quinta-feira, 24 de abril de 2014

Workshop de Meditação no Porto - dias 3 e 4 de Maio

Cultivar sabedoria e claridade, usando conceitos budistas”
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Budismo Theravada da Floresta e Embaixada da Tailândia

Nos dias 3 e 4 de Maio,  Bhikkhu Dhammiko irá orientar um Workshop de Meditação, no Consulado Honorário Tailandês: Estrada Ext. da Circunvalação 12252, Edifício Revitex, 4460-282 Senhora da Hora, Porto.

O workshop terá o seguinte formato:

3 de Maio:
10.00 - 12.15  Introdução, meditação guiada e perguntas
12.15 - 14.30  Intervalo
14.30 - 18.00  Palestra, meditação guiada e perguntas

4 de Maio:
10.00 – 11.00  Perguntas e respostas e sessão de encerramento

A Entrada é livre, no entanto é necessário efectuar inscrição prévia até ao dia 30 de Abril de 2014 para:
Embaixada do Reino da Tailândia em Lisboa - E-mail: rte.lisbon@gmail.com  ou  Fax: 21 301 8181

Para mais informações contacte:
Budismo Theravada da Floresta  -  E-mail:  mosteirotheravada@gmail.com

Embaixada do Reino da Tailândia em Lisboa -  Tel. 21 301 4848  /  Fax 21 301 8181  /  E-mail: rte.lisbon@gmail.com

domingo, 20 de abril de 2014

A bondade do coração

no dialogo inter-religioso:
Padre Laurence: A maneira como Jesus está presente no mundo... é hoje através do Espírito Santo...O que pensa que torna um lugar sagrado?"
Dalai Lama:" Sinto que inicialmente um lugar se torna sagrado pelo poder do praticante espiritual que aí vive..... ele carrega esse lugar, dá-lhe um certo tipo de energia, e depois , esse local pode "carregar" as pessoas que o visitam..... Ao visitar os locais onde os grandes mestres espirituais viveram temos a hipótese de reflectir profundamente sobre o seu exemplo e segui-los."

A Páscoa, "esta data inspira e evoca assim o regresso e o renovamento da energia Crística em mais um ano das nossas vidas, simbolizando esta data auspiciosa não só o regresso do Buda à terra, nossa mãe sagrada, mas também o despertar  dos nossos corações....a ressurreição, o regresso à vida...." Ajahn Sumedho da tradição budista da floresta.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Mindfulness - Consciência plena - Presença plena (Conferência e Seminário - 24 a 27 de abril)

Mindfulness

Consciência plena - Presença plena

Seminário e Conferência
24 a 27 abril


Denys Rinpoché é um dos principais herdeiros espirituais de Kyabjé Kalou Rinpoché, um dos maiores mestres do budismo tibetano do século XX. A sua dupla formação universitária, em França e de Lama na tradição tibetana, associada a longos retiros ióguicos, fazem dele um ensinante capaz de transmitir os ensinamentos orientais numa perspetiva ocidental atual. Co-fundador da União Budista Europeia, da qual foi presidente durante vários anos, é o Diretor da Comunidade Rimay, o mestre e a fonte dos seus ensinamentos e transmissões. Com inúmeras iniciativas e projetos por todo o mundo, há mais de trinta anos que trabalha em prol dos valores humanos fundamentais, da cooperação inter-tradições e da harmonia ecológica. Transmite, atualmente, os ensinamentos da Consciência plena / Atenção plena, segundo o protocolo MBFT (Mindfulness Based Fondamental Therapy), do qual é fundador e principal ensinante.



Conferência

Mindfulness

Consciência plena - Presença plena

Ação sobre si e o mundo

24 de abril
19h00 às 20h30
Biblioteca Victor de Sá
(Av. do Campo Grande, 380B, Lisboa)


O coração de todas as práticas meditativas é a presença plena ou a atenção plena. É através do domínio e da prática dessa experiência que podemos nos reconciliar com nós próprios e desenvolver uma relação mais justa e ética com o mundo. É através de uma linguagem clara e acessível, adaptada ao mundo moderno que Denys Rinpoché nos irá apresentar esta prática ancestral.


