activa, preocupação com o estado do planeta e a relação do homem com outros seres vivos”, explica o presidente da União Budista Portuguesa.
Paulo Borges elogiou ainda as palavras da Santa Sé: “Fico contente por esta ser uma mensagem dirigida aos budistas por ocasião duma festividade que é a mais importante da nossa tradição”. O responsável acrescentou estar satisfeito com a “abertura do Vaticano, no sentido, de promover, cada vez mais, o diálogo inter-religioso e entre as culturas”.
Uma consciência ética mais global é uma das propostas da comunidade budista em Portugal.
segunda-feira, 26 de março de 2012
PAULO BORGES_ Workshop 15 ABRIL NO PORTO
Paulo Borges 15 de Abril, Domingo, 11h-13h e das 14.30h-18.30h
quarta-feira, 21 de março de 2012
ANO NOVO TAILANDÊS em Abril
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| foto do pavilhão da Tailândia em Lisboa |
Na Tailândia, a grande maioria da população é budista, seguindo o budismo theravada, aquele que põe a ênfase no percurso de cada indivíduo. Em início de ano, Buda não pode ser esquecido! As oferendas, a oração, a limpeza das estátuas de Buda com água são alguns dos rituais que passará a conhecer melhor numa visita orientada que pode ser o ponto de partida para uma grande viagem.
ANO NOVO TAILANDÊS - Serviço Educativo - O Museu - Museu Fundação Oriente
domingo, 19 de fevereiro de 2012
o novo ano Tibetano ou “Losar”
embora este ano não se comemore o losar, assinala-se a passagem do ano dia 22_podem ouvir este ensinamento em ingles de Jetsün Khandro Rinpoche's New Year Eve .http://lotusgardens.org/
podem também ver este documentário com Orgyen Tobgyal Rinpoche eTulku Rigdzin que no dia 22 estará on line todo o dia http://www.sixfiftyblue.com/drupchen/
e do grupo de apoio ao tibete esta mensagem:
Losar Lhakar: Comemoração da Resistência e Unidade Tibetana
Queridos Amigos,
Este ano o novo ano Tibetano ou “Losar” coincide com a “Quarta-feira Branca” (Lhakar), o dia da semana em que vários Tibetanos decidiram canalizar a sua resistência para actividades simples que acentuem o seu carácter Tibetano e a sua unidade com outros Tibetanos.
Desta forma no dia 22 de Fevereiro de 2012 (início do ano 2139 do Dragão-Água) serão realizadas orações e vigílias em todo o mundo, com o intuito de relembrar todos os Tibetanos que perderam as suas vidas e comemorar a coragem do povo Tibetano no Tibete, que continua a resistir à opressão e ocupação por parte das autoridades Chinesas.
Encorajamos assim todos os amigos e apoiantes do Grupo de Apoio ao Tibete a:
* Fazer um “Lhakar Pledge” disponível em: http://lhakar.org/pledge/
Partilhando esta mesma iniciativa com mais amigos e como uma chamada de atenção para o crescente movimento de resistência dentro do Tibete.
* Acender velas ou lamparinas de manteiga como forma de dar as boas vindas ao Ano Novo Tibetano e honrar a coragem dos Tibetanos que continuam a resistir à ocupação Chinesa.
*Pendurar uma “khatag” (lenço tradicional Tibetano) na porta de casa para deixar entrar a mudança, a esperança e a renovação em 2139/ 2112.
* Exibir uma fotografia de S.S. o Dalai Lama uma vez que, no Tibete, os Tibetanos não estão autorizados a fazê-lo.
* Participar na acção de rua que decorrerá no Chiado (junto à saída de metro) pelas 18h00 de dia 22 de Fevereiro.
Assinaremos bandeiras de oração Tibetanas que posteriormente serão enviadas para Dharamsala, onde serão colocadas no Templo Namgyal situado em frente à residência de S.S. Dalai Lama, juntamente com bandeiras assinadas em inúmeros pontos do planeta.
Participem caso possam, não demorará mais do que 5 minutos!
A todos desejamos um muito feliz Losar Lhakar!
Continuaremos a contar com o vosso apoio em todas as iniciativas que realizaremos com o propósito de dar voz a quem viu a sua ser silenciada e contribuir para uma alteração da situação vivida pelos Tibetanos no Tibete.
Saudações muito amigas,
Grupo de Apoio ao Tibete
sábado, 11 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O curso é formado por três sessões de 2h30 com as seguintes temáticas:
- Contextualização histórica da Via do Buddha;
- De duhkha a sarana: o caminho;
- Dharma: o ensinamento.
- 20.jan das 18h30 às 21h00;
- 21.jan das 10h30 às 13h00;
- 22.jan das 10h30 às 13h00.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Yongey Mingyur Rinpoche
No início de Junho de 2011, Yongey Mingyur Rinpoche abandonou o seu mosteiro em Bodhgaya, na Índia, para iniciar um longo período de retiro em solidão. Ele saiu do mosteiro a meio da noite e sem levar consigo qualquer dinheiro ou posses, apenas as roupas que tinha vestidas. Mingyur Rinpoche escreveu esta carta pouco antes de partir para o seu retiro.
"Caros amigos, estudantes e colegas meditadores,
Quando estiverem a ler esta carta, eu já terei começado o longo retiro que anunciei o ano passado. Como poderão saber, eu sempre senti uma forte proximidade com a tradição do retiro, desde o tempo em que era uma criança a crescer nos Himalaias. Apesar de eu não saber como meditar, frequentemente fugia de minha casa para uma gruta que existia perto, onde eu me sentava tranquilamente e recitava o mantra “om mani peme hung” repetidamente na minha mente. O meu amor pelas montanhas e pela simples vida de um meditador nómada já na altura me era apelativo.
Só quando eu estava no início da minha adolescência tive a primeira oportunidade de fazer um retiro formal. Até essa altura eu vivia em Nagi Gompa, uma pequena vila perto de Kathmandu. Foi lá que o meu pai, Tulku Urgyen Rinpoche, me ensinou a meditar pela primeira vez. Depois de treinar com ele durante alguns anos, ouvi falar de um tradicional retiro de 3 anos que iria começar em Sherab Ling, o mosteiro de Kenting Tai Situ Rinpoche, na Índia.
Apesar de eu na altura apenas ter 11 anos, supliquei ao meu pai que me deixasse participar no retiro. Ele ficou contente por ver o meu entusiasmo, porque ele próprio tinha estado em retiro durante mais de 20 anos, ao longo da sua vida. Quando nós discutimos a ideia de eu próprio entrar num retiro severo, tradicional, ele contou-me a história do grande sábio Milarepa e de quão importante tinha sido o seu exemplo para gerações de meditadores Budistas Tibetanos.