Entrada gratuita



Seminário

Mindfulness

Consciência plena - Presença plena

Prática e benefícios no quotidiano


25 a 27 de abril
10h00 às 18h00*
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Edifício I Sala 1.3
(Av. do Campo Grande, 376, Lisboa)


É no domínio da nossa experiência sensorial que se vive a presença plena. Para lá de toda a verbalização concetual encontra-se a nossa natureza última, o fundo do que somos. Se assim quisermos, podemos aprender a ligar-mo-nos a esta consciência mais completa de nós próprios. Alternando exposições teóricas e exercícios práticos, Denys Rinpoché levar-nos-á a descobrir esta abordagem ancestral da meditação de uma forma direta e contemporânea.



Preços
Sócios 25 € / dia (60 € três dias)**
Não-sócios 30 € / dia (70 € três dias)**
Se tiver uma real indisponibilidade financeira contacte-nos. Todos são bem-vindos.

Inscrições e informações
Formulário eletrónico para inscrições: http://goo.gl/ZbhBTO
Email: geral@rimayluso.net        Tlm: (+351) 933 284 587
A inscrição só será definitiva após a receção do comprovativo de transferência bancária.
Faça o seu pagamento por transferência bancária para o NIB: 0018 0003 33228768020 20


* Dia 27 o Seminário termina às 17h00
** Para um melhor aproveitamento do seminário, recomenda-se a frequência dos três dias.




quarta-feira, 19 de março de 2014

em 2012 Durão Barroso dizia

como era importante para a Europa o diálogo entre as várias organizações religiosas. "As religiões tem um papel importante nas vidas de muitos cidadãos europeus, alimentando o seu bem estar espiritual e ajudando-os nestes tempos de mudança económica e social."

European Buddhist Union
Letter from President Barroso

EUROPEAN COMMISSION
Dear Members and Friends of the European Buddhist Union,
Over many years, the European Commission has engaged in a close dialogue with religious organisations across Europe. Following the implementation of the Treaty of Lisbon, the dialogue with churches, religions as well as philosophical and non-confessional organisations in Europe is now enshrined in primary law.
Let me assure you that I attach great personal importance to this dialogue. Religions play an important role in the lives of many European citizens, both in sustaining their spiritual well being and supporting them during these times of economic and social change. I appreciate the involvement of the European Buddhist Union in this dialogue through their participation in meeting and through discussing important European policy issues with their members.
This is a defining time for Europe. This moment requires decisions and leadership not only from European institutions and Governments, but from the European business community too.
I trust that the ''Buddhist Values in Business and its Potential for Europe'' seminar will raise awareness in the business community of the need for high levels of social cohesion, respect for human rights, human dignity, equality between men and women, and respect for our environment.
With every best wish for a constructive and fruitful seminar.
Best regards,
José Manuel Barroso

quinta-feira, 6 de março de 2014

Uma entrevista sobre Atenção Plena

Uma entrevista comigo, por ocasião da minha deslocação ao Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente para dinamizar um workshop de Atenção Plena com os elementos da comunidade educativa (professores, pais e familiares dos alunos, funcionários e outros técnicos), que contou com a presença de cerca de 100 pessoas.


terça-feira, 4 de março de 2014

4 de maio em lisboa Matthieu Ricard

Dilgo Khyentse Yangsi Rinpoche Shechen retreat center — em Namobuddha, Nepal.
2014 foto Facebook
 Matthieu Ricard, o conhecido monge budista, colaborador em diversas universidades 
na investigação do efeito do treino da mente sobre o cérebro, 
estará em Lisboa para uma Conferência Pública, no dia 4 de Maio de 2014.
21h. A conferência terá o título "Felicidade e Altruísmo” e terá lugar na 
Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa.
 
 
M. Ricard diz de si mesmo:
 
"Desde há mais de quarenta anos
que tenho tido a imensa ventura de viver perto de mestres espirituais
autênticos que inspiraram a minha vida e me iluminaram o caminho.
As suas preciosas instruções orientaram os meus esforços. Não sou um
professor; continuo a ser, mais do que nunca, um aluno.Transformar-se 
interiormente exercitando o espírito é a mais apaixonante das aventuras. E o
verdadeiro sentido da meditação.

Pessoalmente, tive a imensa ventura de encontrar o meu mestre
espiritual em 1967, na Índia. A partir de 1981, tive o privilégio de viver treze anos
junto de outro grande mestre tibetano, Dilgo Khyentse Rinpoche, e de
receber os seus ensinamentos. Depois de ele ter, por sua vez, deixado
o mundo em 1991, retirei-me muitas vezes para um pequeno ermitério
de montanha, no Nepal, a umas horas de distância de Katmandu, num
centro de retiro fundado pelo mosteiro de Shechen onde resido habi-
tualmente. 
 
Há cerca de dez anos que participo igualmente em vários programas 
de investigação científica que visam evidenciar os efeitos da meditação
praticada durante períodos longos.
Deles ressalta a possibilidade de um desenvolvimento considerável de qualidades 
como a atenção, o equilíbrio emocional, o altruísmo e a paz interior. 
Outros estudos também demonstraram os benefícios decorrentes de vinte minutos 
de meditação diária praticada durante seis a oito semanas: diminuição da ansiedade 
e da vulnerabilidade à dor, da tendência para a depressão e a cólera, 
reforço da atenção, do sistema imunitário e do bem-estar em geral. 
Seja qual for o ângulo sob o qual se perspective a meditação — o da trans-
formação pessoal, do desenvolvimento do amor altruísta ou da saúde
física —, ela surge como um factor essencial se se pretende ter uma
vida equilibrada e rica de sentido.
 
Seria lamentável subestimar a capacidade de transformação do
nosso espírito. Qualquer de nós dispõe do potencial necessário para se
libertar dos estados mentais que alimentam o nosso sofrimento e o das
outras pessoas, para encontrar a paz interior e para contribuir para o
bem de todos os seres."
 
 
 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

o silêncio



"Com a crise que anda por aí devíamos seriamente considerar esta sugestão de Ajahn Brahm, um monje budista inglês que viveu na Tailândia muitos anos e ensina desde 1983 na Austrália. Num dos seus livros,Opening the door of your heart, a propósito do valor do silêncio e com um nota de humor, ele escreve:
Surpreende-me que falar ainda seja gratuito nas nossas modernas economias de mercado. Deve ser apenas uma questão de tempo até algum governo mais apertado pelo défice orçamental considere as palavras como um luxo e lhes aplique uma taxa.
Pensando melhor, até talvez não seja má ideia. O silêncio voltava a ser de ouro. As linhas telefónicas deixavam de estar ocupadas por adolescentes e as filas nos supermercados avançavam mais depressa. Os casamentos duravam mais pois os jovens casais não se podiam dar ao luxo de discutir. (…)
A carga fiscal iria assim dos trabalhadores para os faladores e, claro, os mais importantes contribuintes neste novo sistema fiscal seriam os próprios políticos. Quanto mais discutissem no parlamento, mais dinheiro entrava nos cofres do Estado para construir escolas e hospitais. Mas que pensamento reconfortante!" . no blog da tsering

tradição Thay em Portugal: http://www.blog.mosteirobudista.com/

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

no local onde Buda nasceu

foi encontrada uma estrutura de madeira desconhecida, e que sugere que o sábio pode ter nascido no século 6 a.C. e não no século 3, como se pensava.
O grupo internacional de arqueólogos descobriu os vestígios de uma estrutura de madeira, até agora desconhecida, "embaixo de um conjunto de templos de tijolo", todos com "um mesmo espaço central aberto", o que coincide com o relato do nascimento de Buda, destacou a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Segundo a tradição budista, a rainha Maya Devi, mãe de Buda, deu à luz agarrada ao galho de uma árvore no Jardim de Lumbini, no meio caminho entre o reino de seus pais e o de seu marido.
Os vestígios encontrados "datam do século 6 antes de Cristo", e constituem portanto o primeiro material arqueológico que relaciona a vida de Buda e o nascimento do budismo com um período histórico concreto, afirmou a organização.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/11/26/arqueologos-descobrem-local-onde-buda-teria-nascido-no-seculo-6-ac.htm