O início da vida de Milarepa foi preenchido por bastante miséria e dificuldades. Contudo, apesar de todo o mau karma que ele criou enquanto jovem, ele eventualmente foi capaz de ultrapassar o seu negro passado e atingir o Despertar, enquanto vivia em grutas isoladas no interior das montanhas… Uma vez Desperto, Milarepa achou que não havia mais qualquer razão para ele ficar isolado. Ele decidiu então descer até às zonas mais populosas onde pensava ajudar directamente a aliviar o sofrimento dos outros. Certa noite, não muito depois de ele ter decidido partir, Milarepa teve um sonho sobre o seu Mestre Marpa. Nesse sonho, Marpa encorajou-o a permanecer em retiro, dizendo que através do seu exemplo, ele tocaria a vida de muitas pessoas.
Depois de me ter contado a notável vida de Milarepa, o meu pai disse: “A profecia de Marpa eventualmente concretizou-se. Apesar de Milarepa ter passado a maioria da sua vida em grutas remotas, milhões de pessoas sentiram-se inspiradas pelo seu exemplo ao longo dos séculos. Ao demonstrar a importância de praticar em retiro, ele influenciou toda a tradição do Budismo Tibetano. Milhares e milhares de meditadores manifestaram qualidades do Despertar por causa da sua dedicação.“
Alguns anos mais tarde, durante o meu primeiro retiro de 3 anos, eu tive a sorte de estudar com um outro grande Mestre, Saljey Rinpoche. A meio do terceiro ano, eu e mais alguns colegas do retiro questionamos o Rinpoche, pedindo o seu aconselhamento. Tinhamos retirado imensos benefícios do retiro e perguntavamos-lhe agora como podiamos ajudar a manter esta preciosa linhagem.
“Pratiquem!” respondeu Saljey Rinpoche, “Eu estive em retiro quase metade da minha vida. Esta é uma forma genuína de ajudar os outros. Se vocês pretendem preservar a linhagem, transformem as vossas mentes. Não encontrarão a linhagem genuína em mais sítio nenhum.“
Os ensinamentos e o exemplo tanto do meu pai, como de Saljey Rinpoche, inspiraram-me profundamente. Esta inspiração, acompanhada do meu desejo natural de praticar em retiro, tem sido uma orientação constante ao longo da minha vida.
Quando o meu primeiro retiro formal terminou, Saljey Rinpoche faleceu e Tai Situ Rinpoche pediu-me para tomar o seu lugar enquanto Mestre do Retiro. Eu aceitei o meu novo papel e desde então tenho liderado retiros e ensinado meditação ao longo dos últimos 20 anos. Em particular, nos últimos 10 anos, passei uma grande parte do meu tempo a viajar pelo mundo a ensinar. Estive em mais de 30 países, a partilhar a minha experiência de ultrapassar os ataques de pânico que experienciei enquanto criança, e a passar os ensinamentos que os meus Mestres me haviam também passado. Ao longo dos anos, vi a verdade nas palavras do meu pai e de Saljey Rinpoche. Como ambos me ensinaram, a experiência ganha em retiro pode ser uma ferramenta importantíssima para ajudar os outros.
Durante a minha juventude, eu tive formação de diferentes tipos. O tempo passado com o meu pai envolveu um treino meditativo severo, mas eu não estava em retiro rigoroso, no sentido em que estava com outras pessoas e podia entrar e sair livremente. O meu retiro de 3 anos no mosteiro de Sherab Ling pelo contrário, foi em completo isolamento. Um pequeno grupo vivia isolado e não teve qualquer contacto com o mundo exterior até ao fim do retiro. Estas são duas formas de prática, mas não são as únicas… Como demonstrado pelo grande yogi Milarepa, existe também a tradição de ir livremente de local em local, ficando em grutas remotas e sítios sagrados sem planos e sem agenda fixa, apenas num constante compromisso com o caminho do Despertar. E é este tipo de retiro que irei praticar ao longo dos próximos anos.
Esta tradição não é muito comum na actualidade. O meu terceiro Mestre, Dzogchen yogi Nyoshul Khen Rinpoche, foi um dos poucos Mestres a praticá-lo recentemente. Khen Rinpoche praticou em retiros isolados quando era mais novo e mais tarde seguiu também a via do yogi nómada. Ele abandonou completamente a sua vida e actividades “normais”. Ninguém sabia onde ele estava ou o que estava a fazer. Ele passou tempo meditando em grutas isoladas e noutros locais onde os grandes Mestres do passado, como Milarepa e Longchenpa também praticaram e a dada altura, ele até viveu entre os sadhus Hindus da Índia. A sua história é o exemplo perfeito de um yogi moderno.
Mais recentemente, Tai Situ Rinpoche, o último dos meus principais Mestres, falou de meditar em retiros na montanha durante um ensinamento que ele deu em 2009. Durante 4 meses, Rinpoche passou a linhagem de um importante texto de meditação chamado “O Oceano do Significado Definitivo”. Este é um dos principais manuais de meditação usado pelos meditadores da linhagem Kagyu. Eu menciono aqui os meus Mestres porque a sua compaixão e sabedoria alimentou o meu desejo de fazer do retiro um ponto essencial da minha vida. O meu pai e Saljey Rinpoche encorajaram e suportaram as minhas primeiras experiências em retiro, enquanto Nyoshul Khen Rinpoche e Tai Situ Rinpoche me inspiraram a embarcar na viagem do yogi nómada. Como uma pequena borboleta no meio da luz do sol, nunca me compararei aos meus Mestres, mas sem o seu exemplo e inspiração, eu nunca teria seguido este caminho.
Poderão pensar que enquanto eu estiver em retiro, não poderemos estar ligados entre nós. Claro, não nos poderemos ver durante uns anos, mas não se esqueçam que a nossa relação existe através do Dharma. Não é simplesmente vermos os nossos professores, ou ouvi-los, que cria uma relação espiritual. É quando tomamos os ensinamentos que recebemos e os trazemos para a nossa experiência que um laço indestrutível é criado. Quanto mais praticamos, mais forte este laço com os nossos professores se torna.
Três dos meus quatro mais importantes Mestres já não estão entre nós. De vez em quando, lembro-me de como era estar com eles e ouvi-los. Lembro-me como eles eram alegres e leves, e como se comportavam com tal dignidade e liberdade. Estas memórias fazem-me um pouco triste, mas quando me lembro do que eles me ensinaram e quando deixo a sua sabedoria preencher o meu ser, consigo sentir a sua presença em qualquer local e em qualquer tempo. Portanto, apesar de vocês e eu podermos estar fisicamente separados ao longo dos próximos anos, através da nossa prática estaremos sempre juntos.
Sinto um grande sentimento de carinho e amor quando penso em todos vocês, como se todos pertencemos a uma grande família. Portanto não se preocupem, eu não estou a ter uma crise de meia idade! Eu não vou estar em retiro por estar farto de viajar ou cansado de ensinar. Na realidade, é exactamente o oposto. Durante este tempo, a nossa prática vai-nos aproximar.
Existem tempos na nossa vida em que nos focamos em aprender e em estudar, e outros em que pegamos no que aprendemos e o trazemos profundamente para a nossa experiência. Estes são processos porque cada um de nós passa individualmente, mas ter o suporte de uma comunidade pode ser uma grande ajuda, enquanto percorremos o nosso caminho. Tem sido maravilhoso ver quantos de vocês se têm reunido ao longo dos últimos anos para ajudar a criar e dar forma à nossa crescente comunidade. Apesar de eu ter ajudado a comunidade a formar-se através dos meus ensinamentos, a comunidade em si é vossa. Existe para vos apoiar no caminho para o Despertar, e será o vosso empenho e apoio que irá propiciar o crescimento e desenvolvimento dessa comunidade nos próximos anos. Receber apoio e orientação da comunidade, e dar algo de volta de qualquer forma que possam, é uma parte integrante da viagem.
Para vos ajudar a continuar a percorrer este caminho, preparei muitos ensinamentos ao longo dos últimos anos, que irão ser entregues por emanações minhas. Estas emanações irão aparecer magicamente em praticamente qualquer sítio e irão ensinar-vos o que vocês precisam para que possam aprofundar a vossa prática. De que é que eu estou a falar? De tecnologia moderna, claro! Nós gravamos centenas de horas de ensinamentos sobre um conjunto vasto de tópicos, e estes ensinamentos irão ser disponibilizados ao longo dos próximos anos. Alguns serão usados para cursos e seminários online, outros serão disponibilizados nos centros e grupos Tergar, e alguns estarão disponíveis livremente online. Num certo sentido, as minhas emanações em formato vídeo serão melhores do que eu. Não terão de as alimentar nem de as alojar num hotel. Elas esperarão pacientemente até que vocês estejam prontos. E mais importante, elas não se sentiram mal se vocês se entediarem e as desligarem!
Não pensem no entanto que o vosso leitor de DVD será o vosso novo guru. Os ensinamentos gravados nunca poderão tomar o lugar da transmissão directa de professor para aluno. O que pretendo dizer é que existirão muitas oportunidades para estudar e praticar, especialmente para aqueles de vocês que estão a seguir os programas “Joy of Living” e “Path of Liberation“. Existem lamas fantásticos com quem poderão estudar, incluindo SS o Karmapa, Orgyen Trinley Dorje e o meu Mestre Tai Situ Rinpoche. O meu irmão, Tsoknyi Rinpoche, é também um excelente professor e ele concordou em liderar a Comunidade Tergar durante a minha ausência. Finalmente, temos também os nossos próprios lamas Tergar que liderarão os retiros e workshops em todo o mundo. Aliás, tanta coisa irá acontecer, que vocês nem darão pela minha falta!
Ao me despedir, gostaria apenas de vos dar um pequeno conselho para que guardem nos vossos corações. Podem já me ter ouvido dizer isto antes, mas este é o ponto essencial de todo o nosso caminho, por isso vale a pena repetir: Tudo aquilo que procuramos na nossa vida – toda a felicidade, contentamento e paz de espírito – está exactamente aqui, no momento presente. A nossa própria consciência é ela própria fundamentalmente pura e boa. O único problema é que nós ficamos tão envolvidos nos altos e baixos da nossa vida que não tiramos sequer um momento para pausar e notar tudo aquilo que já temos.
Não se esqueçam de deixar espaço na vossa vida para reconhecer a riqueza da vossa natureza básica, para ver a pureza que existe em vocês e deixar as qualidades inatas do amor, da compaixão e da sabedoria emergirem naturalmente. Acarinhem este reconhecimento como fariam com uma pequena semente. Deixem-no crescer e florescer.
A maioria de vocês perguntou gentilmente como é que poderia apoiar o meu retiro. A minha resposta é simples: mantenham este ensinamento no centro das vossas práticas. Onde quer que estejam e independentemente do que estiverem a fazer, pausem ocasionalmente para relaxarem a vossa mente. Não têm de mudar nada na vossa experiência. Podem deixar os vossos pensamentos e sentimentos ir e vir naturalmente, e deixarem os vossos sentidos bem abertos. Tornem-se amigos da vossa experiência e tentem notar a consciência que está em vocês, em todos os momentos. Tudo o que sempre desejaram está exactamente aqui neste momento de consciência.
Manter-vos-ei no meu coração e nas minhas orações.
Vosso no Dharma,
Yongey Mingyur Rinpoche"
Source: http://umcaminhoparaatransformacaodamente.wordpress.com/
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Cursos de Introdução ao Budismo _UBP
| Cursos de Introdução ao Budismo | ||||||||
| na UBP, à terça-feira das 20h30 às 21h30 (depois da prática semanal) | ||||||||
| 17 Janeiro a 27 Abril | Compreender o Caminho | ||||||||
| Os cursos de introdução ao budismo são no total três módulos, sendo o seu objectivo global facilitar a compreensão e experiência de um caminho de transformação segundo os ensinamentos de Buda. A abordagem fundamenta-se na tradição Theravada, tendo como referência o Tipitaka (o registo mais antigo de ensinamentos). Compreender o Caminho: uma visão global do caminho que visa a integração dos oito factores essenciais para uma prática espiritual verdadeiramente efectiva. Compreender o "Eu": a compreensão apropriada daquilo a que chamamos "Eu" é um aspecto incontornável do processo de auto-conhecimento. Este curso faz uma introdução à análise da construção do "Eu" segundo os "cinco agregados" da psicologia budista. Compreender a Interdependência: a perspectiva budista da realidade revela a interdependência como factor determinante na origem de todos os fenómenos. Esta noção, também conhecida como paticca samupada ou origem dependente, é fundamental para a compreensão da realidade e central nos ensinamentos de Buda. Estes cursos não são necessariamente sequenciais, podendo ser frequentados em qualquer ordem. | ||||||||
| orientação | ||||||||
| Sagarapriya tem, ao longo de quase duas décadas, praticado com mestres de várias tradições budistas, tanto no Ocidente como na Ásia. Nos últimos dez anos tem ensinado extensivamente budismo e meditação e alargado a sua formação em "Mindfulness", "Focusing" e mais recentemente em "Comunicação Não-violenta". Sagarapriya faz parte da direcção da União Budista Portuguesa. | ||||||||
| informações e inscrições | ||||||||
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UBP JANEIRO
ZEN SHIATSU O TOQUE TERAPÊUTICO
SÁBADO E DOMINGO, 14 E 15 DE JANEIRO - 10h às13h – 15h às 18h
Luísa Martins Borges
CURSO DE INTRODUÇÃO À FILOSOFIA E À CULTURA BUDISTA
2011-2012 ( ver mais)
SÁBADOS, 7 E 21 DE JANEIRO - 15h - 19h
Vários orientadores
BREATHWORKS- CURSO DE MINDFULNESS:
Viver bem com o stress
De 21 DE JANEIRO A 10 DE MARÇO
Local: U.B.P.