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O templo de monsanto - lisboa, Portugal

O novo projecto da União Budista Portuguesa - construir um templo em Monsanto - a Casa da Paz, que visa a dinamização daquele espaço da cidade, oferecendo a toda a população não só actividades budistas tradicionais, como seminários, workshops, retiros e cursos de meditação, mas também outras actividades culturais e sociais onde se fomente o auto-conhecimento, a paz interior, o respeito pela natureza, pelos seres vivos e o diálogo inter cultural e inter-religioso.

É uma ocasião para acumular mérito, dizem as escrituras budistas que para os milagres acontecerem é preciso uma postura de confiança e generosidade. 
É apenas isto. O milagre é muito, incomensuravelmente, infinitamente mais poderoso, justo e confiável do que qualquer processo meramente causal, pois funda-se nos méritos a um nível subtil. O templo novo vai ficar tão lindo. As pessoas virão de longe para ver e reconhecerão de modo natural o que vivem. Haverá espaço para a prática, o diálogo com os vários aspectos da nossa cultura, a riqueza e potencial de beneficio da nossa natureza ilimitada. Através deste espaço teremos novo instrumento.



Ajude com um donativo mensal nem que seja de apenas 1 euro.


 Pode efectuar o seu donativo através do nº de conta IBAN PT50 0010 0000 4767 6430 0011 7 


ou se quiser ser voluntário entre em contacto connosco através do email umtemploparamonsanto@uniaobudista.pt

domingo, 24 de novembro de 2013

um bom dia : Lhabab Duchen

Hoje comemora-se na tradição tibetana o momento em que o Buda agradece a bondade de sua mãe, ensinado durante 3 meses no reino dos deuses onde ela residia. Diz-se que hoje tudo o que fazemos é multiplicado por 10 milhões. Uma simples pratica pode ser oferecer uma flor.
O Karmapa disse : "Entender a causalidade é o fundamento para a prática do Dharma. Precisamos compreender os efeitos da prática, o que fazer, o que não fazer e as consequências. Essa é a verdadeira prática do dharma. Quando temos essa clareza e convicção, podemos decidir, por nós mesmos, o que devemos fazer; e isso acrescenta profundidade a qualquer coisa que façamos. e
S.S. Karmapa: “Talvez a questão seja confrontar-nos com a pergunta: ‘Sou de fato uma boa pessoa, um bom ser humano?’ Porque isso é o que caracteriza ser um autêntico Budista.”"

 A comunida de Theravada organiza uma cerimónia em que todos estão convidados
com a presença de Ajahn Ratanavanno, monge sénior tailandês residente em Inglaterra, e também com a participação da Embaixada da Tailândia.
Todos serão bem vindos.

Programa


                          10h00 - Chegada (traga uma refeição para partilhar)                                          
                          10h30 - Oferta do Arroz - pindabat
                          11h00 - Oferta da refeição aos monges
                          12h30 - A Embaixada da Tailândia oferece um hábito monástico
                          12h45 - Cânticos e Anumodana
                          13h00 - Palestra de Dhamma
                          14h00 - a partir desta hora todos os presentes podem conversar
                          com os monges, ver a exposição do projecto para a construção do
                          Mosteiro e usufruir do espaço em Pinhal de Frades.


http://www.blog.mosteirobudista.com/?p=1362&utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tord-pah-bah-24-de-novembro

Hoje o Sangha Rimay lusófano reune-se na UBP: http://www.sangharimaylusofono.net/2013/11/a-experiencia-profunda-encontro-de.html 

domingo, 17 de novembro de 2013

Para o budismo não há idade.