João Palma
http://www.uniaobudista.pt/homepage.php
5 Outubro
Lisboa 1170
KRF Portugal janeiro
Atendimento ao público de 2a. a 6a., das 09.30 às 13.30
Vimos por este meio informar acerca da sessão de prática conjunta, em Janeiro.
- 18 Janeiro (quarta-feira): Dakinis
A sessão terá início às 19h00, em Benfica.
Às terças e quintas-feiras (19h30) decorrem as habituais sessões de prática.
Em caso de qualquer dúvida, ou para inscrição nas sessões de prática semanais, por favor contactem-nos.
Saudações amigas e um Bom Ano !
Fundação Kangyur Rinpoche
domingo, 8 de janeiro de 2012
tudo nos ensina_Everything is Teaching us – A Collection of Teachings by Venerable Ajahn Chah : HolyBooks.com – download free ebooks
A great thing about the Theravada tradition is that all books are given away for free. As they say: “The gift of Dhamma surpasses all other gifts.” This also goes for this work “Everything is Teaching us – A Collection of Teachings by Venerable Ajahn Chah”. Here Ajahn Chah stresses the importance of not solely associating the path with the traditional methods like monastic life, meditation and following the guidelines from the scriptures.
In this book he teaches his students to open their eyes and become students of everything. Great stuff, get it here:
Everything is Teaching Us
Everything is Teaching us – A Collection of Teachings by Venerable Ajahn Chah : HolyBooks.com – download free ebooks
o pai de Dzongsar Khyentse Rinpoche, faleceu no dia 27 de dezembro de 2011.
31 de dezembro de 2011
Dungsey Thinley Norbu Rinpoche, o pai de Dzongsar Khyentse Rinpoche, faleceu no dia 27 de dezembro de 2011. Transcrevemos abaixo a carta que Khyentse Rinpoche escreveu para a sanga, com recomendações de como ver a passagem de um grande iogue. Thinley Norbu Rinpoche nasceu no Tibete, como o filho mais velho de Dudjom Rinpoche. Ele foi um grande poeta e autor de importantes textos como A Small Golden Key, Magic Dance, White Sail e A Cascading Waterfall of Nectar.
Agradeço a todos por seus sentimentos e melhores votos, neste momento.
Vivemos em um mundo que nós mesmos criamos, um mundo montado a partir das nossas percepções pessoais, no qual acreditamos por inteiro: todos os anos, todos os dias, todas as horas, todos os momentos da nossa vida.
Embora esta vida na realidade seja fugaz, durando não mais do que o saltar de uma fagulha, ela é vivenciada por alguns como interminável, arrastando-se por eras e eras. Já para outros, a experiência deste mundo dura menos que um piscar de olhos, embora na realidade este mundo exista por um tempo infinito.
Para alguns, este mundo não é maior do que o buraco de um caruncho; no entanto, eles se sentem insignificantes e isolados, perdidos em um vazio vasto e sem fim. Outros percebem o mundo como pequeno − tão pequeno quanto um universo inteiro − e se sentem desconfortavelmente confinados e claustrofóbicos.
A maioria de nós − e aqui eu me incluo − fomos condicionados a viver e morrer em um mundo criado por nossas próprias percepções; e mais, continuamos a criar condições que asseguram que repetiremos o mesmo jogo, vez após vez.
Dentro uma infinidade de possíveis percepções, Thinley Norbu Rinpoche é visto por alguns como uma pessoa comum, por outros como um pai, um professor, um ser perfeito − diferentes percepções determinadas pelo mérito (ou falta de mérito) de quem percebe.
Para pessoas como eu, cuja limitação me leva a vê-lo apenas como meu pai, as condolências manifestadas por vocês são aceitas como apoio emocional.
Para aqueles dotados de “qualidades superiores” − ou que aspiram desenvolver essas qualidades − e que conseguem enxergar Thinley Norbu como um ser perfeito, esta é mais uma oportunidade para pôr de lado percepção não-pura e gerar percepção pura, para que se possa ao final passar adiante de toda percepção.
A “consciência” ou “estado desperto” é a essência dos ensinamentos de Buda − desde a consciência do ar fresco que entra e sai por nossas narinas, até a profunda consciência da natural perfeição. E em sua compaixão e coragem incomensuráveis, o único propósito e atividade de todos os budas é tocar o sino que nos alerta e nos conduz para essa consciência desperta.
Para os que têm mérito suficiente, a passagem deste grande ser pode ser interpretada como o soar desse sino de alerta, e uma recordação oportuna de todos os ensinamentos − desde a simples verdade da impermanência até a realização da compaixão ilimitada. Sob esse ângulo, na mesma medida em que a nossa mente obscurecida apreciou e valorizou o aparecimento de Thinley Norbu neste mundo, cabe a ela, agora, apreciar e valorizar o desaparecimento dele.
Ainda que seja tocante saber daqueles que estão a oferecer preces, recitações, lamparinas e tantas outras atividades benéficas nesta ocasião, permitam-me lembrar, a mim mesmo e a todos os interessados, que nenhuma dessas práticas que estamos fazendo são para ele; antes, são para nós mesmos.
Por mais cintilante que seja a lua ao aparecer no céu, seu reflexo não será visto, se as águas do lago estiverem turvas. Igualmente, é por meio da purificação dos obscurecimentos e da acumulação de méritos em nossa própria mente que conseguiremos, com o tempo, perceber o reflexo de Buda − intacto, completo, nunca afastado.
Então, melhor do que nos congratularmos com o pensamento de que estamos acumulando todas estas práticas nesta ocasião especial, é termos presente que nós já as deveríamos estar fazendo − e que deveremos continuar a fazê-las por toda esta vida, e também ao longo de todas as nossas vidas futuras. Se imaginarmos, porém, que nossa prática é algo como proporcionar “ritos de passagem” a este grande ser, definitivamente esse não é o melhor caminho a seguir.
Foi-me perguntado que práticas específicas deveriam ser feitas. Repito, uma vez mais, que nossa prática é a vigilância, ou seja, o “estado desperto”. Somos seres ignorantes, o que quer dizer que precisamos de constantes lembretes da importância de nos esforçarmos para pousar nessa consciência desperta. Portanto, todas as atividades do nosso guru − desde quando ele boceja ou tosse, até quando ele aparece ou desaparece − são modos que ele tem nos lembrar de voltarmos para o estado desperto, vez após vez.
E, se estivermos conscientes e despertos, não há prática que seja melhor, nem prática que seja pior.
Escrito e dedicado à iluminação de todos os seres sencientes, na presença do rupakaya de Thinley Norbu.
Nova York.