 Hoje comemora-se a partida de um mestre tibetano que viveu no Brasil.

“Hoje eu lembrei da primeira vez que vim aqui neste local. Era um mato, havia chovido e estava um barral enorme. Era a consagração do templo e depois da cerimônia o Rinpoche iria dar entrevistas individuais. Tinha uma fila enorme. Todo mundo queria perguntar alguma coisa e eu não sabia o que perguntaria.
Entrei na fila e, quando chegou a minha vez, eu perguntei, muito tímida, se eu não estava muito velha pra começar uma religião nova. Eu já estava velhina, com mais de 60. E ele olhou pra mim, parou, ficou olhando e disse assim: ‘Para o budismo não há idade.’”


Parinirvana de Chagdud Rinpoche 2012 – um álbum no Flickr

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

a meditação do amor altruísta

"Uma meditação budista tradicional, metta bhavana, a meditação do amor altruísta, está a ser usada pelos neurocientistas para estudar o efeito deste sentimento sobre a mente, o corpo e o comportamento humanos. Consiste em começar por nós mesmos, visualizando uma luz no coração onde ao inspirar todo o nosso sofrimento se absorve e dissipa, para na expiração a irradiarmos impregnando-nos de luz, paz e felicidade. Alargamos depois a prática a entes queridos que visualizamos diante de nós, inspiramos o seu sofrimento para os libertarmos dele e, ao expirarmos, enviamos-lhes toda a paz, toda a felicidade e todo o bem."

Muita informação sobre o assunto no último e excelente livro de Matthieu Ricard, Plaidoyer pour l’altruisme. La force de la bienveillance, Paris, NiL, 2013.  
extraido do post do Paulo borges

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Direito dos animais: “eles têm a qualidade idêntica aos homens” | um olhar budista

 Entrevista: Matthieu Ricard, monge budista tibetano, autor e porta voz de S.S.  o Dalai Lama, faz parte das numerosas assinaturas do manifesto de um novo status jurídico dos animais na França.
Porque ter assinado este manifesto?
Porque é uma realidade: os animais são seres sencientes, que tem um direito natural de não sofrer ou pelo menos que não os levemos ao sofrimento. É preciso ser cego para não ver que os animais têm as qualidades idênticas aos homens: empatia, bondade, cuidado com os outros seres… Assim, não podemos os tratar como controladores ou objetos.
O que este reconhecimento poderá implicar?
Reconhecer que são seres sencientes implica na forma maneira a qual nós os tratamos. A maldade já é punida por lei. Mas quando se trata de exploração industrial, a lei é muito ampla. Por exemplo, 20 % dos animais enviados à matadouros ainda estão conscientes no momento em que eles são abatidos. Isto é inadmissível. Sendo consideradas como objetos, é uma desculpa fácil de usar a nosso critério. Os humanos matam 1 milhão de animais terrestres e cinco vezes mais de animais marinhos a cada ano. É preciso ver a verdade. Não pode-se ter uma sociedade mais ética deixando de fora uma seção inteira da vida, que são animais.
É preciso, então, acomodar todos os animais no mesmo barco?
Claro, eles são seres sencientes. É preciso reconhecer todos eles como tais. Pessoalmente, eu não faço diferença entre uma vaca e um cachorro. Os porcos são, de certa maneira, mais inteligentes que os chimpanzés, por exemplo. E se os peixes não têm expressão facial, eles têm um mesmo sistema nervoso que faz com que eles sintam dor. Não se pode negar.
Como a religião budista vê os animais?
Como um ser senciente que não têm a mesma sofisticação do homem – chamado de inteligência – mas como ele tenta evitar o sofrimento e atingir o bem-estar. Esta aspiração deve ser respeitada. Neste sentido, a não violência frente aos os animais é uma extensão lógica do que defendemos para os seres humanos.