Publicado originalmente em inglês no site da Khyentse Foundation. Traduzido do inglês para o português por Manoel Vidal.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Traduções em Português | Lotsawa House
A Chuva Suave Alegre e Benéfica
Uma Explicação da Prática da Oferenda de Sang
por: Gyalsé Shenpen Tayé

As 37 Práticas de Todos os Bodhisattvas
De Gyalsé Thokmé Zangpo

Conselho a um Praticante Agonizante por Dodrupchen Jikmé Tenpé Nyima
Um Guia para a Prática de Sang
por – Dodrupchen Jikmé Tenpé Nyima

Explicação da Oração para Invocar o Lama nas Praticas Preliminares do Longchen Nyingtik por Chatralwa Chöying Rangdrol

Riwo Sangchö - por Lhatsun Namkha Jikmé
Uma Oração para Tradutores por Kyabjé Trulshik Rinpoche
Traduções em Português | Lotsawa House
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Declaração de SS o Dalai Lama | Bodisatva: um olhar budista
A tradução do texto em inglês foi feita por Jeanne Pilli e revisada por Marcelo Nicolodi. O original em inglês pode ser encontrado no site oficial de SS o Dalai Lama. A declaração foi publicada no dia 24 de setembro de 2011.
Introdução
Meus companheiros Tibetanos, tanto dentro como fora do Tibete, todos aqueles que seguem a tradição Budista Tibetana, e todos que têm conexão com o Tibete e com os tibetanos: devido à previdência de nossos antigos reis, ministros e eruditos adeptos, o ensinamento completo do Buda, que compreende as escrituras e os ensinamentos vivenciais dos Três Veículos e dos Quatro Conjuntos de Tantra e os assuntos e disciplinas relacionados, floresceu amplamente na Terra das Neves. O Tibete tem servido ao mundo como fonte de tradições budistas e outras tradições culturais relacionadas. Em particular, tem contribuído significativamente para a felicidade de incontáveis seres na Ásia, incluindo a China, Tibete e Mongólia.
Na tarefa de defender a tradição budista no Tibete, nós desenvolvemos uma incomparável tradição tibetana de reconhecer as reencarnações de eruditos adeptos que tem sido de grande ajuda, tanto para os seres sencientes quanto para o Darma e, em particular, para a comunidade monástica.
Desde que o onisciente Gedun Gyatso foi reconhecido e confirmado como a reencarnação de Gedun Drub no século XV e a Gaden Phodrang Labrang (instituição do Dalai Lama) foi criada, sucessivas reencarnações foram reconhecidas. O terceiro na linhagem, Sonam Gyatso, recebeu o título de Dalai Lama. O quinto Dalai Lama, Ngawang Lobsang Gyatso, estabeleceu o Governo Gaden Phodrang em 1642, tornando-se o líder espiritual e político do Tibete. Por mais de 600 anos desde Gedun Drub, uma série de reencarnações inequívocas foi reconhecida na linhagem dos Dalai Lamas.
Os Dalai Lamas têm atuado como líderes políticos e espirituais do Tibete por 369 anos, desde 1642. Eu agora conduzi isto voluntariamente ao fim, orgulhoso e satisfeito para que possamos buscar o tipo de sistema democrático de governo que floresce em outras partes do mundo. Na verdade, já em 1969, deixei claro que as pessoas interessadas deveriam decidir se reencarnações do Dalai Lama deveriam continuar no futuro. No entanto, na ausência de diretrizes claras, se o público interessado expressar um forte desejo de que os Dalai Lamas devem continuar, há um risco evidente de que interesses políticos façam mau uso do sistema de reencarnação para cumprir sua própria agenda política. Portanto, enquanto eu permanecer física e mentalmente apto, me parece importante elaborar orientações claras para reconhecer o próximo Dalai Lama, para que não haja margem para dúvida ou engano. Para que estas diretrizes sejam plenamente compreensíveis, é essencial compreender o sistema de reconhecimento dos Tulkus e os conceitos básicos por trás dele. Portanto, vou explicá-lo brevemente a seguir.
Vidas Passadas e Futuras
Para aceitar a reencarnação ou a realidade dos Tulkus, precisamos aceitar a existência de vidas passadas e futuras. Os seres sencientes vêm para esta vida presente a partir de vidas passadas e têm novamente um renascimento após a morte. Este tipo de renascimento contínuo é aceito por todas as tradições espirituais e escolas filosóficas indianas antigas, com exceção dos Charvakas, que constituem um movimento materialista. Alguns pensadores modernos negam vidas passadas e futuras com a premissa de que não podemos vê-las. Outros não chegam a conclusões tão claras baseados nessa premissa.
Embora muitas tradições religiosas aceitem o renascimento, diferem em suas visões sobre o quê renasce, como renasce, e como é esta passagem pelo período de transição entre duas vidas. Algumas tradições religiosas aceitam a perspectiva de vida futura, mas rejeitam a idéia de vidas passadas.
Em geral, os budistas acreditam que não existe um início para os nascimentos e que uma vez atingida a liberação da existência cíclica pela superação do carma e das emoções destrutivas, nós não renasceremos sob a influência dessas condições. Portanto, os budistas acreditam que há um fim para o renascimento como resultado do carma e de emoções destrutivas, mas a maioria das escolas filosóficas budistas não aceita que o fluxo mental chegue a um fim. Rejeitar renascimentos passados e futuros seria uma contradição ao conceito budista de base, caminho e resultado, que deve ser explicado com base na mente disciplinada ou indisciplinada. Se aceitarmos este argumento, logicamente estaríamos aceitando que o mundo e seus habitantes surgem sem causas e condições. Portanto, para que você seja budista, é necessário que aceite renascimentos passados e futuros.
Para aqueles que se lembram de suas vidas passadas, o renascimento é uma experiência clara. No entanto, a maioria dos seres comuns se esquece de suas vidas passadas durante o processo da morte, estado intermediário e renascimento. Como renascimentos passados e futuros são obscuros para eles, precisamos usar uma lógica baseada em evidências para comprovar renascimentos passados e futuros.
Há muitos diferentes argumentos lógicos oferecidos pelos discursos do Buda e comentários subsequentes para provar a existência de vidas passadas e futuras. Resumidamente, se reduzem a quatro pontos: a lógica de que as coisas são precedidas por coisas similares, a lógica de que as coisas têm uma causa substancial, a lógica de que a mente obteve familiaridade com coisas no passado, e a lógica de ter obtido experiência com as coisas no passado.
Em última análise, todos esses argumentos se baseiam na idéia de que a natureza da mente, sua clareza e consciência, deve ter luminosidade e consciência como causa substancial. Ela não pode ter nenhuma outra entidade, tal como um objeto inanimado, como sua causa substancial. Isto é evidente por si mesmo. Por análise lógica, inferimos que um novo fluxo de luminosidade e consciência não pode surgir sem causas ou a partir de causas não relacionadas. Ao observar que a mente não pode ser produzida em laboratório, também inferimos que nada pode eliminar a continuidade da luminosidade e consciência sutis.
Que eu saiba, nenhum psicólogo, físico ou neurocientista moderno foi capaz de observar ou predizer a produção da mente a partir da matéria ou sem causa.
Há pessoas que podem lembrar suas vidas imediatamente anteriores ou mesmo várias vidas passadas, bem como são capazes de reconhecer lugares e parentes dessas vidas. Isto não é apenas algo que aconteceu no passado. Hoje em dia há pessoas, no oriente e no ocidente, capazes de recordar incidentes e experiências de suas vidas passadas. Negar isto não é uma forma honesta e imparcial de realizar pesquisas, porque vai contra esta evidência. O sistema tibetano de reconhecer reencarnações é um modo autêntico de investigação baseado nas lembranças de vidas passadas das pessoas.
Como o Renascimento Acontece
Existem duas formas pelas quais uma pessoa pode ter um renascimento após a morte: renascer por influência do carma e de emoções destrutivas e renascer pelo poder da compaixão e das preces. Com respeito à primeira, devido à ignorância, são criados carmas negativos e positivos e suas marcas permanecem na consciência. Estas são reativadas pelo desejo e apego, nos lançando para a próxima vida. Assim temos um renascimento involuntário em reinos inferiores ou superiores. Esta é a forma pela qual seres comuns circulam incessantemente pela existência como o girar de uma roda. Mesmo sob tais circunstâncias, seres comuns podem se engajar diligentemente com uma aspiração positiva em práticas virtuosas em suas vidas cotidianas. Eles se familiarizam com a virtude, que é reativada no momento da morte para que tenham um renascimento em reinos de existência superiores. Por outro lado, bodisatvas superiores, que realizaram o caminho da visão, não renascem por força de seus carmas e emoções destrutivas, mas pelo poder da compaixão pelos seres sencientes e com base em suas preces para benefício de outros. Eles são capazes de escolher o local e o momento de seu renascimento bem como seus futuros pais. Tal renascimento, que ocorre apenas para o benefício de outros, é o renascer pelo poder da compaixão e das preces.
O Significado de Tulku
Diz-se que o costume tibetano de usar o epíteto “Tulku” (Emanação do Corpo do Buda) para reencarnações reconhecidas surgiu quando foi utilizado por devotos como um título honorário, mas desde então tornou-se uma expressão comum. Em geral, o termo Tulku se refere a um aspecto particular do Buda, um dos três ou quatro descritos no Veículo dos Sutras. De acordo com esta explicação desses aspectos do Buda, uma pessoa que é totalmente vinculada às emoções destrutivas e ao carma tem o potencial de atingir o Corpo da Verdade (Dharmakaya), que compreende o Corpo da Verdade da Sabedoria e o Corpo da Verdade da Natureza. O primeiro se refere à mente iluminada de um Buda, que enxerga tudo direta e precisamente, assim como é, instantaneamente. Libertou-se de todas as emoções destrutivas, bem como de suas marcas, pela acumulação de mérito e sabedoria por um longo período de tempo. O último, o Corpo da Verdade da Natureza, refere-se à natureza de vacuidade daquela mente iluminada onisciente. Estes dois reunidos são por si mesmos aspectos dos Budas. No entanto, por não serem diretamente acessíveis aos outros, mas apenas pelos próprios Budas, é imperativo que os Budas se manifestem em formas físicas que sejam acessíveis aos seres sencientes para ajudá-los. Por isso, o aspecto físico final de um Buda é o Corpo de Completo Regozijo (Sambhogakaya), acessível aos bodisatvas superiores, e que tem cinco qualificações definidas, tais como residir no Céu de Akanishta. E a partir do Corpo de Completo Regozijo, manifestam-se miríades de Corpos de Emanações ou Tulkus (Nirmanakaya), de Budas, que surgem como deuses ou humanos e são acessíveis até mesmo para seres comuns. Estes dois aspectos físicos do Buda são chamados Corpos da Forma, voltados para os outros.
O Corpo de Emanação é triplo: a) o Corpo de Emanação Suprema como o Buda Shakyamuni, o Buda histórico, que manifestou as doze ações de um Buda tais como ter nascido em local escolhido por ele e assim por diante; b) o Corpo de Emanação Artística que serve os outros por surgir como artesãos, artistas e assim por diante; e c) Corpo de Emanação Encarnada, de acordo com o qual surgem Budas sob várias formas como seres humanos, deidades, rios, pontes, plantas medicinais, e árvores para auxiliar seres sencientes. Destes três tipos de Corpos de Emanação, as reencarnações de mestres espirituais reconhecidos como “Tulkus” no Tibet estão na terceira categoria. Entre estes Tulkus pode haver muitos que são Corpos de Emanação Encarnados de Budas verdadeiramente qualificados, mas isto não se aplica necessariamente a todos. Entre os Tulkus do Tibet pode haver aqueles que são reencarnações de bodisatvas superiores, bodisatvas que estão nos caminhos de acumulação e preparação, bem como mestres que evidentemente ainda não iniciaram estes caminhos dos bodisatvas. Portanto, o título de Tulku é dado a Lamas reencarnados tanto com base na semelhança com seres iluminados quanto através de sua conexão com certas qualidades de seres iluminados.
Como Jamyang Khyentse Wangpo disse:
“Reencarnação é aquilo que ocorre quando uma pessoa tem um renascimento após a morte de seu predecessor; emanação é quando a manifestação ocorre sem que sua fonte tenha falecido.”
Reconhecimento das Reencarnações
A prática de reconhecer quem é quem pela identificação da vida prévia de uma pessoa ocorreu até mesmo quando o próprio Buda Shakyamuni estava vivo. Muitos relatos se encontram nas quatro Seções Agama do Vinaya Pitaka, nas histórias Jataka, no Sutra do Sábio e do Tolo, no Sutra dos Cem Carmas e assim por diante, nos quais o Tatágata revelou as operações do carma, recontando inúmeras histórias a respeito de como os efeitos de certos carmas criados em vidas passadas são vivenciados por uma pessoa em sua vida presente. Da mesma forma, nas histórias das vidas de mestres indianos, que viveram depois do Buda, muitos revelam seus locais de renascimentos anteriores. Há muitas dessas histórias, mas o sistema de reconhecimento e numeração dessas reencarnações não ocorreu na Índia.