Direito dos animais: “eles têm a qualidade idêntica aos homens” | Bodisatva: um olhar budista

terça-feira, 8 de outubro de 2013

um bom fim de vida

Algumas dicas para o fim da vida. Não deixe os outros decidir por si, escreva o que deseja e assine.

Não esquecer o testamento vital em que basta reconhecer a assinatura num notário.

Caso não queira ser doador de órgãos sabia que tem que o declarar? Pode ser feito em qualquer centro de saúde. ver aqui: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/doacao+de+orgaos+e+transplantes/objecao_doacao.htm



"A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, a lei do testamento vital.
O documento define que, quando a lei entrar em vigor, o Ministério da Saúde (MS) passe a ter disponível um modelo de testamento vital que dê a escolher aos doentes cinco formas de puderem interromper o tratamento, mas cada pessoa vai poder optar pela redacção que entender.

Caso o doente mude de ideias à última hora em relação à recusa de cuidados de saúde que tinha deixado decidida, a sua palavra prevalece sobre o que tinha escrito, explicou ao PÚBLICO o coordenador do grupo de trabalho parlamentar sobre o tema, o deputado bloquista João Semedo, depois de a versão final ser conhecida.

As directivas antecipadas de vontade em matéria de cuidados de saúde, mais conhecidas por testamentos vitais, serão documentos escritos em que a pessoa pode deixar decididos os cuidados de saúde a que não quer ser sujeito, caso fique incapaz de manifestar a sua vontade, se for internado em situações graves.

No texto final ficam cinco disposições possíveis que podem constar deste documento. A saber: os doentes vão poder recusar ser alimentados e hidratados artificialmente, com uma sonda ou soro, quando tal signifique “apenas adiar o processo de morte natural”, e vão poder dizer que não “ao suporte artificial das funções vitais, caso da ventilação ou da reanimação cardiorrespiratória”, podendo ainda recusar ser submetidos a tratamentos experimentais e ensaios clínicos, enuncia o deputado. Vão também poder dizer se desejam receber cuidados paliativos adequados à sua situação clínica.

Estas são apenas sugestões que poderão constar de um modelo que o MS terá de ter disponível, mas em que vigorará, em todo o caso, a liberdade de redacção. Caiu por terra a obrigatoriedade de estes documentos terem de constar do futuro Registo Nacional do Testamento Vital, que será opcional. Para que o testamento vital não registado seja válido, a assinatura da pessoa tem de ter sido reconhecida.

Procurador de cuidados de saúde

Fica também consagrada a figura do procurador de cuidados de saúde, uma pessoa da confiança do doente que pode ou não ser seu familiar e que será depositário da sua vontade neste tipo de situações extremas. Cada doente poderá optar apenas pelo testamento vital, pelo procurador ou pelos dois, mas, em caso de divergência, prevalece o documento escrito. Caso haja divergência entre o procurador e a equipa médica, vale a vontade manifestada por esta pessoa de confiança.

Já os médicos terão o direito de se recusar a acatar a vontade do doente, podendo alegar objecção de consciência. Caso, num determinado hospital, o número de objectores seja tal que impeça o cumprimento da vontade do doente, poderá ser pedida a cooperação de outros hospitais ou de outros médicos.

“Em qualquer momento, por declaração oral, a pessoa pode mudar de ideias, desde que o diga ao responsável que administra os cuidados de saúde”, explicou Semedo. Ou seja, nestes casos a vontade dita prevalece sobre a escrita. Esta tinha sido uma preocupação manifestada pela Ordem dos Enfermeiros, que notava num comunicado recente que, “se o testamento vital tiver carácter absoluto, não permitirá a revogação pelo próprio cidadão”.

Nesta versão final da lei fica também consagrado o prazo de validade de cinco anos para o testamento, que se mantém mesmo se, durante este período, a pessoa fique incapaz.

Semedo sublinha que o texto deixa claro as fronteiras entre o testamento vital, a eutanásia e o suicídio assistido, interditando-se situações que possam levar “a uma morte não natural e evitável” e remetendo-se para os artigos do Código Penal que criminalizam estas práticas. in PUBLICO