O Sistema de Reconhecimento de Reencarnações no Tibete
Vidas passadas e futuras foram afirmadas pela tradição indígena tibetana Bon antes da chegada do Budismo. E desde que o Budismo se espalhou pelo Tibet, absolutamente todos os tibetanos acreditam em vidas passadas e futuras. As investigações de reencarnações de mestres espirituais que apoiaram o Darma, bem como o costume de rezar devotadamente a eles, floresceram em todos os lugares do Tibet. Muitas escrituras autênticas, livros tibetanos originais como o Mani Kabum e os Ensinamentos Quíntuplos Kathang e outros como Os Livro dos Discípulos Kadam e a Guirlanda de Joias: Respostas a Buscas, que foram recontados pelo glorioso e incomparável mestre indiano Atisha Dipankara no Século XI no Tibet, contam histórias de reencarnações de Arya Avalokiteshvara, o bodisatva da Compaixão. No entanto, a tradição atual de reconhecimento formal de reencarnações de mestres teve início com o reconhecimento do Karmapa Pagshi como reencarnação do Karmapa Dusum Khyenpa por seus discípulos conforme sua previsão. Desde então, existiram dezessete encarnações do Karmapa ao longo de mais de novecentos anos. Da mesma forma, desde o reconhecimento de Kunga Sangmo como reencarnação de Khandro Choekyi Dronme no Século XV existiram mais de dez encarnações de Samding Dorje Phagmo. Então, entre os Tulkus reconhecidos no Tibet há praticantes monásticos e leigos, homens e mulheres. Este sistema de reconhecimento de encarnações se espalhou gradualmente para outras tradições budistas tibetanas, e o Bon, no Tibet. Hoje, há Tulkus reconhecidos em todas as tradições budistas tibetanas, Sakya, Geluk, Kagyu e Nyingma, bem como na Jonang e Bodong, que oferecem o Darma. E também é evidente que entre estes Tulkus alguns são uma vergonha.
O onisciente Gedun Drub, que foi discípulo direto de Je Tsongkhapa, fundou o Monastério Tashi Lhunpo em Tsang e cuidou de seus alunos. Faleceu em 1464 com 84 anos de idade. Embora inicialmente nenhum esforço tenha sido feito para identificar sua reencarnação, as pessoas foram obrigadas a reconhecer uma criança chamada Sangye Chophel, nascida em Tanak, Tsang (1476), devido às surpreendentes e perfeitas recordações de sua vida passada. Desde então, iniciou-se a tradição de buscar e reconhecer as reencarnações sucessivas dos Dalai Lamas pelo Gaden Phodrang Labrang e mais tarde pelo Governo Gaden Phodrang.
As Formas de Reconhecer Reencarnações
Depois que este sistema de reconhecimento de Tulkus passou a existir, vários procedimentos começaram a ser desenvolvidos. Entre estes, alguns dos mais importantes incluem uma carta preditiva do predecessor e outras instruções e indicações que podem ocorrer; observar a reencarnação contando e falando de forma confiável sobre sua vida anterior; identificação de pertences do predecessor e reconhecimento de pessoas que eram próximas a ele. Alem destes, outros métodos incluem solicitar adivinhações de mestres espirituais confiáveis bem como buscar previsões de oráculos mundanos, que se manifestam por meio de médiuns em transe, e observar as visões que se manifestam em lagos sagrados de protetores como Lhamoi Latso, um lago sagrado ao sul de Lhasa.
Quando existe mais de um candidato em potencial a ser reconhecido como um Tulku, e torna-se difícil decidir, há uma prática para a tomada de decisão final por adivinhação que emprega o método da bola de massa de pão (zen tak) diante de uma imagem sagrada enquanto se evoca o poder da verdade.
Emanação Antes do Falecimento do Predecessor (ma-dhey tulku)
Geralmente uma reencarnação deve ser alguém que renasce como um ser humano após seu prévio falecimento. Seres humanos comuns geralmente não são capazes de se manifestar como emanação antes de sua morte (ma-dhey tulku), mas bodisatvas superiores, que podem se manifestar em centenas ou milhares de corpos simultaneamente, podem manifestar-se como emanações antes da morte. No sistema tibetano de reconhecimento de Tulkus há emanações que pertencem ao mesmo fluxo mental do predecessor, emanações conectadas a outras pelo poder do carma e preces, e emanações que surgem como resultado de bênçãos e nomeação.
O propósito principal do surgimento de uma reencarnação é a continuidade do trabalho incompleto do predecessor para servir ao Darma e aos seres. No caso de um Lama que é um ser comum, ao invés de ter uma reencarnação pertencente ao mesmo fluxo mental, uma outra pessoa conectada a este Lama por meio de carma puro e preces pode ser reconhecida como sua emanação. Como alternativa é possível ao Lama apontar um sucessor que seja seu discípulo ou alguém mais jovem para que seja reconhecido como sua emanação. Já que estas opções são possíveis para o caso de um ser comum, é possível uma emanação antes da morte que não pertença ao mesmo fluxo mental. Em alguns casos, um Lama realizado pode ter várias reencarnações simultaneamente, tais como encarnações de corpo, fala e mente e assim por diante. Recentemente, tivemos emanações antes da morte bem conhecidas como Dudjom Jigdral Yeshe Dorje e Chogye Trichen Ngawang Khyenrab.
O Uso da Urna Dourada
À medida que esta era de degeneração avança, e como cada vez mais reencarnações de lamas realizados estão sendo reconhecidas, algumas delas por motivos políticos, um número crescente tem sido reconhecido por meios inapropriados e questionáveis, e como resultado, tem sido causado um enorme prejuízo ao Darma.
Durante o conflito entre o Tibete e os Gurkhas (1791-93) o Governo Tibetano teve que recorrer à ajuda militar da Manchúria. Consequentemente, os militares Gurkha foram expulsos do Tibet, mas mais tarde os oficiais da Manchúria fizeram uma proposta de 29 pontos sob o pretexto de tornar a administração do Governo Tibetano mais eficiente. Esta proposta incluiu a sugestão de sorteio de nomes dos candidatos colocados em uma Urna Dourada para decidir o reconhecimento das reencarnações dos Dalai Lamas, Panchen Lamas e Hutuktus, um título mongol dado a Lamas importantes. Assim, este procedimento foi seguido em casos de reconhecimento das reencarnações dos Dalai Lamas, Panchen Lamas e outros Lamas importantes. O ritual a ser seguido foi escrito pelo Oitavo Dalai Lama Jampel Gyatso. Mesmo depois de tal sistema ter sido introduzido, o procedimento foi dispensado nos casos do Nono, do Décimo-Terceiro e no meu próprio caso, o Décimo-Quarto Dalai Lama.
Mesmo no caso do Décimo Dalai Lama, a reencarnação autêntica já tinha sido encontrada, e na realidade este procedimento não foi seguido; mas para agradar os oficiais da Manchúria foi meramente anunciado que o procedimento havia sido observado.
O sistema da Urna Dourada foi realmente usado apenas nos casos do Décimo-Primeiro e do Décimo-Segundo Dalai Lamas. No entanto, o Décimo-Segundo Dalai Lama já havia sido reconhecido antes do procedimento ter sido empregado. Sendo assim, houve apenas uma ocasião em que o Dalai Lama foi reconhecido por esse método. Da mesma forma, entre as reencarnações do Panchen Lama, com exceção do Oitavo e do Nono, este método não foi empregado em nenhum outro caso. Este sistema foi imposto pelos manchurianos, mas os tibetanos não acreditavam nele por ser desprovido de qualquer qualidade espiritual. No entanto, se fosse utilizado de forma honesta, poderíamos considerá-lo um método similar à adivinhação pelas bolas de massa de pão (zen tak).
Em 1880, durante o reconhecimento de Décimo-Terceiro Dalai Lama como a reencarnação do Décimo-Segundo, ainda existiam traços da relação religiosa-temporal entre o Tibet e a Manchúria. Ele foi reconhecido como a reencarnação inequívoca do oitavo Panchen Lama, pelas previsões dos oráculos de Nechung e Samye e pelas visões em Lhamoi Latso, e por isso o procedimento da Urna Dourada não foi seguido. Isto pode ser claramente compreendido por meio do testamento final do Décimo-Terceiro Dalai Lama do Ano do Macaco de Água (1933) no qual ele declara:
“Como vocês sabem, eu não fui escolhido pela forma costumeira de sorteio da Urna Dourada, mas minha escolha foi anunciada e adivinhada. De acordo com essas adivinhações e profecias eu fui reconhecido como a reencarnação do Dalai Lama e entronado.”
Quando eu fui reconhecido como a Décima-Quarta encarnação do Dalai Lama em 1939 a relação religiosa-temporal entre o Tibet e a China já havia chegado ao fim. Portanto, não havia dúvidas sobre qualquer necessidade de confirmar a reencarnação pelo uso da Urna Dourada. Sabe-se bem que o Regente do Tibet e a Assembleia Nacional Tibetana seguiram o procedimento de reconhecimento da reencarnação do Dalai Lama levando em conta as profecias de Lamas realizados, oráculos e de visões no Lhanoi Latso; os Chineses não tiveram absolutamente nenhum envolvimento. No entanto, mais tarde alguns oficiais do Guomintang (Partido Nacionalista Chinês) ardilosamente espalharam mentiras nos jornais alegando que eles haviam concordado em renunciar ao uso da Urna Dourada e que Wu Chung-tsin havia presidido minha entronização, e assim por diante. Esta mentira foi exposta por Ngabo Ngawang Jigme, o Vice-Presidente da Comissão Permanente do Congresso Popular Nacional, a quem a República Popular da China considerou a pessoa mais progressista, na Segunda Sessão do Quinto Congresso Popular da Região Autônoma do Tibet (31 de Julho de 1989). Isto fica claro quando, no final de seu discurso, no qual deu explicações detalhadas dos eventos e apresentou evidências documentadas, ele insistiu:
“Que necessidade há de o Partido Comunista seguir o exemplo e dar continuidade às mentiras do Guomintang?”
Estratégia Enganosa e Falsas Esperanças
No passado recente, existiram casos de gestores irresponsáveis dos espólios de lamas abastados que se entregaram a métodos impróprios para reconhecer reencarnações, os quais têm prejudicado o Darma, a comunidade monástica e nossa sociedade. Além do mais, desde a era manchuriana, autoridades políticas chinesas repetidamente se engajaram em vários meios traiçoeiros utilizando o budismo, mestres budistas e Tulkus como instrumentos para atingir seus objetivos políticos, envolvendo-se em questões mongóis e tibetanas. Atualmente, os governantes autoritários da República Popular da China, que como comunistas rejeitam a religião, mas ainda se envolvem em questões religiosas, impuseram a chamada campanha de reeducação e declararam a chamada Ordem nº Cinco, com respeito ao controle e reconhecimento de reencarnações, que passou a vigorar em 1º de Setembro de 2007. Isto é ultrajante e vergonhoso. A aplicação de vários métodos inapropriados de reconhecimento de reencarnações para erradicar nossas incomparáveis tradições culturais tibetanas está causando danos difíceis de serem reparados.
Além do mais, eles dizem que estão aguardando a minha morte e que reconhecerão o Décimo-Quinto Dalai Lama de sua escolha. É claro que, a partir de suas recentes regras e regulamentos e subsequentes declarações , eles têm uma estratégia detalhada para enganar os tibetanos, seguidores da tradição budista tibetana, e a comunidade mundial. Portanto, como eu tenho a responsabilidade de proteger o Darma e os seres sencientes contra tais regimes prejudiciais, eu faço a seguinte declaração.
A Próxima Encarnação do Dalai Lama
Como mencionei anteriormente, a reencarnação é um fenômeno que pode ocorrer por meio de escolha voluntária da pessoa em questão ou ao menos pela força de seu carma, mérito e preces. Portanto, a pessoa que reencarna tem autoridade legitimada exclusiva sobre onde e como ele ou ela terá renascimento e como a reencarnação será reconhecida. É uma realidade que ninguém mais pode forçar a pessoa em questão, ou manipulá-la. É particularmente inapropriado para os comunistas chineses, que explicitamente rejeitam até mesmo a idéia de vidas passadas e futuras, quanto mais o conceito de Tulkus reencarnados, interferirem no sistema de reencarnação e especialmente de reencarnações dos Dalai Lamas e Panchen Lamas. Tal intromissão descarada contradiz suas próprias ideologias políticas e revela sua duplicidade de parâmetros. Se esta situação continuar no futuro, será impossível para os tibetanos e para aqueles que seguem a tradição budista tibetana reconhecê-la ou aceitá-la.
Quando eu tiver cerca de noventa anos, eu consultarei os lamas realizados das tradições budistas tibetanas, o público tibetano e outras pessoas pertinentes que seguem o budismo tibetano, e reavaliarei se a instituição do Dalai Lama deve continuar ou não. Sobre esta base tomaremos uma decisão. Se for decidido que a reencarnação do Dalai Lama deve continuar e que há a necessidade de que o Décimo-Quinto Dalai Lama seja reconhecido, a responsabilidade por fazê-lo será principalmente dos Oficiais do Gaden Phodrang do Dalai Lama. Eles deverão consultar os vários chefes das tradições budistas tibetanas e os protetores do Darma comprometidos e confiáveis que estão inseparavelmente ligados à linhagem dos Dalai Lamas. Eles deverão buscar aconselhamento e instruções destes seres e conduzir os procedimentos de procura e reconhecimento de acordo com a tradição do passado. Eu deixarei instruções escritas claras sobre isso. Tenham em mente que, com exceção de reencarnações reconhecidas por meio de tais métodos legítimos, nenhum reconhecimento ou aceitação deverão ser concedidos a um candidato escolhido para fins políticos de ninguém, incluindo aqueles da República Popular da China.
O Dalai Lama
Dharamsala
Declaração de SS o Dalai Lama | Bodisatva: um olhar budista










